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Normas de segurança de alimentos para embalagens

Normas de segurança para embalagens de alimentos

Por Fabiana Silveira*

As indústrias produtoras de alimentos estão cada vez mais preocupadas em garantir a segurança de seus produtos, ou seja, torná-los livres de contaminações que possam ser danosas à saúde do consumidor, sendo estas de origem acidental ou intencional. Em um mercado competitivo e com consumidores mais informados e exigentes, as empresas não querem correr o risco de ter que realizar um recall de seus produtos e expor sua marca a processos ou situações que possam comprometê-la. Por esse motivo, essas empresas investiram e investem em programas e normas de segurança de alimentos, os quais auxiliam e, muitas vezes, certificam o seu sistema de gestão.

Dessa forma, pode-se afirmar que estamos vivendo um momento de transição em relação aos requisitos exigidos pelos clientes aos fornecedores de embalagens para alimentos. Um momento de “virada de chave”, já que as exigências requeridas há alguns anos atrás já não são suficientes. Não é preciso voltar muito no tempo: há menos de 10 anos, para ser considerado um fornecedor de embalagens homologado na indústria de alimentos, a certificação na norma ISO 9001 em sistemas de gestão da qualidade por si só era considerada suficiente. Pouco a pouco, as exigências foram aumentando e os programas de qualidade e segurança de alimentos característicos das indústrias deste segmento foram sendo exigidos ao mercado de embalagens. Além disso, programas como BPF/GMP (boas práticas de fabricação), PRR (programa de pré-requisitos), APPCC/HACCP (Análise de perigos e pontos críticos de controle), Food Fraud e Food Defense passaram a fazer parte dos requisitos de protocolos de homologação de fornecedores de embalagens.

O próximo passo em relação às exigências para a garantia de uma embalagem segura para acondicionamento de alimentos já foi dado: são auditorias para homologação de fornecedores de embalagens com base nos programas acima citados ou a certificação em uma norma de segurança de embalagens para alimentos reconhecida pelo GFSI (Global Food Safety Initiative). E, quando falamos de embalagens, estes requisitos estão sendo exigidos de embalagens primárias e também secundárias, além de materiais de embalagens que podem de contato com o alimento, ou estão muito próximo dele, como colas hot mealt, utensílios plásticos descartáveis, guardanapos e proteções de bandejas. Mas quais são estão normas e quem é o GFSI?

GFSI – Global Food Safety Initiative

O GFSI é uma organização privada, criada em maio de 2000 e gerida pela Consumer Goods Forum (CGF). Ela reúne os principais varejistas do mundo e possui como missão impulsionar de forma colaborativa a melhoria contínua dos sistemas de gestão de segurança de alimentos em todo o mundo. Seus objetivos são:

  • - Reduzir os riscos de segurança de alimentos, fornecendo equivalência e convergência entre sistemas eficazes de gestão de segurança de alimentos;
  • - Gerenciar os custos no sistema global de alimentos, eliminando a redundância e melhorando eficiência operacional;
  • - Desenvolver competências e capacitação para criar sistemas de segurança de alimentos globais, consistentes e eficazes;
  • - Prover uma plataforma única de parceiros internacionais para a colaboração, troca de conhecimento e networking.

Em face destes objetivos, o GFSI possui o programa de certificações reconhecidas, as quais são normas técnicas de segurança de alimentos, aplicadas à cadeia produtiva, que foram avaliadas pelo programa e reconhecidas por ele, permitindo assim que as empresas optem pela certificação que mais se adeque à sua realidade. As normas reconhecidas pelo GFSI para a produção de embalagens para alimentos são: BRC Packaging, FSSC 22000, IFS Pacsecure e SQF Institute. No Brasil, as três primeiras são as mais utilizadas no mercado de embalagens, sendo a FSSC 22000 aquela que possui o maior número de empresas certificadas*. Abaixo, uma visão geral das três normas mais utilizadas no Brasil (reconhecidas pelo GFSI) e suas particularidades.

