Gestão

De sistema de gestão a tecnologias: veja como a indústria do plástico pode economizar energia

Publicada em 2011, a norma internacional ISO 50001 visa a implementação, manutenção, revisão e melhoria de um sistema de gerenciamento de energia pelas empresas através de diretrizes que ajudam as organizações a estabelecerem sistemas e processos necessários para a melhoria do seu desempenho energético.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o consumo de energia pela indústria de transformação de plástico representa cerca de 15% da despesa total do negócio. Com isso, torna-se prioritário que as indústrias adotem sistemas de gestão baseados na norma ISO 50001 para reduzir o consumo de energia e aumentar a eficiência de máquinas e equipamentos.

“Em um mercado cada vez mais exigente, uma redução do custo operacional de uma indústria permite a diminuição do preço de venda do produto, tornando-o mais competitivo em relação aos seus concorrentes”, afirma Edgard Dutra, diretor comercial da Metalplan.

Sistema de gestão de energia para promover eficiência energética

O primeiro passo para promover a redução do uso da energia na indústria do plástico é implantar um sistema de gestão. Essa iniciativa ajudar a definir e seguir as diretrizes que a organização precisa para promover o uso eficiente dos seus recursos energéticos.

O processo começa com a identificação das principais fontes de energia do negócio, como, por exemplo, eletricidade, vapor e gás. Mas não é necessário identificar todos os recursos: aqueles que correspondem a 90% de todo o consumo de energia da organização já são suficientes.

A partir daí, deve-se fazer um trabalho pontual, em cada uma dessas fontes, para saber quem são os seus consumidores e como seria possível reduzir o consumo.

“Para fazer esse trabalho de identificação das oportunidades de redução de consumo para cada fonte de energia, o primeiro passo  é, normalmente, realizar uma auditoria. Entender quais são os consumidores mais importantes, como se dá esse consumo e que tipo de perda de eficiência energética pode ter naqueles pontos de consumo. Uma vez feita essa auditoria, é possível estabelecer um plano de ação e metas”, afirma o diretor da Metalplan.

E se, em um primeiro momento, o custo do investimento em equipamentos para redução do consumo de energia parecer alto, por outro lado, a eficiência energética gerada pode render ganhos ao longo prazo. Nesse sentido, é preciso que sejam estabelecidos métodos de medição para fazer um acompanhamento e descobrir se realmente está ocorrendo um ganho efetivo – e se esse ganho não se perde com o tempo.

Tecnologias que geram eficiência energética

No mercado, existem várias máquinas e equipamentos que podem ajudar as indústrias a lidarem com o problema do alto consumo de energia. Nas empresas do setor do plástico, o resfriamento de processos, moldes e peças acabadas pode ser considerado uma operação crítica. Não à toa, muitas soluções estão sendo desenvolvidas nesse sentido.

Se você tem, por exemplo, uma peça que, normalmente, seria soprada por ar comprimido a uma temperatura em torno de 30 a 40 graus positivos, já pode contar com opções capazes de fazer a mesma injeção em 40 graus negativos. Com isso, o resfriamento que demoraria 1 minuto dentro do molde pode levar apenas 20 segundos, extraindo mais rapidamente a peça acabada e com mais qualidade.

Além disso, ao utilizar um chiller (resfriador) de água, é possível circular a água a 8 e 10 graus, em vez de circulá-la em temperatura ambiente, resfriando o molde com muito mais eficiência.

O ar comprimido de sopro pode representar 80% de todo o consumo de energia da indústria do plástico. Por isso, para o diretor comercial da Metalplan, um compressor eficiente precisa ter alto rendimento isotérmico. “Isso significa que ele tem de comprimir o ar nas temperaturas mais baixas possíveis. Não pode aquecer demais o ar comprimido, pois isso é uma ineficiência energética. Ao utilizar compressores que podem reduzir de 20 a 30 graus a temperatura do ar comprimido na descarga da unidade compressora, é possível oferecer ganhos de 15% de eficiência energética”, afirma.

Dessa forma, quando o foco de um sistema de gestão de energia está concentrado em uma fonte específica, a indústria pode descobrir inúmeras oportunidades de aumento da eficiência energética e da redução do consumo de eletricidade. De maneira simplificada, um sistema de gestão de energia tem começo e meio, mas não tem fim: ele se torna uma espiral ascendente, que deve continuar girando e melhorando a cada volta do processo.

Como sua indústria tem promovido o gerenciamento de energia? Compartilhe sua experiência nas redes sociais e continue acompanhando as tendências do setor em nosso canal de conteúdo.

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