Elaborar um bom planejamento de negócio é essencial para prever os investimentos e recursos necessários, garantindo a redução de riscos e o alcance dos objetivos. É a partir desse planejamento que sua empresa será capaz de entender com mais clareza quais áreas exigem mais atenção dos gestores, quais podem ser reduzidas e onde os recursos podem ser aplicados.

“É por meio do Planejamento Estratégico que o empresário consegue identificar oportunidades, inovações e estratégias que irão facilitar o seu sucesso. Além disso o PE é essencial para que os recursos da empresa sejam direcionados para as estratégias que convertam os resultados.

Inclusive, o recurso mais importante da pequena empresa que é o tempo do empreendedor”, explica Alessandra Torres, gestora empresarial e mentora na Agile Desenvolvimento Empresarial.

Como fazer um planejamento de negócio?

Para estruturar um planejamento eficiente, o gestor precisa começar por um diagnóstico preciso da situação atual da empresa, analisando tanto o ambiente interno quanto o cenário externo. A partir dessa visibilidade, é fundamental definir metas corporativas realistas e quantificáveis, garantindo que a visão de longo prazo esteja perfeitamente alinhada com as operações diárias da equipe.

Em seguida, o processo exige a criação de um plano de ação detalhado, que estabeleça prazos, responsáveis e a alocação inteligente dos recursos financeiros e humanos. Como um bom planejamento nunca é estático, ele deve incluir indicadores de desempenho (KPIs) bem definidos, permitindo que a liderança monitore a evolução dos resultados e ajuste a rota com agilidade sempre que necessário.

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3 ferramentas essenciais para o planejamento de negócio

Para transformar a teoria em um plano de ação executável sem desperdiçar o tempo da liderança, o uso de metodologias consagradas é indispensável. A seguir, detalhamos três frameworks clássicos e altamente eficazes que ajudarão sua gestão a mapear cenários, priorizar o portfólio de produtos e entender a dinâmica da concorrência de forma visual e estruturada.

1. Matriz SWOT

A matriz SWOT é a ferramenta mais conhecida para realizar uma profunda análise de negócios e planejar ações. Por meio dela, é possível fazer uma análise aprofundada dos cenários macro e microeconômicos do negócio para, então, facilitar a tomada de decisões.

“A matriz SWOT proporciona uma análise dos pontos fortes (strenghts) e fracos (weaknesses), e as oportunidades (opportunities) e ameaças (threats) de um negócio”, explica Maicon Putti, consultor empresarial da Ideia Consultoria e Treinamento.

De acordo com o profissional, a matriz deve mostrar onde a empresa está perdendo oportunidades e qual o potencial de retorno versus investimento de cada uma delas. “Minimizar os pontos fracos também é fundamental, porque aí está a válvula de saída de dinheiro das empresas. Pontos fracos são ‘desvios’ do processo, resultados abaixo da média do mercado”, completa.

Para montar a sua matriz SWOT, é importante partir de um problema, objetivo ou demanda de gestão. Depois, deve ser realizada uma análise do mercado para levantar as oportunidades e ameaças para a empresa.

Aqui, é importante entender mudanças da legislação, o cenário econômico e político, o potencial de consumo, entre outros pontos que estão fora do controle do negócio e, ainda assim, podem exercer um impacto nele.

Feito isso, os olhares são voltados para as forças e fraquezas da empresa perante os concorrentes. Esse é um momento importante para ser sincero e entender o que é preciso melhorar e o que vocês têm que os concorrentes ainda não oferecem.

Ao concluir a matriz SWOT, você terá uma visão muito mais realista do que pode e precisa ser feito, pontos essenciais para um bom planejamento de negócio.

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2. Matriz BCG

O nome BCG vem da empresa que criou a metodologia na década de 70: Boston Consulting Group. Essa é uma ferramenta importante para tomar decisões sobre investimentos em produtos e serviços. Ou seja, avaliar quais devem ler lançados, descontinuados ou receber um investimento maior.

representação de uma matriz BCG, uma das formas de fazer um planejamento de negócio

Para tomar essa decisão, os produtos da empresa são classificados em uma das 4 categorias:

  • Estrelas: produtos que estão em um mercado que cresce rapidamente e, portanto, têm uma concorrência acirrada ao mesmo tempo em que detém uma grande participação neste mercado.
  • Pontos de interrogação: produtos com uma participação pequena, mas que estão em um mercado com oportunidade de rápido crescimento.
  • Vacas leiteiras: produtos líderes e com grande participação em um mercado que já é maduro e cresce de forma moderada.
  • Abacaxis: produtos que já foram líderes de vendas e, atualmente, não têm grande participação e estão em um mercado em declínio.

Identificadas as categorias, é importante ter em mente que os produtos estrelas costumam ser caros de se manter. Ao mesmo tempo, os vacas leiteiras podem se tornar abacaxis em breve e, estes, por não darem mais lucro, devem ser abandonados. 

Por fim, os produtos interrogações devem ser analisados para entender se vale a pena investir para transformá-los em estrela.

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3. Forças de Porter

Por fim, as 5 Forças de Porter é uma ferramenta que indica como estas forças influenciam na capacidade de uma empresa atender aos clientes e lucrar. As forças são as seguintes:

  1. Ameaça de produtos substitutos: produtos que não concorrem diretamente, mas que podem substituir os vendidos pela empresa.
  2. Ameaça de entrada de novos concorrentes: facilidade com que novos concorrentes podem entrar no mercado. Aqui, a economia do país, as leis e o capital necessário para entrar no setor costumam ser os maiores impeditivos.
  3. Poder de negociação dos clientes: quanto mais opções os clientes tiverem, maior o poder para barganhar e escolher.
  4. Poder de negociação dos fornecedores: quanto o mercado é monopolizado por poucos fornecedores, seu poder de negociação é maior.
  5. Rivalidade entre os concorrentes: pontos fortes dos concorrentes em relação à sua empresa.
arte ilustrativa sobre as forças de porter, uma das formas de fazer um planejamento de negócio

Plano de ação e envolvimento da empresa: por que planejar o seu negócio?

Planejar o seu negócio é de extrema importância. No entanto, um plano sem ação não valerá de nada para mudar a situação atual.

“Depois do planejamento, é vital transformar tudo em um documento estruturado com objetivos da empresa. É aí que vem a etapa de criação do plano de ação, onde o empreendedor irá organizar as estratégias que ele colocará em prática de acordo com o tempo e os recursos disponíveis.”

Para esta etapa, a ferramenta que eu indico é o planner, onde o empreendedor consegue organizar sua rotina e garantir que as estratégias serão colocadas em práticas”, recomenda Alessandra.

Para Putti, o maior resultado do planejamento estratégico é dar foco para a empresa e realizar mais com o mínimo de esforço possível. Afinal, são essas ações que têm o poder de transformar resultados negativos e positivos.

No entanto, o profissional chama atenção para o fato de que uma pesquisa da Deloitte identificou que 80% dos planejamentos não vão até o fim. “A rotina operacional ‘consome’ o tempo estratégico e temos uma cultura brasileira de fazer e não pensar antes de fazer”, explica.

Putti recomenda que as empresas tomem algumas medidas para que isso não aconteça, entre elas:

  • Engajar as equipes,
  • Monitorar semanalmente as iniciativas;
  • Mostrar os ganhos obtidos com as mudanças;
  • Focar em poucas ações de alto impacto;
  • Medir a evolução num gráfico visual para todos.

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