BRC – Fundação Britânica – British Retail Consortium

Fundada em 1996 com a união de grandes varejistas para o desenvolvimento de uma norma técnica para a segurança de alimentos. Tornou-se uma marca líder global e um esquema de proteção ao consumidor reconhecido por milhares de clientes em todo o mundo. Em parceira com o instituto IOP (Institute of Packaging)  foi criada, em 2002, a norma BRC/IOP Standart for Packaging and Packaging Materials, que está em sua quinta versão, com previsão de publicação da sexta versão em agosto de 2019.Atualmente, 20 empresas certificadas* no Brasil no escopo de embalagens. Essa norma possui 6 grandes sessões de requisitos, os quais podem ser divididos em:

  • - Compromisso da alta direção;
  • - Sistema de gerenciamento de perigos e riscos;
  • - Segurança do produto e gestão da qualidade;
  • - Padrões da planta;
  • - Controle de produto e processo;
  • - Controle de colaboradores (relacionados à higiene e saúde).

O processo de certificação ocorre através de ciclos anuais, nos quais a empresa receberá uma classificação em seu certificado que varia conforme o número de não conformidades recebidas; o ciclo de auditoria também é variável de acordo com essa classificação. A empresa também pode aderir ao programa de auditorias não anunciadas (sem agendamento prévio) e receber uma codificação em sua classificação (+). Esta norma possui uma divisão de requisitos, para embalagem primária e secundária. Um dos seus diferenciais é possuir requisitos de controle de processos e produtos, controle da qualidade e desenvolvimento de produtos (além dos requisitos relacionados à segurança de alimentos) muito bem adequados ao contexto de produção de embalagens, auxiliando as empresas a produzir, com qualidade e eficiência, uma embalagem segura.

FSSC 22000

É uma fundação holandesa, sem fins lucrativos, que administra e detém o esquema. Esta certificação é baseada em um esquema de normas ISO (ISO 22000 + ISO TS 22002-4 - embalagens) além dos os requisitos especiais da FSSC 22000. Essa norma encontra-se na quinta versão, publicada em maio de 2019. Ela possui a possibilidade de certificação no esquema FSSC 22000-Q (Quality), que engloba, além das normas constantes, a certificação na norma ISO 9001:2018. Atualmente existem 27 empresas certificadas* no Brasil no escopo de embalagens. A norma ISO 22000 por si só não foi reconhecida pelo GFSI, por isso, para o reconhecimento do esquema da FSSC 22000, foram incorporados a norma ISO TS22002-4 PPR (programa de pré-requisitos) para a produção de embalagens e os requisitos específicos do esquema FSSC 22000. As auditorias são baseadas na mesma sistemática das auditorias da ISO, com ciclos de três anos e auditorias periódicas de manutenção, e, dentre elas, uma deve ser não anunciada, ou seja, sem data específica para a realização. Uma das grandes vantagens é a facilidade de integração de sistemas para as empresas que já possuem seus sistemas de gestão certificado na norma ISO 9001, ISO 14001 OU ISO 45000. Abaixo um resumo dos requisitos de cada norma que compõe o esquema:

ISO 22000:2018 – Requisitos para sistemas de gestão de segurança de alimentos:

  • Contexto da organização;
  • Liderança;
  • Planejamento;
  • Apoio;
  • Operação;
  • Avaliação de desempenho;
  • Melhoria

ISO TS 22002-4:2018 – Programa de pré-requisitos para segurança de alimentos: fabricação de embalagens para alimentos.

  • Gerenciamento de resíduos
  • Equipamentos, limpeza e manutenção;
  • Gestão de materiais e serviços;
  • Prevenção da contaminação;
  • Limpeza;
  • Controle de pragas;
  • Higiene pessoal e instalações;
  • Retrabalho;
  • Recolhimento;
  • Armazenamento e transporte;
  • Comunicação com o cliente;
  • Defesa do alimento e bioterrorismo.

Requisitos adicionais da FSSC 22000:

  • Gestão de serviços;
  • Rotulagem do produto;
  • Food Fraud;
  • Food Defense;
  • Programa de alergênicos;
  • Regras de uso da marca;
  • Monitoramento ambiental;

IFS – International Food Standard

Foi fundada em 2003 por varejistas alemães, com o objetivo de harmonizar normas de segurança de alimentos. A norma que possui seu escopo de atuação em embalagens é a IFS PACSecure que está na versão 1.1. O processo de auditoria contempla auditorias iniciais, de renovação, complementar, de ampliação de escopo e auditorias não anunciadas. Dentre os pilares da norma estão qualidade em processos, qualidade do produto e segurança de alimentos. Em pesquisa realizada em julho/19 não encontramos empresas de embalagens certificadas nesta norma no Brasil. Os requisitos macro requeridos são:

  • Responsabilidade da direção;
  • Sistema de gestão de qualidade e segurança do produto;
  • Gestão de recursos;
  • Planejamento e produção;
  • Medição, análise e melhoria;
  • Plano de defesa do produto.

