Basta uma volta pelo supermercado para constatar o quanto as embalagens stand-up pouch vêm ocupando cada vez espaço mais as gôndolas.

Esse, aliás, é um dos principais atributos desse formato: a base reforçada que permite que a embalagem fique em pé e a grande área de impressão aumentam a visibilidade do produto no ponto de venda.

Para relembrar: stand-up pouch – que pode ser traduzido literalmente como “bolsa que fica em pé” –  é uma embalagem flexível fabricada a partir de filmes laminados, com laterais seladas e reforço interno, o que garante alta resistência e estabilidade para o produto.

Outra qualidade é a grande flexibilidade: as embalagens stand-up pouch podem ser dotadas de zíper, bico dosador e lacre de segurança, fabricadas em diversos tamanhos, customizadas e com janelas ou totalmente transparentes para melhor visibilidade do conteúdo.

Mais indústrias passaram a adotar a stand-up pouch

Tais características vêm ampliando o uso da stand-up pouch por diferentes setores.

Antes populares na indústria de alimentos, cosméticos, suplementos e produtos de limpeza, agora é comum encontrá-la em categorias como produtos para pets, café e áreas que tradicionalmente utilizavam potes, vidros e outros formatos de embalagens.

“Essa expansão está relacionada às próprias características do pouch”, diz Alexandre Teiman, diretor Comercial e Marketing da Packster Embalagens Sustentáveis.

“É uma embalagem mais leve, que pode facilitar o transporte e o armazenamento e ocupar menos espaço na exposição dos produtos. Além disso, a possibilidade de trabalhar diferentes formatos, dimensões, estruturas e layouts permite adaptar a embalagem às características de cada produto.”

Inovações do stand-up pouch

Na avaliação de Teiman, à medida que as empresas encontram uma estrutura adequada para determinada aplicação, novas possibilidades de utilização do stand-up pouch surgem em diferentes categorias.

Tal movimento impulsiona a busca por inovações que combinem praticidade, funcionalidade e diferenciação.

“Temos trabalhado no desenvolvimento de novos formatos de bicos, sistemas de fechamento e diferentes configurações de zíper, justamente para atender às necessidades específicas de cada aplicação.”

Como exemplo, ele cita alternativas aos zíperes convencionais, com sistemas que ofereçam uma experiência de abertura e fechamento mais prática ao consumidor. Da mesma forma, diferentes modelos de bicos permitem adaptar a embalagem a produtos que exigem formas específicas de consumo ou dosagem.

A evolução das embalagens stand-up pouch está relacionada à das próprias máquinas e equipamentos que fazem a conformação do corpo da embalagem, a selagem da base e, dependendo do modelo, a aplicação dos zíperes, válvulas e bicos dosadores.

“Os equipamentos evoluíram bastante e estão cada vez mais automatizados e integrados”, observa Teiman. “Atualmente, as máquinas conseguem realizar uma série de etapas do processo produtivo com maior precisão e velocidade, além de contar com sistemas de controle capazes de identificar determinados erros e desvios durante a produção”.

Essa evolução contribui para aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, melhorar o controle de qualidade das embalagens.

“É um movimento importante porque, conforme crescem a variedade de formatos e a necessidade de personalização, os equipamentos também precisam oferecer mais flexibilidade e precisão.”

Sustentabilidade em embalagens flexíveis

Outro ponto importante destacado pelo diretor da Packster é a evolução dos próprios materiais utilizados na estrutura da embalagem.

“Hoje, o desenvolvimento não está restrito ao formato: também envolve a busca por soluções recicláveis, compostáveis e com menor impacto ambiental. A tendência é que design, funcionalidade e sustentabilidade avancem de forma conjunta”, aponta.

O diretor reforça que a sustentabilidade é uma frente importante de desenvolvimento, principalmente na busca por estruturas que possam ser recicláveis ou compostáveis e que mantenham as propriedades necessárias para proteger o produto.

Já em relação à utilização do plástico reciclado pós-consumo (PCR), ele pondera que é necessário avaliar cada estrutura e aplicação individualmente, considerando requisitos técnicos, de segurança e desempenho da embalagem.

“Esse é um tema que ainda precisa ser analisado tecnicamente pela equipe responsável pelo desenvolvimento de materiais antes de apontarmos uma aplicação específica.”

Mercado de stand-up pouch está em expansão

Segundo a consultoria internacional Towards Packaging, o mercado global de embalagens stand-up pouch é avaliado em mais US$ 35 bilhões em 2025, com crescimento anual estimado em 8,15% na próxima década. A América do Sul é a região que deve apresentar crescimento mais rápido entre 2026 e 2035.

Teiman confirma a tendência: “Temos percebido uma ampliação da utilização dos stand-up pouches em diferentes segmentos. Um dos principais fatores é a combinação de praticidade, leveza, facilidade de transporte e armazenamento e possibilidades de diferenciação visual”.

Além das já citadas vantagens de diferentes formatos, tamanhos, sistemas de fechamento e formas de consumo, ele reforça que, para as marcas, existe ainda a possibilidade de explorar melhor a área gráfica da embalagem e criar uma apresentação diferenciada no ponto de venda.

“Por isso, o crescimento não está relacionado a um único fator. É resultado da combinação entre as necessidades da indústria, a busca por eficiência logística, a experiência do consumidor e a evolução dos materiais e tecnologias disponíveis para a fabricação dos pouches.”

Em quais outras inovações de stand-up pouch sua indústria vem investindo para atender aos clientes?

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