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Articles from 2019 In September


Guia da Sucessão Familiar - Como montar um plano sucessório para sua indústria

Guia da Sucessão Familiar

Muitas empresas familiares costumam ter a presença de seus fundadores como uma forte característica. Afinal, é comum recorrer à essa figura em momentos de decisões importantes. 

Transição responsável: resultados otimizados

Nesse cenário, o momento da transição para a sucessão pode ser um desafio para a empresa como um todo. E isso costuma valer tanto para os cargos mais altos quanto para as demais áreas e posições da empresa. Sendo assim, a sucessão familiar precisa ser planejada com antecedência para que o futuro da empresa fique claro e permaneça em foco, independentemente de quem serão os profissionais que ocuparão o cargo de presidência. No entanto, são poucas as empresas familiares que dão a devida importância para isso, o que impacta diretamente na gestão do negócio e, inclusive, pode levar a uma série de danos ao patrimônio.

De acordo com o SEBRAE, apenas 25% das empresas familiares conseguem chegar à segunda geração.


Um plano sucessório permite minimizar a pulverização do patrimônio e evitar que a família seja afetada. Afinal, é importante tentar evitar conflitos para que a empresa não fique prejudicada. Além disso, o plano minimiza o impacto da transição para os funcionários e fornecedores, evitando que haja quebra de confiança que pode afetar de forma negativa as relações profissionais.

 

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Entenda o papel das pequenas indústrias na economia circular

Pequenas Indústrias na Economia Circular

A economia circular compreende o compartilhamento, reutilização, remanufatura e reciclagem de materiais. E, apesar de 70% das indústrias brasileiras não saberem o que o conceito significa, 76,4% delas adotam iniciativas de economia circular, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria - CNI.

Com isso, o papel das pequenas indústrias na economia circular é de extrema importância. "Acreditamos que as pequenas indústrias têm papel fundamental na reciclagem e na revalorização dos produtos, principalmente aqui no Brasil", ressalta a Comunicação ABIPET. 

No entanto, para entender melhor a importância das pequenas indústrias na economia circular, é preciso contextualizar como a logística reversa acontece na prática. Siga com a leitura e saiba mais sobre o tema!

Logística reversa

Nos últimos 50/60 anos houve uma grande mudança no estilo de vida dos brasileiros. Se, no passado, 80% da população vivia em regiões rurais, hoje essa situação se inverteu. Isso trouxe para as cidades milhões de brasileiros, com infraestrutura bastante deficiente. "Essa urbanização criou milhares de regiões em franco desenvolvimento em todo território brasileiro, somando mais de 5.750 municípios.  Obviamente, o consumo de produtos industrializados, alimentos e bebidas, passou a usar diversos tipos de embalagens para chegar a essas regiões, e certamente geram o que conhecemos como resíduo sólido urbano (RSU). Ou seja, nosso lixo doméstico", explica a ABIPET.

É justamente a partir do lixo doméstico que nasce a reciclagem, uma vez que muitos dos materiais de embalagens são nobres e podem ser reaproveitados. Esse é o caso do PET que, após ser reciclado, pode se transformar em matéria-prima para diversos outros produtos. Isso faz com que a vida útil seja prolongada e o material seja novamente útil para a sociedade. Esse plástico pode voltar para o mercado em itens como cordas, filamentos, mantas, travesseiros, carpetes, forros e revestimentos para a indústria automotiva, novas embalagens, brinquedos, etc.  

Dessa forma, partindo do princípio que o consumo e o descarte estão onde a população se estabelece, e que as cidades de diferentes tamanhos agrupam populações de diferentes números, é fácil entender que pequenas indústrias têm mais chance de sucesso ao se estabelecerem próximo a populações que gerem material suficiente para abastecer suas fábricas. "Uma empresa muito grande precisa se abastecer com logística de longa distância, o que gera custo adicionais", complementa a ABIPET.

