Quem vive a rotina da flexografia conhece bem o problema. Setup que não fecha na primeira passada, ajuste fino que vira horas de máquina parada e lote devolvido porque a cor “não bateu”. No fim do mês, tudo isso vira custo oculto.

É nesse contexto que os equipamentos de laboratório para controle de qualidade na flexografia deixam de ser vistos como despesa e passam a atuar como ferramenta operacional. 

Um bom laboratório antecipa erros, padroniza decisões e evita que problemas cheguem à impressora, onde tudo fica mais caro.

Padronização de matéria-prima: onde o controle começa

Antes de falar em cor ou clichê, é preciso garantir que tinta, substrato e insumos estejam dentro de parâmetros consistentes. Sem padronização, não existe repetibilidade.

Principais ganhos diretos do controle de qualidade na flexografia:

  • Redução do tempo de setup;
  • Menor índice de refugo;
  • Garantia de repetição de cor entre lotes;
  • Conformidade com normas técnicas e sanitárias.

Esses benefícios aparecem quando o controle começa ainda na preparação do material.

Viscosímetros e reologia

A viscosidade correta da tinta influencia diretamente a transferência, a densidade e a estabilidade da impressão. Tinta fora do ponto gera sujeira, variação de cor e instabilidade no processo.

O uso de viscosímetros simples, como copos Zahn ou Ford, já permite padronizar ajustes no dia a dia. Para operações mais críticas, sistemas digitais ajudam a monitorar variações ao longo do turno, evitando correções tardias na máquina.

Tratamento corona e teste de dyne

Em filmes plásticos como BOPP e PET, a ancoragem da tinta depende diretamente do tratamento superficial. Sem energia superficial adequada, a tinta não fixa.

Os testes de dyne permitem verificar rapidamente se o tratamento corona está dentro do nível esperado. Isso evita falhas de adesão que só apareceriam depois da impressão, no transporte ou no uso final da embalagem.

Precisão na formulação de tintas

A “cozinha de tintas” é um dos pontos mais sensíveis do processo. Pequenas variações na pesagem geram diferenças perceptíveis de cor e desperdício de insumos caros.

Balanças de precisão no laboratório garantem repetibilidade de formulação. O resultado é menos correção na máquina e mais previsibilidade entre lotes.

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Gestão de cor: do “olhômetro” à espectrofotometria

Confiar apenas na avaliação visual da cor já não atende às exigências atuais do mercado. A gestão moderna da cor precisa ser objetiva, rastreável e mensurável.

Espectrofotômetros e medição de Delta E (ΔE)

O espectrofotômetro elimina a subjetividade. Ele traduz a cor em números e permite comparar amostras com padrões aprovados, usando métricas como o Delta E.

Ao pesquisar preço de espectrofotômetro para embalagens flexíveis, é comum encontrar grande variação. Isso ocorre porque o custo depende do nível de automação, integração com software e tipo de leitura. 

Na prática, o retorno vem da aprovação mais rápida do cliente e da redução de retrabalho.

Cabines de luz e metamerismo

Uma cor pode parecer correta sob uma lâmpada e completamente diferente sob outra. Esse fenômeno é chamado de metamerismo.

As cabines de luz simulam diferentes condições de iluminação, como D65, TL84 e luz incandescente. Elas ajudam a evitar surpresas quando a embalagem chega ao ponto de venda.

Provas de tinta e hand proofers

Antes de rodar na impressora, é possível simular o resultado da impressão. Os hand proofers permitem testar cores e combinações com menor consumo de material.

Essa etapa simples reduz erros, acelera decisões e protege o tempo da máquina.

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A qualidade da matriz: análise de clichês

Mesmo com tinta e cor corretas, a impressão não se sustenta se a matriz estiver fora do padrão. O controle do clichê é parte essencial do laboratório.

Microscopia digital e ganho de ponto

A análise microscópica permite identificar pontos deformados, sujos ou mal gravados antes que o clichê chegue à impressora.

Esse cuidado evita que o ganho de ponto da matriz se some ao ganho mecânico da máquina, resultando em imagens borradas e desperdício de substrato.

Dureza do fotopolímero (Shore A)

Existe uma regra prática bem conhecida. Clichês mais duros são indicados para alta definição em filmes e rótulos. Já os clichês mais macios absorvem melhor irregularidades do papelão ondulado.

A escolha errada compromete a transferência de tinta e acelera o desgaste da matriz, aumentando custos operacionais.

Esta imagem ilustra um ambiente de laboratório industrial de polímeros ou plásticos, com foco em pesquisa, desenvolvimento e fabricação em pequena escala. O estilo é uma ilustração vetorial limpa e profissional.

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Testes físicos e performance pós-impressão

A qualidade da impressão precisa se manter após sair da máquina. É aqui que os testes físicos ganham relevância.

Coeficiente de fricção (COF) e maquinabilidade

Se o filme não desliza corretamente na envasadora do cliente, a responsabilidade recai sobre a embalagem. O teste de COF avalia esse comportamento.

Ao buscar fornecedores de equipamentos para teste de COF em filmes, vale considerar não apenas o equipamento, mas também o suporte técnico oferecido. A referência técnica mais utilizada é a norma ASTM D1894.

Resistência à abrasão e selagem

A tinta precisa resistir ao transporte, empilhamento e manuseio. O rub test avalia essa resistência.

Já os ensaios de selagem garantem que a embalagem não se abra sozinha. Equipamentos como a máquina de ensaio universal permitem testar esses parâmetros de forma controlada.

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Segurança alimentar: controle de solventes retidos

Para quem atende a indústria alimentícia, a segurança vai além da estética da impressão.

A importância da cromatografia gasosa

A cromatografia gasosa detecta solventes residuais presentes na embalagem. Esses compostos podem causar odor, migração e risco de contaminação.

Mais do que atender normas, esse controle protege a marca do cliente e evita problemas graves de recall e imagem no mercado.

Esta imagem apresenta uma ilustração detalhada de uma instalação industrial automatizada, focada no processamento de materiais (provavelmente polímeros ou alimentos) e controle de qualidade.

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Gestão estratégica dos equipamentos de laboratório

Os equipamentos de laboratório para controle de qualidade na flexografia também fazem parte da estratégia industrial. Muitos já permitem integração com sistemas de gestão, gerando laudos automáticos e histórico de dados alinhados à Indústria 4.0.

A manutenção e calibração de equipamentos de laboratório têxtil e plástico é outro ponto crítico. Equipamento descalibrado gera dados incorretos. E dados errados levam a decisões erradas. Cronogramas de calibração são indispensáveis.

Quando se analisa medidor de opacidade e brilho para plásticos ou o custo de kit de laboratório para controle de qualidade de flexografia, é importante olhar o cenário completo. 

O investimento em um kit básico costuma ser menor que o custo de uma única parada de máquina ou de um recall no cliente final.

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Qualidade na flexografia como diferencial competitivo

Ao longo do processo, fica claro que o laboratório não é um centro de custo isolado. Ele atua diretamente na redução de perdas, na estabilidade do processo e na credibilidade da gráfica.

Investir em equipamentos de laboratório para controle de qualidade na flexografia significa ganhar previsibilidade, proteger a operação e fortalecer relações com clientes que exigem cada vez mais controle e conformidade.

Para saber mais sobre os equipamentos de laboratório para controle de qualidade na flexografia e ficar por dentro de tudo o que acontece no setor de plásticos do Brasil e do mundo, continue acompanhando o Mundo do Plástico, o canal de conteúdo da feira Plástico Brasil.

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