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Saiba mais sobre a redução da Base de Cálculo das Contribuições ao Sistema “S”

contribuições ao sistema S

Com o fim dos benefícios concedidos pelo Governo Federal no que tange as contribuições ao Sistema “S” ou INSS Terceiros, entre outros benefícios fiscais e financeiros, a folha de pagamento volta a gerar custos altos para as empresas, sendo que muitas delas ainda não voltaram ao mesmo nível de atividade do período pré-COVID.

O Sistema “S” reúne um conjunto de entidades privadas vinculadas ao sistema sindical patronal, responsável por aplicar recursos na formação profissional e na prestação de serviços sociais aos trabalhadores. As entidades são mantidas pelas contribuições, pagas compulsoriamente pelas empresas, que incidem sobre a folha de salários com alíquotas variadas. Estas contribuições são recolhidas para a Receita Federal do Brasil (RFB), a qual é responsável por repassar tais recursos às entidades.

Cada setor da economia possui as entidades a serem pagas, tais como:

  • Salário Educação;
  • INCRA;
  • Sescoop;
  • Sesi, Sesc e Sest;
  • Senac, Senai e Senat; e
  • Senar.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) que julgou e pacificou, em abril de 2020, que a base de cálculo das contribuições ao Sistema "S", deve ser limitado ao valor de até 20 (vinte) salários mínimos, nos termos do art. 4o da Lei no. 6.950/81. Este julgamento foi por unanimidade, a favor do contribuinte, reduzindo a sua carga tributária sobre a folha de pagamento. Referida decisão é de extrema importância, pois até então, o tribunal apenas se posicionava sobre o tema por meio de decisões monocráticas, trazendo mais segurança jurídica, para as empresas poderem efetuar o mesmo pleito.

Atualmente, a base de cálculo destas contribuições, dentro do chamado Sistema "S", é um percentual (até 5,8%) do valor da folha de salários (FOPAG) do contribuinte, o que foi considerado incorreto pelo julgado e onera em demasia a já custosa folha de pagamento.

Com este julgamento, os contribuintes terão a possibilidade de ajustar a base de cálculo do Sistema “S”, efetuar os recolhimentos corretos prospectivamente, o que representa uma redução significativa no pagamento das referidas contribuições. Além disso, as empresas poderão pleitear a recuperação dos valores pagos indevidamente a este título, referentes aos últimos 05 (cinco) anos, o que representará um crédito tributário importante para o futuro também. Para tanto, entendemos que o correto deverá ser a utilização da via judicial, a fim de que os referidos pleitos possam ser aceitos pelas autoridades fiscais.

O cenário econômico atual, imposto pela crise sanitária do COVID-19, impõe às empresas o correto gerenciamento de sua carga tributária também, pois isto pode representar uma redução de custos significativos, além de auxiliar a sua retomada econômica e preservação de empregos.


Roberto TAG Brazil.png

Roberto Kochiyama é sócio-diretor da TAG Brazil. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e possui MBA pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Iniciou sua carreira atuando na área de consultoria tributária e financeira na Arthur Andersen em 1998, efetuando a sua transição para a Deloitte Touche Tohmatsu em 2001.

Como avaliar seu layout industrial?

como avaliar seu layout industrial

Como avaliar seu layout industrial? Quando a distribuição é inteligente, podemos ver a diferença entre uma produção eficiente e uma ineficiente. Indústrias de qualquer porte precisam dar especial atenção para a importância deste layout. É possível que um pequeno galpão tenha uma produção muito mais eficiente devido à disposição de seus equipamentos - em outras palavras, devido a um layout industrial inteligente.

Se você ficou interessado sobre como avaliar seu layout industrial, acompanhe!

Como avaliar seu layout industrial otimizando a produção

Um layout industrial eficiente é aquele que encontra a melhor disposição de equipamentos, ferramentas, mão de obra, produtos e máquinas no espaço. Ele está diretamente relacionado ao conforto, eficiência, produtividade e agilidade.

Essa disposição é feita para atender à demanda da organização, motivo pelo qual é preciso saber como avaliar seu layout industrial constantemente. A análise do sistema de produção da indústria pode demonstrar ao gestor os desperdícios de recursos em todas as etapas.