Economia circular e valor agregado

Nesse cenário, as pequenas indústrias na economia circular podem, além de permitir o reuso do material, agregar valor à ele e fabricar novos produtos a serem comercializados na própria região.

"Apenas como exemplo, imaginem que uma pequena recicladora passe a coletar e reciclar embalagens plásticas e, com a matéria-prima recuperada, passe a produzir escovas e vassouras para a própria cidade e região.  É assim que muitas empresas começam e progridem com o tempo e com uma boa gestão, óbvio". Dessa forma, o impacto local é ainda maior. 

Com isso, observa-se o equilíbrio entre volume de material disponível para a reciclagem e o montante a ser investido, que leva a uma equação que pode facilitar o negócio de pequenas e médias empresas.

Além disso, o consumidor e as empresas estão mais conscientes e valorizam os produtos com apelos ecológicos. "Vários produtos podem ser fabricados com materiais reciclados, basta fazer uma boa pesquisa sobre a disponibilidade da matéria-prima, do produto a ser desenvolvido, montar um plano de negócios e trabalhar muito!", recomenda a ABIPET.

A importância das pequenas indústrias na economia circular

Além do aspecto ecológico e de mercado, as pequenas indústrias exercem um papel importante na economia circular: o econômico. Afinal, muito mais do que reduzir os impactos negativos, a economia circular gera oportunidades de negócio. Além disso, ela também permite benefícios ambientais e sociais.

Quer conhecer mais sobre as tendências do mercado plástico e as oportunidades de negócio? Então, não deixe de ler também este material sobre as tendências em embalagens plásticas para alimentos e bebidas!

*A ABIPET – Associação Brasileira da Indústria do PET é uma entidade que se dedica à reciclagem do PET há mais de 20 anos, com a participação de fabricantes de resina, transformadores de embalagens, recicladores e fabricantes de equipamentos de alta tecnologia.

Caminhos para a eficiência energética na indústria do plástico

Que tal começar a planejar agora o seu caminho para a eficiência energética? Confira nosso passo a passo para levar sua indústria a um momento de consumo mais consciente, eficiente e econômico. 

 

Reciclagem química: o que você precisa saber sobre isso

Reciclagem química

Por meio da reciclagem química, os produtos são alterados para que possam dar vida a novos itens, iguais ou diferentes dos produtos iniciais. Com características diferentes da reciclagem mecânica, a reciclagem química abre novas possibilidades para a indústria do plástico. Com o desenvolvimento de tecnologia, a reciclagem química permite recuperar parte das características iniciais dos polímeros, 

Entenda o que é reciclagem química

"Sabemos que a reciclagem é um processo em que ocorre a transformação do estado físico, químico ou biológico de um material que não seria mais usado em uma matéria-prima utilizável novamente. No entanto, os processos e técnicas aplicados variam de acordo com o tipo de material que será reaproveitado", explica Guilherme Arruda, CEO da VG Resíduos.

De acordo com o especialista, a reciclagem química consiste na transformação dos resíduos plásticos em insumos químicos, combustíveis ou matéria-prima para a fabricação de novos produtos plásticos. "Basicamente, consiste no retorno do polímero à sua composição primária (monômero ou misturas de hidrocarbonetos) por meio da mudança química".

Arruda explica que o produto originado a partir da reciclagem química é o mais próximo do plástico virgem, justamente por causa da despolimerização dos resíduos plásticos, ou seja, da reversão de um polímero para seu monômero. "Para completar e
tornar o reciclado mais puro, o monômetros são purificados e novamente passam pela polimerização", completa.

O processo permite a reciclagem de misturas de plásticos diferentes. Além de aceitar um determinado grau de contaminantes como, por exemplo, tintas, papéis, entre outros materiais. A reciclagem química permite tratar resíduos, reduzindo custos de pré-tratamento, custos de coleta e de seleção. Além de permitir produzir produtos novos com a mesma qualidade de um original".