No contexto de escolha de uma norma para certificar seu processo de produção de embalagens, alguns fatores devem ser levados em consideração: a avaliação dos requisitos da norma escolhida, certificações que a empresa já possui (visando à integração do sistema), mercado atendido (alguns mercados aderiram a uma norma específica), disponibilidade de certificadoras e auditores locais. Todas estas normas acima citadas possuem como base programas de qualidade, pré-requisitos (boas práticas de fabricação), APPCC/HACCP (análise de perigos e pontos críticos de controle), Food Fraud e Food Defense, além de seus requisitos específicos. Uma boa prática é iniciar esse processo por uma auditoria de diagnóstico, que poderá fornecer uma visão ampla dos principais investimentos, adequações, mudanças e recursos necessários para a implantação.  Tendo em vista o atual cenário de preocupação com a saúde do consumidor, torna-se imprescindível a adequação aos requisitos dos sistemas de gestão de segurança de alimentos nas indústrias de embalagens, podendo ser o não atendimento a tais programas um item de desqualificação de fornecedores desse mercado.

*Dados de julho/2019

*FABIANA SILVEIRA possui graduação em Química, com pós-graduação MBA em Gestão da Qualidade, Competividade e Certificações. Experiência de 15 anos em empresas de embalagens para os mercados de produtos alimentícios, farmacêuticos e de higiene pessoal, nas áreas de engenharia do produto, gestão e controle da qualidade. Auditora líder das normas ISO 9001 Gestão da Qualidade, ISO 22000 Segurança de Alimentos, ISO 14001 Gestão Ambiental e Consultora IFS PacSecure Brasil, consultora FSSC 22000  para Embalagens e BRC Packaging V5. É sócia consultora da Aplicare Consultoria, Assessoria e Treinamento.  [email protected]

Sustentabilidade: tendência para embalagens plásticas

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Com o maior acesso à informação, cresce uma tendência para embalagens plásticas: os produtos com apelos sustentáveis. E essa busca é ainda mais intensificada em um mercado em que a diferenciação por qualidade é cada vez menor, uma vez que a tecnologia colabora para o desenvolvimento de produtos.

"Atualmente, estamos trabalhando fortemente em temas voltados para sustentabilidade. Entendemos que, para embalagens plásticas flexíveis, essa deve também ser a palavra de ordem. Conscientização quanto ao uso de recursos naturais, buscando produzir embalagens mais alinhadas com o contexto atual, que confira proteção aos materiais embalados, mas não esquecendo de sua reciclagem, do uso de seu potencial como fonte de recurso para produção de novos materiais", comenta Vanessa Macarini de Oliveira, especialista em P&D da Canguru Plásticos LTDA.

Produção sustentável: tendência para embalagens

De acordo com Claire Sarantópoulos, pesquisadora do Ital, da Secretaria de Agricultura de Abastecimento do Estado de São Paulo, a redução do impacto sobre o meio ambiente e a produção responsável são aspectos cada vez mais considerados no desenvolvimento de embalagens.

"A sustentabilidade em toda cadeia produtiva é um caminho sem volta. Os fabricantes de embalagens devem investir em produtos e processos que economizem energia, diminuam o uso de recursos naturais (água e materiais), reduzam as emissões na cadeia produtiva e permitam a reciclagem, dentro do conceito de economia circular", defende.

Claire cita a redução do peso das embalagens como uma das maneiras de atuar ativamente na redução do consumo de recursos naturais. Trata-se de outra grande tendência para embalagens, assim como o uso de matérias-primas renováveis durante o processo de fabricação. "Por fim a reciclagem, mecânica e química, é o processo que permite a circularidade da embalagem na economia", completa.

Maior vida útil dos alimentos e tecnologia

Vanessa diz que, agora, é preciso produzir embalagens considerando o seu retorno para a indústria como matéria-prima. Ou seja: não é mais possível encará-lo como um resíduo a ser descartado. "Precisamos pensar na cadeia como um todo. Ou seja, na análise do ciclo de vida confirmamos a ideia do sistema berço ao berço, não berço ao túmulo. Assim, damos sobrevida a materiais de potencial tão significativo quanto os plásticos. O diferencial dessas embalagens é carregar tecnologia, é ser pensada, do início, ao início, mais uma vez".

