Você sabia que a indústria do plástico pode lucrar bastante com o mercado pet? Por trás da fofura e da peraltice dos animais de estimação, esconde-se um mercado bilionário.
Segundo a ABEMPET (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação), o Brasil abriga a segunda maior população de cães, gatos e aves canoras e ornamentais do mundo: aproximadamente 141,6 milhões de animais.
Em termos de faturamento, o país ocupa o terceiro lugar do ranking mundial: em 2024, foram R$ 75,4 bilhões, 9,6% a mais que em 2023, assim distribuídos:
- Alimentos industrializados (pet food): R$ 40,8 bilhões (54,1%)
- Venda de animais por criadores: R$ 8,1 bilhões (10,8%)
- Produtos veterinários (pet vet): R$ 7,8 bilhões (10,4%)
- Serviços veterinários: R$ 7,7 bilhões (10,2%)
Oportunidades do mercado pet para produtos plástico
Como se pode notar, o mercado pet oferece uma série de oportunidades para a indústria do plástico, em especial nas embalagens para pet food (ração seca, petiscos e bifinhos), normalmente fabricadas em multicamadas com Polietileno de Baixa Densidade (PEBD), Polipropileno (PP) ou Poliamida (Nylon).
Veja outros produtos do mercado pet que utilizam plásticos.
Frascos rígidos: para xampus, condicionadores e remédios, frequentemente feitos de PET (Polietileno Tereftalato) ou PEAD (Polietileno de Alta Densidade).
Potes, tigelas, comedouros e bebedouros: fabricados em Polipropileno (PP) ou PEAD.
Brinquedos: bolas e mordedores utilizam plásticos como PP, PVC (Policloreto de Vinila) e Náilon (Poliamida) para garantir resistência.
Caixas de transporte: normalmente feitos com o PP ou PEAD em razão da leveza, robustez e resistência a impactos.
Guias, coleiras e peitorais: têm componentes como fechos, fivelas e até a própria corda feita ou revestida de plástico.
Itens de limpeza: caixas e bandejas sanitárias, pás coletoras de fezes, escovas.
Embalagens plásticas: segmento de pet food está em expansão
Empresas que perceberam o potencial do segmento de pet food para seus negócios estão colhendo bons resultados.
É o caso da Packster – braço digital da Zaraplast, tradicional fabricante de embalagens flexíveis –, que fabrica embalagens exclusivamente a partir de materiais recicláveis e utiliza um moderno processo de impressão digital sob demanda.
Após um período de testes e validação de estruturas específicas, as embalagens para pet food entraram oficialmente no portfólio da Packster no início de 2024 e já representam cerca de 8% do faturamento.
A empresa disponibiliza modelos nos formatos stand-up pouch (com e sem bico), box pouch, sachê com três soldas e até bobinas para transformadores ou marcas que optam por produzir suas próprias embalagens.
Jack Strimber, CEO da Packster, comenta que a decisão de incluir o pet food no portfólio nasceu de dois fatores:
- Demanda crescente dos próprios clientes, especialmente marcas que buscavam agilidade em lançamentos, tiragens pequenas e médias para lançamentos e qualidade premium para competir em nichos de alto valor agregado;
- Estudos internos sobre o crescimento acelerado do mercado pet no Brasil, que se consolidou como um dos maiores do mundo e com forte busca por embalagens mais sustentáveis, práticas e visuais.
“Isso nos mostrou que havia espaço para uma solução digital, ágil e alinhada às tendências de sustentabilidade.”
Segundo ele, a empresa vem observando um ritmo de crescimento deste segmento muito acima da média, uma vez que marcas de pet food têm maior complexidade de embalagem e lançam novas SKUs com maior frequência.
O planejamento é que o segmento de pet food alcance de 15% a 20% da receita da Packster nos próximos anos, impulsionado por:
- Aumento do consumo premium no mercado pet;
- Crescimento de snacks, suplementos e linhas funcionais para pets;
- Migração das marcas para estruturas mais sustentáveis, com menor MOQ (quantidade mínima de pedido) e lead time reduzido, justamente os pilares da Packster.
Reciclagem dos produtos plásticos para mercado pet
A reciclagem de produtos plásticos para o mercado pet é totalmente viável, mas enfrenta alguns desafios.
Enquanto frascos, caixas de transporte, potes e outros produtos feitos de plástico rígido (PET, PEAD, PP) já têm uma cadeia de reciclagem estabelecida, as embalagens flexíveis de pet food multicamadas com diferentes plásticos precisam ser separadas, o que torna o processo mais complexo e caro.
A Packster contornou esse desafio incluindo no portfólio opções de embalagens sustentáveis para pet food.
“Nossas soluções, como estruturas monomateriais recicláveis e embalagens retort com barreiras avançadas sem alumínio, têm sido bastante procuradas pelas marcas, justamente pela possibilidade de lançar múltiplos SKUs com baixo impacto ambiental e sem necessidade de grandes estoques”, comenta Strimber.
De acordo com o CEO, a aceitação das embalagens sustentáveis tem sido muito positiva por parte dos brand owners de pet food, que estão cada vez mais atentos à sustentabilidade, especialmente aqueles focados nos segmentos premium, natural e funcional.
Strimber reforça que há uma percepção clara de que a embalagem comunica valores importantes das marcas, como cuidado, saúde e responsabilidade ambiental, ainda mais decisivos para consumidores que tratam seus pets como membros da família.
“Percebemos um movimento crescente: as empresas querem elevar a experiência do consumidor, reduzir o impacto ambiental e ainda acelerar lançamentos. A combinação de sustentabilidade, agilidade e personalização digital tem sido um diferencial decisivo.”
A Packster oferece, ainda, opções de embalagens de materiais compostáveis, que mantêm as mesmas barreiras contra umidade, ar e luz, ajudando a manter a qualidade, sabor e frescor da ração.
Sua indústria já atende o mercado pet? Siga acompanhando as oportunidades para a indústria no Mundo do Plástico.