Como o processo funciona

De acordo com Arruda, existem diferentes processos de transformação do resíduo plástico por meio da reciclagem química. São eles:

1. Hidrogenação

No método, as cadeias poliméricas do resíduo plástico são quebradas, explica. "Essa quebra inicialmente é feita termicamente e com a utilização de oxigênio. Os resultados são radicais livres altamente reativos que, posteriormente, são saturados com hidrogênio, obtendo-se hidrocarbonetos leves (como o metano, etano, propano) e mistura de hidrocarbonetos na faixa de gasolina e diesel".

Arruda diz que o método é muito usado para reciclar resinas fenólicas, resinas melanínicas e poliéster insaturado. Além disso, a hidrogenação permite que o reciclado seja usado como matéria-prima em refinarias.

2. Gaseificação

"Nessa reciclagem química é inserido oxigênio para que ocorra a combustão do carbono contido na matéria. Ou seja, o processo ocorre na presença limitada de oxigênio (na forma de ar, vapor ou oxigênio puro)", explica.

O resíduo é submetido à queima em elevadas temperaturas (de 800 °C a 1000 °C) e, durante a gaseificação, CO e H2 são recuperados, além de pequenas quantidades de CH4, CO2, H2O e alguns gases inertes.

"O gás produzido encontra muitas aplicações práticas, incluindo a combustão em motores ou turbinas para a geração de energia elétrica. Ou o uso em bombas de irrigação, geração direta de calor e produção de matéria-prima para a síntese química", completa.

3. Pirólise

Arruda explica que, nesse método, ocorre a quebra das moléculas pela ação do calor na ausência de oxigênio, podendo acontecer de duas maneira:

  • a baixa temperatura: o resíduo é degradado em alta temperatura na ausência de ar ou deficiência de oxigênio. Neste método, ocorre a despolimerização e formação de pequenas quantidades de compostos aromáticos e gases leves, como o metano.
  • a alta temperatura: o resíduo é decomposto através do calor na ausência de ar ou deficiência de oxigênio. Neste processo são formados óleos e gases que, posteriormente, serão purificados por métodos petroquímicos padrões.

"Na pirólise obtém-se uma grande variedade de produtos de decomposição que são de difícil separação e, além disso, possuem um valor comercial menor que os produtos obtidos por hidrólise", completa.

4. Quimólise

Por fim, na reciclagem química por quimólise são usados substâncias como metano, água e glicol para quebra parcial ou total dos plásticos em monômeros.

Como realizar a reciclagem química na indústria?

"A economia circular enxerga a reciclagem dos resíduos plásticos como uma fonte sustentável de matéria-prima para vários segmentos. A reciclagem química traz uma solução para os problemas dos resíduos plásticos, pois apresenta melhor desempenho ambiental em comparação aos demais cenários", ressalta Arruda.

De acordo com o profissional, o método evita os impactos ambientes que o resíduo provoca, como ecotoxicidade terrestre, oxidação fotoquímica, acidificação e eutroficação. Sendo assim, quando é seguido corretamente, o processo não ocasiona perda de material
e contaminação ambiental.

"A estrutura básica para aplicar o processo de reciclagem química do plástico compreende um tanque para lavar o resíduo, um triturador para reduzir o material para garantir uma reciclagem química eficiente, um secador para eliminar a água da lavagem e uma extrusora, de preferência com um sistema de vácuo, visando à remoção de contaminantes e compostos que possam ser produzidos durante a reciclagem", explica.

Ficou com alguma dúvida sobre o processo de reciclagem química e seus benefícios? Mande sua pergunta nos comentários que tentaremos ajudá-lo!

Lições das startups para a indústria do plástico

Lições das startups para a indústria do plástico

As startups costumam crescer mais e de forma mais acelerada do que os outros tipos de empresas. E isso não acontece por mera sorte ou pelo formato do negócio. Acontece porque elas trabalham com premissas de gestão totalmente diferentes.

Quando falamos sobre startups, falamos sobre inovação, agilidade e modelos enxutos e escaláveis de negócio. Assim, não é à toa que pequenas startups estão influenciando empresas e indústrias de todos os portes e segmentos.