Claire ainda chama a atenção para o fato de que problemas de perdas e desperdícios são relevantes no setor de alimentos. "O aumento de vida útil de alimentos e bebidas, especialmente os perecíveis, tem sido uma ferramenta de extrema importância na redução de perdas.

Nesse aspecto, as embalagens plásticas são essenciais na categoria de embalagem de alimentos. A embalagem plástica flexível multicamada com barreira é provavelmente o tipo de material mais eficiente, não apenas em termos de consumo de material plástico/peso de alimentos, mas em termos de aumento da vida útil de alimentos perecíveis", explica.

Estrutura monomaterial

Claire chama a atenção para a estrutura monomaterial, muito falada no mercado externo. Nela, as poliolefinas ganharam destaque por comporem famílias de resinas com inúmeras propriedades, que se somam em materiais multicamadas.

"Contudo, ainda carecem de barreira a gases, uma propriedade importante para várias categorias de alimentos. A solução para agregar barreira tem sido usar materiais inorgânicos. Inicialmente, utilizou-se a folha de alumínio, posteriormente, metalização com alumínio sobre BOPP, PET, OPA e PE. Mais recentemente, apareceram os filmes revestidos com óxido de alumínio e óxido de silício. Busca-se ainda utilizar nanopartículas para conferir barreira às poliolefinas. Temos visto um mercado muito dinâmico no desenvolvimento de processos, equipamentos, resinas e aditivos para agregar muitas funcionalidades às embalagens plásticas, mas o momento atual apresenta mais um requisito a ser atendido: a reciclagem", explica.

PEBD, PEAD e PELBD: características e indicações de cada polietileno

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Conheça alguns dos principais tipos de polietileno e seus principais usos.

O polietileno é um dos plásticos mais importantes atualmente. Ele pertence ao grupo de termoplásticos, ou seja, aqueles que se deformam com o calor. No caso do polietileno, por exemplo, essa temperatura fica entre 110 e 115°C.

Existem cinco tipos de polietileno, sendo que todos podem ser reciclados e, posteriormente, comercializados como material recuperado. Além disso, os tipos de polietileno possuem propriedades únicas. Por isso, eles variam em relação à flexibilidade, resistência, estabilidade térmica e química e boa trabalhabilidade.

Quer conhecer melhor sobre as características e usos dos tipos de polietileno? Então, não deixe de ler este artigo!

Conheça 3 tipos de polietileno

1. PEBD: Polietileno de Baixa Densidade

De acordo com Miguel Medeiros, P&D e Consultoria na Reso Ambiental, esse tipo de polímero apresenta características básicas. "Assim como os outros tipos de polietileno, é um polímero termoplástico, ou seja, pode ser moldado pelo simples aquecimento. Em temperaturas entre 110 e 115°C, o PEBD passa para o estado líquido e pode assumir a forma necessária ou desejada", conta.

Segundo o especialista, as características desse tipo de polietileno são:

  • capacidade em formar películas (filmes) finas, com espessura de até 0,015 mm;
  • baixa densidade (entre 0,91 e 0,94 g/cm³), ou seja, uma pequena quantidade de PEBD (uma pequena massa) é suficiente para produzir uma grande película  plástica;
  • excelente resistência à produtos químicos, como ácidos, bases, óleos vegetais, cetonas, aldeídos e ésteres, por exemplo. Ou seja, uma película plástica de PEBD pode conter esses produtos sem se decompor ou deformar;
  • boa resistência a impacto;
  • considerável resistência à tração, podendo sofrer deformação considerável antes do rompimento.

Normalmente, o PEBD é bastante usado em embalagens para alimentos. Além disso, também pode ser encontrato em sacolas para supermercados.

2. PELBD: Polietileno Linear de Baixa Densidade

De acordo com Medeiros, o PELBD conta com as seguintes características:

  • bastante flexível;
  • elevada resistência à tração, podendo sofrer deformação considerável antes do rompimento;
  • boa resistência a impacto;
  • baixa densidade (0,93g/cm³), bem próxima à densidade do PEBD;
  • boa capacidade em reter vapor de água;
  • excelente capacidade em selar materiais quando aquecido, ou seja, é utilizado para selar fardos de latas de cerveja, refrigerantes e garrafas de plástico PET, pelo simples aquecimento com soprador térmico;
  • boa resistência a produtos químicos, assim como o PEBD;
  • capacidade em formar fibras plásticas que podem ser usadas em isolamento térmico e acústico, por exemplo;
  • boa resistência a rasgo.

