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Produção nacional de PVC cresce em 2023

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Análise de desempenho anual do setor foi apresentada em primeira mão no seminário “70 anos do PVC no Brasil”

“O grande desafio do setor é crescer o consumo acima do atual 1 milhão de toneladas por ano”.

Essa foi uma das contatações de Solange Stumpf, sócia-executiva do Grupo Maxiquim, em sua apresentação da análise anual do desempenho do mercado brasileiro do PVC referente a 2023.

O estudo foi revelado em primeira mão durante o seminário 70 anos de PVC no Brasil: a trajetória do plástico que transformou o país, promovido em junho pelo Instituto Brasileiro do PVC e pela publicação Plásticos em Revista.

Consumo estacionado

De fato, desde o início da série histórica, em 2016, o consumo de PVC está estacionado na casa do milhão de toneladas, com pequenas variações ano a ano.

Em 2016, por exemplo, o volume foi de 998 mil toneladas; em 2021, melhor ano da série até agora, 1,221 milhão de toneladas; em 2023, 1,122 milhão, 9,6% maior que o do ano anterior.

Do mesmo modo, a capacidade instalada para fabricação de PVC no Brasil se mantém em 1,009 milhão de toneladas desde 2016, sendo que no ano passado o nível operacional ficou em 73% - o melhor resultado desde 2019. A Braskem concentra 70% da capacidade produtiva (710 mil toneladas).

Produção cresceu

A análise de desempenho aponta que o volume de produção de PVC virgem no Brasil cresceu em 2023: foram 739 mil toneladas, 2,3% superior ao de 2022.

Já a produção de PVC reciclado manteve-se igual de um ano para outro: 26 mil toneladas. Esse volume corresponde a 3% da produção nacional anual.

Considerando que o índice médio de reciclagem de plástico no Brasil é de 23,4%, o reaproveitamento do PVC parece baixo. Mas isso se deve às propriedades da resina, em especial o longo ciclo de vida, e suas aplicações (principalmente em construção civil e infraestrutura).

Produtos utilizados em construções e obras públicas, por exemplo, têm durabilidade média superior a 60 anos, podendo chegar a 100 anos.

O ciclo de vida útil dos produtos à base de PVC é:

  • De 15 a 100 anos em 70% dos produtos;
  • De 2 a 15 anos em 22%;
  • Até 2 anos em 8%.

Ainda assim, o tema da economia circular é prioritário dentro do setor, liderado pelo Instituto Brasileiro do PVC, e vem apresentando avanços significativos.

Setores consumidores

A construção civil é o setor que mais consome produtos feitos com PVC, como, tubos, conexões, eletrodutos, perfis, janelas, revestimento de fios e cabos e muitos outros.

Sozinha, essa indústria respondeu por 697 mil toneladas do total de 1,122 milhão de toneladas (62%) consumidas em 2023, 10% a mais que no ano anterior.

Pela ordem, os maiores consumidores de PVC no Brasil são:

  • Construção civil: 62%
  • Infraestrutura: 9%
  • Agropecuário: 6%
  • Calçados: 5%
  • Transportes: 4%
  • Alimentos e Automobilístico: 3% cada
  • Industrial: 2%
  • Higiene, limpeza e farmacêutico: 2%
  • Médico-hospitalar: 1%
  • Outros: 3%

Em termos de processo, os mais utilizados são Extrusão de Tubos (45%) e Extrusão de Perfis (16%), justamente para transformação de produtos da construção civil, infraestrutura e agropecuária.

Quase metade da demanda (49%) se concentra na região Sudeste, seguida da região Sul (29%).

Mercado externo

O Brasil é um grande importador de PVC. Do 1,122 milhão de toneladas consumidas no país em 2023, 403 mil toneladas foram oriundas do exterior – a quase totalidade (92%) é de PVC-S não misturado com outras substâncias.

O maior fornecedor estrangeiro é a Colômbia, que sozinha respondeu por 48% (193,8 mil toneladas). Em seguida vêm os Estados Unidos (20%) e Taiwan (13%).

Em contrapartida, a indústria nacional de PVC exporta pouco. Foram 20 mil toneladas no ano passado, volume que vem caindo ano a ano – chegou a ser de 135 mil toneladas em 2016.

Os principais destinos estão na América do Sul. Paraguai, Argentina, Bolívia, Uruguai e Chile, somados, compram 65% das exportações brasileiras de PVC. Fora do continente, o maior consumidor é a Índia (16%).

Perspectiva

Para 2024, a perspectiva do setor é de um crescimento de 3,4%.

“Acreditamos que esse número é bem factível, considerando o desempenho no primeiro semestre”, concluiu Solange em sua apresentação.

Para ficar por dentro de tudo que rolou no seminário 70 anos de PVC no Brasil: a trajetória do plástico que transformou o país, leia outros conteúdos com a cobertura que o Mundo do Plástico fez do evento.

TAG: eventos PVC
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