Como aplicar, então, o modelo das startups na indústria do plástico? Veja algumas dicas a seguir para aprender a lidar com novas ideias, testar produtos e incentivar a criatividade!

O grande segredo das startups

"Startups oferecem ao mercado soluções disruptivas. Por seguir uma abordagem inovadora, são capazes de oferecer produtos e serviços mais eficientes, com menor custo de produção e maior facilidade de escalar o negócio. Isso vale para qualquer indústria", explica Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups.

De forma geral, existem 3 motivos que levam as startups a crescerem de forma acelerada. São eles:

1. Pensamento exponencial

O pensamento exponencial é o que permite a empresa pensar e planejar de uma maneira totalmente diferente. Ao contrário dos modelos tradicionais, as startups não buscam crescer 10% ou 30%, mas sim, 10 ou 15 vezes.

Essa simples mudança na maneira de enxergar os números faz com que o planejamento e as ações adotadas sejam totalmente diferentes. Com isso, as decisões precisam ser mais rápidas e os problemas são encarados como oportunidades para crescer.

2. Propósito transformador

Apesar de o pensamento exponencial ser importante, ele, sozinho, não leva ao crescimento. Afinal, é preciso de pessoas para implementarem as ações.

Nesse sentido, as startups apostam em propósitos para engajar e motivar as pessoas. O Google, por exemplo, tem o propósito de organizar as informações do mundo. Portanto, todos os colaboradores "abraçam" e se identificam com essa causa. Isso cria maior conexão para a transformação.

3. Desafiar antigos conceitos

Justamente por serem tão ágeis e estarem focadas em superarem desafios, as startups não estão preocupadas com as estruturas organizacionais tradicionais. E é por isso que trabalham em formatos mais flexíveis e horizontais.

Aqui, é importante dizer que um crescimento rápido só é possível a partir da alavancagem de recursos. E, para que isso aconteça, é preciso descentralizar informações e poder, além de automatizar os processos do negócio.

O que a indústria do plástico pode aprender com as startups?

Além dos aprendizados com os pontos acima, elas nos ensinam a romper com antigos conceitos de gestão. Além disso, nos incentivam a encarar os erros como oportunidades de crescimento.

Ambientes descontraídos e informais são essenciais para a circulação de informação e a criatividade. Além disso, as startups estão totalmente abertas ao novo e a se reinventar a todo momento.

A partir daí, as nomenclaturas tradicionais de cargos são eliminadas para incentivar o trabalho em equipe.  Ou seja, todos os colaboradores têm o mesmo peso e responsabilidade. Dessa forma, as metodologias para organizar processos e tomar processos se tornam extremamente ágeis e permitem colocar ideias inovadoras em prática no curto prazo.

"No caso do plástico, as startups têm ganhado um espaço cada vez mais espaço ao conseguir oferecer soluções que visam diminuir o impacto ambiental do material. Plásticos biodegradáveis, mais resistentes e outros materiais, por exemplo,  são uma tendência que tem se visto no mercado e uma exigência de muitos consumidores", completa Pinho.

De acordo com o profissional, essa visão inovadora de materiais e soluções pode contribuir muito para a indústria tradicional de plástico, de forma que ela encontre materiais e produtos para um mercado cada vez mais exigente.

E você, o que acha do formato de gestão e da metodologia desse nicho de negócios? Como você aplicaria essas lições no contexto da sua empresa? Conte pra gente pelos comentários e até a próxima. 

Como preparar sua equipe para a indústria 4.0?

Preparar sua equipe para a era 4.0 - profissional do futuro

As mudanças trazidas pela Indústria 4.0 demandam investimentos para também preparar sua equipe. Afinal, novas tecnologias, processos e o aumento da competitividade exigem que o profissional também seja 4.0. Ou seja, ele deve estar apto para lidar com as ferramentas e atuar em um cenário novo.