"O PELBD ou PEBDL apresenta aplicações no setor de embalagens, como filmes, sacos e sacolas, sendo também utilizado para fabricação de tampas de garrafas PET, caixas de água, bombonas para uso alimentício, mangueiras para irrigação e jardim e até tanques de combustível para automóveis", complementa.

Além disso, pode ser usado em conjunto com o PEAD ou com o PEBD para a fabricação de embalagens para ração animal e embalagens agrícolas.

3. PEAD: Polietileno de Alta Densidade

"É amplamente utilizado na indústria de embalagens para a fabricação de frascos rígidos para produtos de limpeza doméstica, cremes, xampu, remédios e suplementos. O PEAD também é utilizado para fabricação tubos para transporte de água e esgoto, telhas, galões, entre outros", explica Medeiros.

O profissional diz que esse tipo de polietileno tem características bastante ímpares, como:

  • excelente resistência química;
  • maior dureza (resistência ao risco) e rigidez em relação ao PEBD;
  • elevada resistência a impacto;
  • elevada resistência a estresse mecânico.

Por fim, vale reforçar que os tipos de polietileno podem ser remoldados por aquecimento. Por isso, além de sua ampla utilização emtipos d todo o mundo, eles são facilmente recicláveis.

Soldagem plástica: o que você precisa saber sobre isso

Soldagem plástica de peças complexas

A soldagem plástica é um método de fabricação e recuperação utilizado na fundição de peças de plástico. É um processo que funciona com o aquecimento de determinadas partes ou pontos das peças. Assim, o plástico amolece e começa a liquefazer, possibilitando a junção e solidificando-se novamente após o esfriamento. Ou seja, quando o plástico esfria, ocorre uma ligação química entre as duas partes, ocorrendo assim a fundição dessas peças. Normalmente, usa-se a vara de solda termoplástica para agir como um elemento de liga entre as partes.

No entanto, quando é preciso fazer a união de peças termoplásticas existem algumas metodologias para que isso ocorra. Devido à complexidade da geometria interna, não é possível fazer uma única peça de uma só vez. Dessa forma, a peça é moldada em duas fases, com dois moldes, para depois fazer a soldagem.

Colagem x soldagem plástica

O processo de soldagem é bem diferente da simples colagem com algum tipo de adesivo. “Na colagem, teríamos um adesivo que teoricamente une os elementos, no caso, as duas peças. Só que a gente tem um problema muito grande quando falamos em plásticos. Muitas vezes, eu quero unir um termoplástico A com um termoplástico B, mas eles não têm compatibilidade entre si”, alerta Eduardo Garcia Vargas, instrutor de formação profissional e consultor nas áreas de transformação de termoplásticos do Senai São Paulo.

De acordo com o especialista, "a solda surgiu a partir do momento que se fez necessário a união de materiais plásticos quando não existia uma cola ou um adesivo à temperatura ambiente". Além disso, o adesivo apresenta limitações, podendo sofrer hidrólise ou mesmo soltar, se ele for muito rígido, durante uma torção.

Com a solda, é possível aquecer o polímero ao ponto de fusão no qual será possível unir uma superfície a outra. Por isso, as técnicas possíveis são diversas. Ou seja: cada uma tem sua aplicação, particularidade e limitação. “No entanto, no Brasil, não encontramos nem curso nem equipamentos de primeira linha para esse tipo de aplicação.Além disso, muitas técnicas ainda são pouco difundidas em nosso país e os equipamentos de ponta normalmente são importados”, lamenta Vargas.

Tipos de soldagem

Existem diversos métodos de soldagem plástica e eles são utilizados para diferentes fins. Dessa forma, varia-se o tipo de equipamento e de material de soldagem, até do tipo de termoplástico a ser utilizado. Confira os tipos mais comuns:

Soldagem por ultrassom - realizado utilizando a energia ultrassônica vibratória;

Soldagem por vibração - Utiliza vibração e movimentos mecânicos são longitudinais, com baixa frequência, com uma fricção linear ou orbital;

Soldagem híbrida - Consiste na combinação da solda por vibração e na solda por infravermelho;

Soldagem por rotação - Com o calor gerado pelo atrito de fricção das peças, ocorre a soldagem por rotação. Esse processo é utilizado nas peças cilíndricas;

Soldagem por termofusão ou placa quente - Duas resistências elétricas aquecem uma placa metálica. Com o calor, o material plástico amolece e pode ser fundido;