Se os fluxos do processo não estão equilibrados, será possível notar um alto custo de gerenciamento de planejamento, materiais, controle e trabalho. E uma mera mudança na disposição de equipamentos pode resolver o problema.

Para usufruir dos benefícios que um bom layout industrial pode proporcionar, veja como otimizá-lo.

Benefícios do layout industrial

Aprender a importância de como avaliar seu layout industrial é um grande passo, mas é preciso saber os benefícios que um layout otimizado traz. Alícia Vargas, da Fluxo Consultoria, empresa sem fins lucrativos vinculada à UFRJ, explica:

“Investir em um layout otimizado é uma etapa fundamental no desenvolvimento de qualquer empresa que queira diminuir seus custos, aproveitar ao máximo seus recursos e melhorar seu processo produtivo. Uma boa disposição do espaço de trabalho aumenta a consistência da produção, evita perdas e atrasos na operação. Além de permitir um controle mais eficaz das atividades e melhorar o fluxo de pessoas, de forma a reduzir movimentações desnecessárias de materiais e funcionários”.

Para Vargas, no que diz respeito às organizações industriais, “o layout é um importante diferencial estratégico e deve sempre ser levado em consideração”.

Em resumo, um bom layout industrial traz resultados expressivos à indústria, como melhorar a qualidade de estoque, reduzir o deslocamento de materiais, produtos e pessoas, utilizar racionalmente o espaço disponível e viabilizar a supervisão e obtenção da qualidade.

Otimização do layout na indústria

Além da pergunta sobre como avaliar seu layout industrial, os gestores precisam saber como otimizá-lo. Duas etapas são importantes: otimizar o transporte e organizar o arranjo físico.

Otimizar o transporte

Qual o trabalho você tem para deslocar seus materiais? Em alguns casos, será preciso ter empilhadeiras e calhas de transporte, certo? A otimização do layout industrial deve pensar em como eliminar o máximo possível da função de transportes, de modo a reduzir a necessidade deslocamentos. Assim, aumenta a eficiência dos processos.

O Layout Industrial Posicional, por exemplo, é baseado em movimentar o maquinário, as instalações, as pessoas e os equipamentos, na medida do necessário. Materiais (clientes e informações), que são quem sofrem processamento, não fluem durante uma operação.

Organizar o arranjo físico do layout industrial

Fatores físicos também interferem no planejamento do layout industrial. Um ambiente organizado, agradável e produtivo envolve uma série de fatores, como:

  • Segurança: isolar operações perigosas, ter espaços compatíveis para a realização de atividades junto às máquinas, demarcar passagens.

  • Boa sinalização: orientar operadores e administradores nos locais de trabalho com indicação e identificação de saídas existentes, locais de apoio, perigos, risco de queda, obrigatoriedade de uso de EPI, acessos e circulações de veículos e equipamentos, dentre outros.

  • Conforto para operadores: amenizar irregularidades com vibrações, ruídos, iluminação e temperatura, além de evitar sobras de materiais e entulhos.

  • Facilidade de acesso: conferir fácil acesso de operados a equipamentos, locais e máquinas.

  • Capacitação de pessoas: a mão de obra capacitada é fundamental para executar atividades no arranjo físico perfeito.

Agora você sabe como avaliar seu layout industrial e otimizá-lo. Assim, será possível ter uma produção mais eficiente. A disposição das máquinas e equipamentos, o fluxo de pessoas, tudo isso interfere no processo produtivo. Se você não sabe como avaliar seu layout industrial nem como melhorar seu espaço, o melhor a se fazer é procurar os profissionais especializados para ajudá-lo com a tarefa.

Considere a contratação deles, inclusive, pois é um investimento que tem tudo para trazer resultados ótimos para sua indústria!

Polímeros na área da saúde: como o material impacta o setor

Polímeros na área da saúde Plástico na saúde

Os polímeros são materiais muito versáteis. Diante de suas propriedades, o uso de polímeros na área da saúde é enorme. Sua utilização ficou ainda mais evidente durante a pandemia da COVID-19, pois integraram ações fundamentais de combate à doença. Dentro deste contexto, explicamos um pouco sobre o impacto dos polímeros na área da saúde e as possibilidades abertas para o setor.