Preparar sua equipe para essa nova realidade, no entanto, demanda que os indivíduos saibam incorporar habilidades diversas. Muito mais do que a capacidade técnica, os profissionais precisam de criatividade e dinamismo para solucionar problemas ou reinventar conceitos.

Além disso, as habilidades precisam ser aprimoradas diariamente, a partir da capacidade de ver as situações de outros ângulos e buscar alternativas para problemas novos ou recorrentes.

Toda essa mudança, no entanto, não significa que a Indústria 4.0 deixará os profissionais atuais sem emprego. Porém, é preciso preparar sua equipe para uma realidade que já está acontecendo.

Como passar por tudo isso sem perder a competitividade? Veja algumas dicas!

Quem é o profissional 4.0?

O profissional 4.0 é aquele que possui formação multidisciplinar. Portanto, além de dominar as ferramentas e as atividades da área, ele é capaz de se adaptar à nova cultura e realizar projetos colaborativos.

Com a chegada da tecnologia na Indústria, os profissionais deixam de desempenhar funções repetitivas e passam a trabalhar em conjunto com a inteligência artificial. Ou seja, as atividades serão muito mais intelectuais do que braçais.

Ainda, no cenário da Indústria 4.0, as atividades são mais complexas e criativas. Assim, precisam ser mais eficientes. Para isso, os profissionais precisam estar abertos a desenvolver novas habilidades constantemente. A capacitação contínua, tanto para os indivíduos quanto para as empresas, deve ser rotina. 

De acordo com Felipe Siqueira, especialista em tecnologia da Escola Senai de São Caetano, o profissional 4.0 precisa ter as seguintes habilidades:

  • Senso crítico;
  • Falar outros idiomas;
  • Ser multidisciplinar;
  • Saber trabalhar em equipe e de forma colaborativa;
  • Trabalhar com desafios;
  • Ser flexível;
  • Buscar sempre estar atualizado.

Como preparar sua equipe para a Indústria 4.0

Preparar sua equipe para a Indústria 4.0 não é tão complexo quanto parece. Afinal, com o acesso à informação facilitado, existem diversas maneiras de agregar conhecimento aos profissionais e motivá-los a atuar neste novo cenário.

Reforço do valor da tecnologia

O primeiro passo para preparar sua equipe é trazer a cultura da tecnologia para o ambiente interno. Especialmente em indústrias tradicionais, esse costuma ser o grande desafio para mudar a mentalidade dos colaboradores e atuar de maneira mais criativa e dinâmica.

Muitas vezes, as pessoas estão habituadas a realizar suas tarefas de uma forma, e são resistentes às mudanças. Portanto, é preciso demonstrar e reforçar os benefícios da Indústria 4.0 e como a tecnologia colabora para a melhoria na qualidade e produtividade do trabalho.

Nesse sentido, líderes e gestores exercem um papel de extrema importância para preparar a equipe e reforçar o papel da inovação no negócio. É preciso motivara abraçarem as mudanças e as visualizar como positivas. 

Investimento em capacitação e treinamentos

Preparar sua equipe para atuar na Indústria 4.0 também demanda cursos e qualificações. Nesse sentido, é importante dizer que o mercado educacional na área é bastante amplo. Por isso, é possível encontrar cursos à distância, consultorias, treinamentos personalizados, entre outros.

"Hoje, o SENAI São Paulo oferece assessorias e consultorias para Implantação da Transformação Digital e também oferece cursos voltados a área, para os profissionais que buscam se preparar para este tema", explica Siqueira.

Por fim, vale reforçar que o profissional 4.0 tem um perfil bastante diferente do que estávamos acostumados até então. Com a intensificação da tecnologia nos processos, é preciso uma visão mais estratégica e habilidades variadas, além da capacidade de se adaptar e inovar.

E você, já começou a preparar sua equipe para a Indústria 4.0? Quais as atitudes que estão sendo tomadas?