Soldagem dielétrica - A corrente elétrica causa a fricção a nível molecular (devido à vibração dos elétrons das moléculas), gerando calor e possibilitando a fundição na área de contato;

Soldagem por gás quente - A solda é realizada com a aplicação de um gás quente na superfície, com uma vareta de solda constituída do mesmo material a ser soldado (sendo consumida durante o processo);

Soldagem por infravermelho - Esse é um processo de solda sem contato mecânico, utilizando o calor radiante concentrado que vem de uma ferramenta de contorno que fica entre as partes que serão soldadas, possibilitando a união entre elas;

Soldagem "Hot Plate" - Esse tipo de soldagem utiliza uma placa aquecida que, ao entrar em contato direto com as partes, realiza a união entre elas;

Soldagem a laser - Essa técnica é ideal para altos volumes de produção, possibilitando a fabricação de peças com ótimos acabamentos, com poucas rebarbas e partículas geradas.

Soldagem plástica - Técnicas e aplicações

Vantagens e custos da robótica na indústria do plástico

Robótica na indústria do plástico

Independentemente da função a qual a robótica na indústria do plástico esteja atrelada, a tecnologia tem apresentado muitas vantagens. Tendência em indústrias de atuações diversas, a robotização e a automação ganham cada vez mais espaço no segmento do plástico.

Além disso, também é grande a possibilidade de ganho com a sincronização de tarefas. Essas são ações que podem reduzir substancialmente os tempos de ciclos. Ou seja: quando se trata de Indústria 4.0, os robôs estão tonando-se itens básicos na parte produtiva. “Na parte da montagem final, por exemplo, em alguns processos o robô consegue executar as montagens mantendo a qualidade e os controles produtivos”, explica o CEO da Roboris Brasil, Guilherme Thiago de Souza.

Vantagens de utilizar sistemas robóticos e automação

Uma vantagem bastante significativa diz respeito à rotatividade. Isso porque utilizando-se dos robôs para o trabalho, diminui-se a necessidade de treinamento constante de novos funcionários para a mesma função. Isso é especialmente importante em indústrias que contam com altos índices de rotatividade de funcionários.

O aumento da produtividade, por exemplo, que é sem dúvida a grande vantagem, não se dá apenas pela habilidade do robô de executar processos repetitivos de forma ágil e sem erros. Além disso, mediante o uso da inteligência artificial, é possível também prever a parada das máquinas, de modo a não prejudicar o processo produtivo. Ou seja: evita-se gastos com reparos evitáveis.

Implementação e custos da robótica na indústria do plástico

Antes de investir, é preciso conhecer profundamente o processo a ser automatizado. Portanto, também é importante efetuar uma minuciosa análise de viabilidade e trabalhar de uma forma muito próxima da equipe da manutenção, trazendo o integrador para dentro da planta.

Sobre os valores, Souza esclarece que a implantação não é um dos processos mais onerosos. “O preço médio para inserir a robótica na indústria do plástico costuma ser de R$ 350 mil. Com esse valor, é possível automatizar um processo. Entretanto, se pegar processos complexos, esse custo deve ser mais elevado”, destaca.

O especialista complementa ainda que o retorno desse investimento costuma ocorrer em aproximadamente dois ou três anos. “A máquina já vem do fabricante com algumas interfaces preparadas, as quais reduzem os custos de engenharia”, comenta.

Investimento além da máquina

Fabiano Caio José, professor do Senai Mário Amato, ressalta que o investimento não se limita apenas ao custo da máquina. “É preciso também pensar na formação profissional, já que os trabalhadores devem saber como coordenar o trabalho do robô e fazer a adaptação das plantas ou de leiautes. Isso é o que garante a estabilidade de funcionamento do motor, custos de manutenção e de adaptação nos diferentes processos”, pontua.

Vale salientar que é possível que os pequenos empresários possam ter uma maior dificuldade do que a os grandes para realizarem esse investimento e a adaptação dos robôs em seu parque fabril. “Para o pequeno empresário que presta serviços de injeção, por exemplo, moldes de diferentes tipos de construção e concepção tornam-se obstáculos ao uso e à adequação de processos robotizados por certo grau de padronização”, explica o professor do Senai.