O impacto dos polímeros na área da saúde

Os polímeros na área da saúde cumprem um papel fundamental para a qualidade de vida de pacientes e da equipe de profissionais - e tamanha importância demanda um controle de qualidade especial. É desejável que os fornecedores dos materiais na área da saúde sejam certificados por agências de renome internacional.

Boa parte das inovações do setor se relaciona a materiais de alta qualidade, como é o caso dos plásticos. Isso vale especialmente para os polímeros, que têm uma ampla gama de aplicações. Cada tipo de polímero se destina a algo específico. Há aplicações que exigem facilidade de conformação e alta resistência, enquanto outras precisam de material transparente.

Para compreender melhor o impacto dos polímeros na área da saúde, pegamos como exemplo a crise pandêmica pela qual passamos.

A crise pandêmica e o estímulo às práticas de economia circular

Harrison Corrêa, Professor da Universidade Federal do Paraná, e Daniela Gallon Corrêa, doutoranda da UFPR, publicaram um estudo na revista Brazilian Journal of Health Review, que faz a reflexão sobre como a crise pandêmica por COVID-19 poderia estimular práticas de economia circular.

Para o professor, a pandemia acelerou as inovações da economia circular do plástico, como ocorreu com o surgimento de métodos alternativos de fabricação de EPIs para atender às demandas imediatas dos profissionais de saúde.

Corrêa pontua que a crise permitiu que “materiais antes destinados à disposição e descarte, muitas vezes de modo inapropriado, possam ser reutilizados. Nesse caso, para construção dos EPIs”. Ele também destaca a prática de reutilização das máscaras, que resultou em discussões sobre readequação dos produtos.

E, neste contexto, Harrison dá grande destaque aos polímeros que revestem as máscaras descartáveis. O uso desses materiais, que dão origem ao acrílico e ao PVC, por exemplo, é um aliado da economia circular. Afinal, o revestimento faz com que o equipamento possa ser limpo e reutilizado, além de torná-lo mais resistente.

Principais polímeros na área da saúde

Seja em bandejas de esterilização, em ventiladores e respiradores pulmonares, ou em conectores de oxigênio, o uso de polímeros na área da saúde é maciço. Ele se tornou evidente com a pandemia da COVID-19, como destacou o professor Harrison, por compor muitos equipamentos.

A seguir, destacamos os principais polímeros na área da saúde e sua possível utilização.

Polissulfona

A polissulfona, um termoplástico de alto desempenho, é o material mais utilizado do segmento médico devido à combinação de resistência química e mecânica. Esse é um polímero conhecido por sua resistência e estabilidade a altas temperaturas.

Suas características mais marcantes são a estabilidade dimensional, a resistência à temperatura, à hidrólise e à esterilização por autoclave, a capacidade de trabalho contínua para temperaturas até 180ºC e o bom isolamento elétrico, além da boa transparência.

Polimetilpenteno

As caixas de esterilização no ambiente médico-hospitalar são, basicamente, feitas de polimetilpenteno. Esse polímero possui altíssima transparência, densidade inferior à da água, e resistência à esterilização por autoclave. Ao combinar o fato de ser semi-cristalino, e ao mesmo tempo transparente, reúne duas características peculiares dentre os termoplásticos.

Poliamida transparente

A poliamida transparente é um dos polímeros na área da saúde também utilizada em ambiente médico-hospitalar. O material possui altíssima resistência à stress-cracking. Esse termoplástico amorfo combina propriedades da poliamida 12 semi-cristalina com as de um termoplástico transparente.

Além disso, possui componentes químicos e esforços cíclicos, altíssima transparência, baixa densidade e absorção de umidade, resistência química e resistência à flexão, além de elevada temperatura de deflexão térmica. Por isso, é ideal para moldagem por injeção, o que garante peças de ótimo acabamento, estabilidade dimensional e transparência.

O uso de polímeros na área da saúde se acentuou na crise pandêmica, e o motivo é simples: a versatilidade do material facilitou sua inserção na economia circular do plástico, o que permitiu sua destinação para a fabricação de EPIs fundamentais para a segurança dos profissionais de saúde.

A crise global é, inclusive, uma oportunidade para mudar a visão do plástico na saúde!