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Uso do plástico na saúde

Como crises sanitárias podem mudar a visão global sobre o plástico na saúde

O uso do plástico na saúde, feito de forma consciente e inteligente, é muito importante para a segurança em meio à crise.

Crises sanitárias, como a da COVID-19, trazem duras consequências para a sociedade. No entanto, elas jogam luz sobre soluções que, em tempos normais, não recebem o devido valor. Neste momento, podemos notar que o uso do plástico na saúde é um aliado indispensável para a segurança hospitalar e alimentar. Pontuamos a seguir algumas questões que mostram como crises sanitárias podem mudar a visão global sobre o plástico na saúde. Acompanhe!

Mudança de mindset: de vilão a herói

Nos últimos anos, muitos movimentos vêm trabalhando para banir completamente o uso do plástico. O material é, muitas vezes, visto como vilão. Mas essa visão extrema sobre o plástico cai por terra em momentos como os de crises sanitárias.

Para Edison Terra, vice-presidente de Olefinas & Poliolefinas da Braskem na América do Sul, é preciso ter em mente “a importância do consumo consciente e a transformação da economia linear para um modelo circular”. Ele não acredita no banimento como um caminho sustentável. Na Braskem, ele destaca, “apoiamos e temos iniciativas que levam à racionalização do uso, que promovem a importância do consumo consciente e do papel de cada um de nós para a construção de uma sociedade mais sustentável, buscando ampliar essa discussão e favorecer a reflexão sobre a mudança de hábitos, assim como empoderar o consumidor para aquisições que considerem o uso e o descarte dos produtos”.

O uso do plástico em meio à pandemia da COVID-19

Com a COVID-19, a necessidade principal é prezar pela higiene dos alimentos, com embalagens descartáveis, e pela saúde pública, com o uso de EPIs e insumos hospitalares. O uso do plástico na saúde está desempenhando um papel revolucionário neste sentido, reduzindo o risco de infecções e simplificando operações. Em outras palavras, ele não precisa ser um vilão do meio ambiente, mas ser utilizado de forma consciente e inteligente para gerar saúde e segurança na saúde

Edison Terra diz que “a crise imposta pelo novo coronavírus reforçou, por exemplo, a importância das resinas termoplásticas para o setor hospitalar. Neste segmento, o plástico representa um grande avanço, a ponto de se tornar imprescindível. Sua principal característica é a segurança no uso, que se reflete tanto no tratamento como no uso de descartáveis, reduzindo consideravelmente a chance de contaminação a um custo extremamente competitivo”.

Fabricação de EPIs e EPCs

Um ótimo exemplo do bom uso do plástico na saúde são as máscaras protetoras, do tipo escudo (face shields), com ou sem arco. Elas vêm sendo produzidas a partir de um esforço coletivo de várias entidades. A comunidade da manufatura aditiva (impressão 3D) é uma das mais atuantes. As máscaras são constituídas por um laminado flexível transparente (acetato ou PET-G), fixado ou não a um arco. Laváveis e esterilizáveis, são ótimas alternativas às máscaras convencionais. 

O Centro de Competência em Manufatura, do Instituto de Tecnologia Aeronáutica, é um laboratório especializado em todas as etapas do ciclo de vida de um produto. É um dos responsáveis por pesquisas voltadas para o desenvolvimento da indústria, especialmente a inovação, baseando-se em processos de fabricação por usinagem e manufatura aditiva, metrologia, automação e outras. Ele faz parte desse esforço e disponibilizou gratuitamente em seu site um Guia de Fabricação de EPIs

Além dos EPIs, alguns tipos de EPCs estão em estudo para proteger os profissionais. É o caso das cápsulas de proteção, como retrata reportagem da Folha de S.Paulo. As cápsulas tipo “hood” são feitas de acrílico e lona e têm funcionamento semelhante aos equipamentos de proteção para recém-nascidos que precisam de terapia de oxigenação. Outra cápsula, feita de tubos de PVC e vinil plástico, já está em uso em Manaus.

Edison explica a atuação da Braskem neste momento quanto ao uso de plástico na saúde: “estamos fornecendo nossos produtos para que centenas de nossos clientes possam produzir equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde, como máscaras, aventais e calçados hospitalares. Nossas resinas também são utilizadas para a fabricação de embalagens de álcool em gel e líquido e até mesmo no desenvolvimento de peças para os respiradores artificiais”.

Ele cita o uso do polipropileno (PP) para produção de seringas, aventais, kits cirúrgicos, embalagens para esterilização, tampas, frascos e dosadores. Terra também destaca o polietileno (PE) para a produção de frascos de soluções parenterais, como glicose, e o PVC, utilizado na fabricação de bolsas de sangue ou de soro, mangueiras para diálise e troca de fluídos corpóreos, luvas e outros insumos. 

Respiradores ou ventiladores pulmonares

Muitos profissionais e empresas também se uniram para fabricar respiradores ou ventiladores pulmonares, em mais um exemplo do uso do plástico na saúde. Fabricantes de moldes e matrizes aumentam a capacidade produtiva desses equipamentos ao ajudar na fabricação de componentes, que utilizam o material. A comunidade de impressão 3D atua diretamente na manutenção dos respiradores ao fabricar peças de plásticos que compõe a estrutura do equipamento.

Alguns exemplos podem ser vistos no site Brasil Contra o Vírus.

O uso do plástico na saúde vem comprovar que o material, quando utilizado de forma consciente e inteligente, é muito importante para a saúde e a segurança da população em meio à atual crise sanitária.

Fora de situações extremas, como a atual, ele também tem um uso bastante importante, como é o caso do uso do plástico na construção civil. Conheça!

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