PROFISSIONALIZAR A GESTÃO

4 ações para tornar sua indústria mais sustentável

indústria mais sustentável

Além dos benefícios ambientais, sociais e produtivos, a sustentabilidade pode ser uma maneira de otimizar os processos internos. Isso porque, muitas vezes, a reutilização de materiais pode servir para reduzir custos operacionais. Ou seja: tornar a indústria mais sustentável pode ter vantagens competitivas e econômicas.

Cada vez mais, pessoas e órgãos regulamentadores estão de olho nas ações praticadas pela indústria para reduzir os impactos sob sua responsabilidade. “Na indústria plástica, muitos dos produtos que utilizamos como matéria-prima vêm de fora. Dessa forma, temos que nos desafiar cada vez mais para encontrar um tipo de solução que ajude a manter o volume de produção, sem afetar os custos e, ainda, interferindo o mínimo possível no meio ambiente”, pondera Jun Ishida, gerente industrial na Formapack Embalagens Plásticas.

Confira 4 ações para uma indústria mais sustentável

Monitore constantemente o consumo

Um dos grandes custos para a indústria é o consumo de energia elétrica. Até por isso, soluções de autoprodução e cogeração de energia têm se mostrado benéficas para a indústria como um todo. Em uma escala menor, vale a conscientização coletiva de que equipamentos consomem energia continuamente. Isso é especialmente importante na indústria, em que existe uma produção ininterrupta. Por isso, qualquer alternativa para reduzir o consumo é mais do que bem-vinda.

Uma boa maneira de criar uma rotina mais sustentável nesse sentido é estabelecer um calendário com algumas tarefas de revisão e manutenção dos equipamentos que podem ser programadas. Assim, além de averiguar a eficiência energética de cada um deles, você também otimiza a vida útil dos equipamentos, evitando, inclusive, o descarte precipitado desses materiais.

Envolva seus colaboradores para uma indústria mais sustentável

A conscientização dos colaboradores não pode ser ignorada quando se trata de tornar a indústria mais sustentável. É preciso criar uma cultura de sustentabilidade, de modo que todos entendam que a preocupação com o meio ambiente é necessária. Para isso, convém criar ações e campanhas internas que promovam um mundo mais verde. Esse tipo de atitude pode, inclusive, servir como um diferencial para gerar engajamento com a sua marca. Afinal de contas, o consumidor tem reconhecido cada vez mais os esforços corporativos quando falamos em questões ambientais.

Descarte corretamente os resíduos e invista em coleta seletiva

Com a separação correta dos resíduos produzidos pela sua indústria, fica mais fácil destiná-los para todo tipo de reaproveitamento possível. “O cidadão já se mobilizou para praticar a coleta seletiva proporcionalmente adequada ao volume de lixo produzido. Então, é o mínimo que podemos esperar de setores industriais”, aponta o engenheiro de produção Leandro Ribeiro. De acordo com ele, “para facilitar o processo, a indústria pode buscar certificações que ajudem a organizar tudo e ainda garantir um selo verde. O selo pode ser uma adição ao valor da marca, como no caso do ISO 14000”.

Reutilize a água da fábrica

Muitas indústrias já possuem uma série de sistemas de tratamento que permitem a reutilização de água e ajudam em diversas frentes, como, por exemplo, a reduzir o consumo de energia, a emissão de gases poluentes e os resíduos orgânicos. Sem falar que a água reutilizada tem uma série de aplicações, ajudando a manter a indústria econômica, objetiva e eficiente.

Leia mais sobre isso:

Motivos para apostar em moldes impressos em 3D

A fabricação de moldes pode ser um desafio, principalmente ao testar os protótipos. Mas o desenvolvimento da tecnologia permitiu avanços inclusive nesse área. Assim, hoje já é possível projetar, visualizar e testar o molde, tudo sem envolver a ferramentaria. Com os moldes impressos em 3D, é possível produzir ferramentas cada vez mais eficientes, eliminando testes e gastos desnecessários e produzindo apenas a peça final, já aprovada.

O uso da impressão 3D ajuda a compreender e lidar melhor com a demanda, além de permitir personalizações. Por isso, essa é uma técnica especialmente indicada para empresas que lidem com alta demanda para o desenvolvimento de produtos produzidos através de injeção. Fabricantes de moldes/cavidades (como ferramentarias) que precisem de um alto nível de customização também podem se beneficiar desse investimento.

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Conheça 3 tipos de tratamento para superfícies de moldes

Saiba mais sobre o uso de impressão 3D para a indústria do plástico

Confira no vídeo acima algumas das vantagens de apostar em moldes impressos. Veja se essa é uma opção válida para a sua realidade!