 

Controle de qualidade na indústria de embalagem

Segurança em embalagens de alimentos

Por: Fabiana Silveira*

Nos últimos anos a palavra controle da qualidade vem ganhando uma nova conotação. Quando se pensa em controle da qualidade já temos em mente os inspetores com seus jalecos brancos e sua prancheta inspecionando a embalagem que está sendo produzida. A cada período de tempo pré-determinado o inspetor faz a sua ronda no setor específico verificando se os requisitos especificados estão sendo cumpridos, quando algo está fora do especificado produto é retido e perdas são geradas. Porém, em tempos de produção enxuta, redução de custos, competição acirrada de preços e sustentabilidade uma dúvida paira no ar: será que não é o momento de repensar o modelo do sistema de controle de qualidade? Será que este modelo onde um produz e o outro confere não está impactando demais no resultado da empresa?

Não é a minha intenção acabar com o controle de qualidade, muito pelo contrário, ele é primordial para a produção de embalagens com qualidade e rentabilidade, mas será que estamos atuando no momento e nas pessoas certas?

Ouvimos sempre falar da “eterna briga entre qualidade e produção”, mas quando escuto isso fico me perguntando: os dois não deveriam ter o mesmo objetivo: produção com qualidade?  Produzir com qualidade não é somente ter a embalagem dentro dos padrões estabelecidos pelos clientes, é, além disto, ter rentabilidade, baixo tempo de set-up, otimização dos materiais, redução de perdas e agilidade.

A qualidade de um produto ou serviço é resultado das ações efetuadas pelas pessoas: operadores, inspetores, supervisores, atendentes, vendedores, etc. se atuarmos na qualificação da gerência, coordenação, do corpo técnico, das informações e principalmente de quem está com a responsabilidade de produzir em suas mãos: os operadores, os resultados serão mais atraentes. Claro que educar “dá trabalho”. É como educar um filho, temos que desprender de tempo, atenção e recursos, porém, como é gratificante para os pais ver um filho atingindo os objetivos, como diriam meus avós “encaminhados na vida”.

Quando a informação do pedido é enviada corretamente para a fábrica, e quando falo correta, não é somente informações verídicas e sim informações tangíveis, principalmente tolerâncias adequadas e uma boa análise do pedido já têm uma boa chance de termos um pedido de sucesso.

 Ter pessoas treinadas e qualificadas, tanto na operação, quanto no controle de qualidade, e não vejo qualificação como experiência na área e sim um bom e constante plano de treinamentos e incentivo à educação. Acredito que quando a empresa possui este sistema ela pode adequar o colaborador para a sua realidade e o seu objetivo.

Um bom plano de inspeção da embalagem para a área operacional, é o que chamo de “Controle de Qualidade Operacional” onde o operador é responsável pela qualidade do que está produzindo, sendo treinado para verificar todos os pontos possíveis de verificação no seu local de trabalho. Um bom check list, com informações realmente pertinentes e que não façam o operador perder tempo com preenchimentos inúteis. Temos que facilitar o registro das informações, porque controle sem registro, no meu ponto de vista não existe. Infelizmente, o registro nos obriga a fazer o procedimento da maneira correta e em períodos pré-determinados. O registro é muito importante, mas, novamente, ele deve ser simples, direto e eficiente. Sempre me lembro de uma história que relata bem a importância do check list e o cumprimento de seus requisitos, quando um impressor produziu quatro bobinas de filme plástico com o tratamento corona do lado contrário e no seu chek list havia um campo para que ele registrasse a verificação do tratamento. Quando verifiquei seu registro, desde a liberação do pedido ele informou que o tratamento estava “virado”. Quando o questionei ele me disse: eu só verifiquei na bobina 04, aí fui checar as bobinas anteriores e constatei que todas estavam viradas, como fomos treinados a não “mentir” no check list, escrevi a verdade. Conclusão: o procedimento foi correto, ele fez a verificação e registro o que encontrou, lamentável ter sido no momento errado. Esta ação não serve somente para registro e sim para tomar uma ação com base nos resultados deste registro, correção, liberação do lote, etc.

