O setor de embalagens plásticas e rotulagem para a indústria de alimentos e bebidas tem enfrentado o desafio de conciliar sustentabilidade com eficiência operacional.
Durante a Fispal Tecnologia 2026, realizada no São Paulo Expo, empresas do segmento apresentaram soluções técnicas e debateram os principais obstáculos para ampliar a economia circular sem comprometer a performance produtiva.
Acompanhe as soluções apresentadas no congresso do evento e também pelas empresas expositoras.
PCR é alternativa para circularidade do plástico
A Chromoplast Embalagens Plásticas, indústria de Içara (SC), levou ao Congresso Fispal Tec o debate sobre o uso de Resina Reciclada Pós-Consumo (PCR) em embalagens flexíveis. O material, formado por produtos plásticos descartados pelo consumidor, passa por processos de triagem, lavagem, moagem e reprocessamento até retornar à cadeia produtiva.
“Aplicar o PCR nas operações industriais representa uma oportunidade sustentável e está entre os caminhos associados à economia circular. Com essa aplicação, o plástico retorna à cadeia produtiva e aumenta a circularidade dos materiais”, afirmou Moisés Silveira, coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Chromoplast.
Silveira destacou que a incorporação do PCR não se resume à substituição direta de resina virgem por reciclada.
“Atualmente, existe uma pressão crescente de consumidores, grandes marcas e legislação para que as empresas aumentem o uso de materiais reciclados em suas embalagens. No entanto, aplicar o PCR exige desenvolvimento técnico, controle de processo, qualificação de fornecedores e uma avaliação criteriosa de cada aplicação”, explicou.
O coordenador apontou que o principal desafio está na variabilidade da matéria-prima, que pode impactar processo, qualidade, desempenho e estabilidade da embalagem.
Rotulagem: personalização e prazos curtos
No segmento de rotulagem, a personalização e a redução de prazos de entrega têm pressionado os fornecedores. Sofia Gonçalves Paiva, diretora da Fitatex Etiquetas, observou que o mercado está em expansão, mas enfrenta desafios operacionais.
“Como ninguém está estocando, a demanda é por produtos imediatos. Além disso, a alta personalização se torna um fator complicador entre as outras variáveis desafiadoras para cumprir prazos curtos”, disse Paiva.
A busca por materiais sustentáveis também tem influenciado o desenvolvimento de equipamentos. Bruno Marques, diretor da Imek Máquinas Sleeve, relatou que a substituição de insumos por opções mais finas e leves gera desafios técnicos. “Essa busca por materiais mais finos gera desafios no desenvolvimento de novos equipamentos”, afirmou Marques, que registrou crescimento anual de 50% nos últimos três anos.
Para Almir Pereira, diretor da Codatec, a inovação tecnológica é o caminho para manter a competitividade. “Estamos sempre buscando atualizações e fazendo adaptações para atender às novas demandas de mercado, acompanhando atentamente as novidades que vêm de fora”, concluiu.
Confira mais atualizações da Fispal Tecnologia e se aprofunde na indústria de embalagens plásticas flexíveis.