Deixe nos comentários o que você pensa sobre isso. Já testou algum molde com essa técnica? Os testes diretos com a ferramenta atrasam seu processo? Você compraria uma impressora 3D para sua ferramentaria? Conte para nós!

Novas possibilidades de crédito para PMEs da indústria do plástico

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Os pequenos e médios transformadores enfrentam diversos desafios financeiros. A volatilidade e os reajustes inesperados nos preços das resinas, por exemplo, afetam diretamente a empresa. Além disso, o segmento se encontra diante de uma escassez de recursos financeiros externos e de constante exigência no alongamento de prazos de recebimento de mercadorias vendidas. Nos últimos anos, eles têm saído dos tradicionais 28/35/42 dias para até 120 dias de prazo. Isso afeta duramente seu fluxo de caixa. Assim, identificar e aproveitar novas possibilidades de crédito é uma necessidade na indústria do plástico.

Por isso, crescem as parcerias entre indústria e fintechs, prontas para oferecer capital de giro para PMEs. Mais simples e desburocratizadas, essas opções agilizam o processo e aumentam a oferta de crédito. “Por utilizarem tecnologias de inteligência artificial e algoritmos de machine learning, as fintechs otimizam o processo de aprovação de crédito, reduzindo-o a poucos minutos, em ambiente 100% digital”, comenta Nathan Yoles, Diretor de Vendas da fintech WEEL. A empresa estabeleceu uma parceria com uma das principais distribuidoras de resina da indústria, a Activas. “O DNA escalável e focado na experiência do usuário das fintechs transformou esse processo, tradicionalmente custoso e demorado em bancos, em uma cadência simples e sem burocracia”, completa.

Startups financeiras: novas possibilidades de crédito

Assim, focando em simplificar o acesso, startups financeiras podem ser um bom caminho para PMEs que precisam de capital de giro. “Uma avaliação inicial permite à empresa saber se há pré-aprovação de uma linha de antecipação ou se uma reavaliação é necessária”, explica Yoles. “As empresas pré-aprovadas devem então disponibilizar informações de notas fiscais eletrônicas, para que os algoritmos definam suas condições iniciais. Uma vez habilitada, a empresa decide quando e quanto quer antecipar”, finaliza.

Além disso, o processo é rápido. “Mediante confirmação de operação via assinatura digital, o recurso é liberado na conta em até 15 minutos”, conta. Ou seja: é possível otimizar toda a logística financeira da empresa. Além disso, o recurso permite um planejamento mais do Prazo Médio de Recebimento, de modo a oferecer os prazos solicitados por seus clientes e manter-se competitivo, além de conseguir expandir a oportunidade de descontos junto aos fornecedores.

Antecipação de recebíveis

O formato do crédito oferecido pelas fintechs é caracterizado pela inexistência de dívidas e parcelas. Isso porque aoperação simplesmente antecipa valores futuros, tanto para equilibrar o fluxo de caixa como para disponibilizar recursos para investimentos na produção. “A operação de antecipação de recebíveis é bastante simples. Assim, a empresa que vende com prazos de 30, 60 ou 90 dias ganha a opção de receber o dinheiro antecipadamente. O pagamento do recebível é então realizado diretamente à fintech. Desse modo, as empresas podem oferecer prazos melhores a seus clientes, e garantir que o fluxo de caixa permanecerá sempre positivo”, defende o diretor da WEEL.

Nesta modalidade financeira, o gestor da empresa acessa diretamente a plataforma da fintech. O acesso pode ser via web por meio de uma senha de segurança, ou através dos principais sistemas de gestão (ERPs) para PMEs do mercado, e registra as faturas que pretende antecipar em um formulário digital. As informações dos sacados e do emissor das faturas são checadas pela plataforma, que disponibiliza as cotações das notas fiscais já aprovadas. 

Dessa forma, o gestor pode estudar a proposta e decidir seu interesse sobre sua realização. Enquanto uma operação de antecipação tradicional leva em média 48 horas para ser consolidada, podendo chegar até uma semana dependendo da operação, as novas possibilidades de crédito garantem o montante até mesmo no próprio dia da realização (dependendo do horário de solicitação). Além disso, seus algoritmos baseados em inteligência artificial e big data permitem precificar cada fatura de forma individualizada: quanto maior a solidez do sacado, menor o risco e, portanto, menor tarifa cobrada.

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