E os inspetores de qualidade, vamos retirá-los de dentro da fábrica? Não muito pelo contrário, eles devem atuar fortemente nas análises em que os operadores não têm condições de realizar, ensaios analíticos como cof, resistência à delaminação, etc. E estas análises devem ser realizadas etapa a etapa, para que o produto acabado tenha as características necessárias, e qualquer desvio de processo seja retido o quanto antes. É muito melhor produzir novamente um produto que ficou retido no setor de extrusão, do que no processo de acabamento, após estar impresso, laminado e cortado. Outro ponto importante de atuação do controle de qualidade: a inspeção de matérias primas. Infelizmente sabemos que o fornecedor sabe quem inspeciona ou não as matérias primas. Recebermos as matérias primas sem nenhuma conferência é deixar o “lobo cuidar dos cordeiros”.

E para finalizar, mantermos nossa equipe, diminuir a rotatividade e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento pessoal e profissional de nossos colaboradores.  Possuir uma área de recursos humanos atuante principalmente dentro da área fabril, só para lembrar é lá que tudo acontece, e muitas vezes olhamos para a área administrativa, técnica e deixamos por último o local que irá determinar como a nossa embalagem será produzida. O maquinário é importante, mas ele não produzirá bem se a pessoa que estiver na frente dele não estiver bem.


*Fabiana Silveira possui graduação em Química, com pós-graduação MBA em Gestão da Qualidade, Competividade e Certificações. Experiência de 15 anos em empresas de embalagens para os mercados de produtos alimentícios, farmacêuticos e de higiene pessoal, nas áreas de engenharia do produto, gestão e controle da qualidade. Auditora líder das normas ISO 9001 Gestão da Qualidade, ISO 22000 Segurança de Alimentos, ISO 14001 Gestão Ambiental e Consultora IFS PacSecure Brasil, consultora FSSC 22000  para Embalagens e BRC Packaging V5. É sócia consultora da Aplicare Consultoria, Assessoria e Treinamento.  [email protected]

O que você precisa saber sobre manutenção preventiva de extrusoras e injetoras

Manutenção preventiva de extrusoras de plástico

A manutenção preventiva de extrusoras e injetoras é a melhor maneira de aumentar a durabilidade das peças desgastáveis do equipamento. Afinal, isso aumenta sua vida útil e, assim,  mantém a linha de produção operando com qualidade e segurança.

A manutenção preventiva permite que as máquinas realizem o processo de extrusão de forma eficiente. Com isso, o processo segue sendo realizado da mesma maneira de quando o equipamento foi adquirido, reduzindo o risco de paradas inesperadas. Como resultado, a manutenção preventiva tem um custo muito menor do que o necessário para trocar peças quebradas.

Quer entender melhor como fazer a manutenção preventiva de extrusoras e injetoras? Confira!

Problemas que a manutenção preventiva pode evitar

"A manutenção preventiva vai evitar paradas inesperadas que atrapalham toda a programação da produção, aumentando custos e prejudicando os clientes, deixando-os insatisfeitos", explica Alexandre Farhan, Diretor Técnico da Escola LF.

De acordo com o especialista, a parada na produção em momentos inesperados costuma trazer grandes prejuízos para a empresa. Muitas vezes, inclusive, ocasionando multas caríssimas devido à contratos que não podem ser cumpridos por causa da quebra da máquina, do molde ou de algum equipamento que complementa uma determinada célula de trabalho, por exemplo.

"Além disso, o tempo que essa máquina vai ficar parada, muitas vezes, depende de um técnico terceirizado que nem sempre estará disponível. Um serviço caríssimo e que, a cada dia que passa, fica mais escasso. Outro problema são as peças da máquina, do molde ou de alguma ferramenta que não existem no estoque ou não estão disponíveis no mercado. Principalmente de máquinas chinesas, que não possuem assistência técnica no Brasil, havendo a necessidade de buscá-las no exterior ou confeccioná-las", complementa.

