O avanço tecnológico e a busca por inovação na área da saúde têm impulsionado transformações significativas na fabricação de dispositivos médicos e cirúrgicos. Uma das confirmações mais evidentes desse movimento é a forte tendência do mercado rumo à contínua substituição de materiais tradicionais, como o vidro e o metal, pelo plástico de alta performance.

Um relatório recente da consultoria norte-americana Grand View Research aponta que o mercado global de polímeros médicos alcançou uma avaliação de US$ 25,08 bilhões em 2025.

O setor projeta um forte crescimento médio anual (CAGR) de 8,2% até 2033, quando deve bater a marca de US$ 47,08 bilhões, e impulsionado pela alta adoção das resinas plásticas na fabricação de componentes médicos, embalagens avançadas e próteses ortopédicas.

Em função dessa tendência na área médica, esse é um material explorado na fabricação de próteses, por exemplo. Dentre essas, se destacam a fabricação por meio de injeção e moldagem a quente, além das possibilidade da impressão 3D.

“A impressão 3D possibilita a personalização por meio de softwares CAD, utilizando principalmente PLA, ABS e Filamento flexível”, pontua a mestre em Design Digital, focada em próteses de membro superior, Raissa Caselas.

Benefícios do uso do plástico em próteses

O primeiro ponto observado para o uso do plástico em próteses é sua resistência a impactos. Ela pode ser alcançada por meio da construção geométrica do preenchimento protético, por exemplo. A resistência ao calor e a atoxidade do material são outras vantagens observadas.

Porém, a produção de dispositivos voltados para a medicina requer o envolvimento de múltiplos setores, do transformador até a seleção criteriosa da resina. Por isso, esse tipo de produção gera oportunidades diversas para a indústria do plástico.

O uso do plástico em próteses depende da biocompatibilidade, do ciclo de vida do produto. Além disso, também devem ser definido métodos de esterilização, resistência aos agentes de limpeza e desinfecção, além das propriedades mecânicas.

Exigências para no uso de plástico na área médica

Os materiais que estiverem em contato direto com a pele do paciente devem cumprir com as regras da ANVISA. Ou seja, tanto no que se refere a materiais hipoalergênicos quanto no que diz respeito à resistência, é preciso levar em conta a legislação.

“As próteses podem ser consideradas o novo foco de atenção para o mercado do plástico com o crescimento do seu uso no meio médico”, enfatiza a designer.

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