Farhan explica que os dois casos levam à situações críticas decorrentes da falta de manutenção preventiva. Além disso, a redução dos lucros e a perda de dinheiro podem ser enormes.

Como fazer a manutenção preventiva

De forma geral, a manutenção preventiva deve seguir à risca as recomendações do fabricante, que ficam dispostas no manual da máquina. Inclusive, esse costuma ser um dos grandes erros ao fazer a manutenção, uma vez que as pessoas tendem a ignorar o manual.

Outro ponto importante aqui é que os treinamentos para operar as máquinas também sejam realizados com base nas recomendações do fabricante. E não de maneira informal, com um operador ensinando ao outro, como costuma ser bastante comum.

Uma boa dica para não deixar a manutenção preventiva de lado, é seguir os seguintes passos:

  1. Liste todos os equipamentos da fábrica.
  2. Prepare uma tabela em formado ISO A0 ( 1189 mm x 841 mm) e a divida em linhas e colunas. Na primeira coloca, liste todos os equipamentos e seus sub-itens, como desgastes de roscas e troca de óleo do redutor. Na segunda coluna, indique a frequência da atividade de manutenção, como lubrificação  ou alinhamento.
  3. Faça mais 52 colunas para que cada uma delas seja correspondente à uma semana do ano. Depois, com o manual do equipamento em mãos, faça um "X" nas semanas que o equipamento deve passar pela manutenção.

Frequência da manutenção preventiva

"A frequência da manutenção quem vai determinar é o fabricante da máquina ou do molde ou da ferramenta. Geralmente, é por horas trabalhadas e ela deve existir pelo menos 1 vez por ano, no mínimo, até mesmo para se fazer uma limpeza geral nas máquinas para mantê-las limpas e preservadas", recomenda Farhan.

O especialista exemplifica que algumas empresas fazem a manutenção preventiva no final do ano, um dia antes das férias coletivas. Na ocasião, as máquinas são paradas para limpeza e um treinamento é realizado para os operadores. Com isso, a manutenção preventiva começa a fazer parte da cultura da empresa, além da reciclagem de conhecimento dos colaboradores.

Tenha em mente que a manutenção preventiva é um dos melhores e mais importantes investimentos que você pode fazer. Afinal, com ela, você evita paradas inesperadas, aumenta o tempo de vida útil das máquinas e consegue melhorar a lucratividade.

Quer ficar por dentro de mais dicas como essa para elevar a produtividade da sua empresa? Assine nossa newsletter!

Tendências em embalagens plásticas para alimentos e bebidas

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O consumidor mudou. E a embalagem precisa mudar também!

Com um novo consumidor, surgem também novas demandas. Diante de compradores cada vez mais exigentes e mais preocupados com sustentabilidade, saúde e praticidade, as embalagens plásticas para alimentos e bebidas ganham relevância e protagonismo. Confira algumas das principais tendências para a área e prepare-se para aproveitar as novas oportunidades de mercado!

Mundo do Plástico - Canal oficial de conteúdo da Plástico Brasil

O Mundo do Plástico é um espaço destinado aos profissionais da indústria do plástico, com conteúdo exclusivo sobre gestão, inovação e eficiência na indústria de transformação do plástico e reciclagem. O canal reflete a essência da feira Plástico Brasil - um dos mais importantes pontos de encontro do setor para realização de negócios, grande centro de lançamentos e de divulgação de produtos e serviços desse setor. A Plástico Brasil é uma iniciativa da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), em parceria com a Informa Markets, promotora oficial do evento.

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Tratamento de superfícies de moldes: tudo o que você precisa saber

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Tratar as superfícies dos moldes é indispensável para a qualidade.

Neste material, confira mais sobre o tratamento de superfícies em moldes, apresentando sua importância para a indústria do plástico, e em quais pontos ele auxilia na melhoria da performance dos moldes. Conheça os tipos de tratamento disponíveis, a fim de mostrar como são feitos e quais suas particularidades – lembrando que cada aplicação se destina a um material específico, podendo ter variações de molde para molde. 

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