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Conheça 3 tipos de tratamento de superfícies em moldes

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Quem trabalha com moldes de injeção plástica sabe: o tratamento de superfícies de moldes é indispensável. Há no mercado uma série de tratamentos superficiais, cada um indicado para uma aplicação ou material específico.

Ou seja: é preciso conhecer as soluções disponíveis para conseguir escolher. A seguir, conheça três tipos de tratamento de superfícies de moldes e descubra qual é o ideal para a sua necessidade!

Têmpera superficial

Esse tratamento eleva a dureza do material em até 10 milímetros de profundidade. Por isso, é indicado para materiais que sofram esforço e precisem também de tenacidade, como engrenagens. A operação alcança melhores resultados quando os fornos utilizados funcionam à vácuo, porque a ausência de ar garante algumas vantagens. Assim, esse é um processo é limpo e mais fácil de ser controlado dentro de tolerâncias menores de temperatura.

Além disso, outro detalhe desse tratamento é que o resfriamento pode ser feito por meio de gás nitrogênio injetado sob pressão nas peças aquecidas. Ele é feito mediante banhos de óleo ou banhos de sais fundidos, processos cada vez menos populares, por conta das agressões que podem causar ao meio ambiente.

Nitretação a plasma

Com a nitretação, pode-se conseguir uma elevada dureza superficial em camadas de 0,3mm, sem gerar alterações dimensionais e carepas. Dessa forma, pode ser aplicada em moldes já prontos e testados, elevando significativamente a resistência ao desgaste e ao riscamento.

Esse é um dos processos mais importantes no tratamento termoquímico superficial para materiais metálicos, com o intuito de aumentar o desempenho em serviços. Por isso, ele é usado quando se deseja manter o núcleo do material em uma condição de elevada tenacidade, aliada a uma superfície com dureza e maior resistência ao desgaste, à fadiga e à corrosão.

Entretanto, diferente de outras técnicas, essa permite um controle apurado das espécies precursoras do processo. Isso resulta em um produto de alta qualidade, com possibilidade de controle microestrutural da superfície nitretada de acordo com o tipo de material e da aplicação ferramental.

Cromo-duro

Nesse tipo de tratamento, uma camada entre 0,01 e 0,02mm é depositada sobre a ferramenta. Porém, os poluentes gerados e possíveis desplacamentos diminuem sua aplicação no mercado.

Saiba mais sobre isso:

Motivos para profissionalizar sua gestão (e dicas para chegar lá)

Dicas para profissionalizar sua gestão


Profissionalizar sua gestão não se trata meramente de entregá-la a profissionais contratados no mercado de trabalho. É preciso adotar práticas de administração consolidadas e eficientes. Ou seja, estratégias que possibilitem a longevidade do seu negócio. No entanto, esse não é um desafio simples: é necessário agir com responsabilidade, evitando impactos negativos.

Para desenvolver o processo de profissionalização, é indispensável substituir o modelo de gestão exclusivamente conduzido por métodos intuitivos e pessoais. Nele, o fator emocional, as relações informais e a intuição ditam regras, comportamentos e atitudes dos profissionais. Além disso, essas atitudes acabam abrindo margem para problemas e conflitos.

Profissionalizar sua gestão exige conduzir os negócios com visão clara de curto, médio e longo prazo. Dessa forma, o planejamento e o monitoramento de resultados são os pilares do novo modelo de administração.

A profissionalização não vem de uma pessoa, mas sim do coletivo. O processo deve envolver desde o presidente até a equipe de portaria. Por isso, os diretores devem ter foco nos resultados estratégicos, os gestores nos indicadores táticos e os supervisores nos resultados operacionais. Ou seja, os setores devem trabalhar em sinergia nas organizações. “A profissionalização é uma exigência imposta pelo mercado e pela sociedade e as empresas que estão em fase de crescimento e querem se manter ativas no longo prazo precisam se adaptar a ela.” Sidney Rago.

Confira a seguir 3 pontos cruciais para profissionalizar sua gestão

Estratégia

É fundamental ter estratégia com a realização de um diagnóstico empresarial com objetivo de entender as necessidades do negócio. Esse planejamento deve abranger visões de curto, médio e longo prazo. Além disso, deve atender às expectativas e requerimentos dos acionistas.

Processos

A partir do planejamento estratégico, passa-se a revisar e redimensionar um novo modelo de gestão. É importante lembrar que um plano de metas e objetivos bem estruturado consegue garantir a efetividade das estratégias, bem como das principais ações da empresa.

Pessoas

Para o sucesso da profissionalização, deve ser analisada a estrutura organizacional por meio do mapeamento das competências existentes. A definição dos perfis e das habilidades requeridas também deve ser definida de modo a alinhar-se com o novo modelo de gestão. Nessa fase, também será desenhada a nova estrutura organizacional de processos, funções e pessoas, definindo os papéis e responsabilidades para cada cargo.

Leia mais sobre como profissionalizar sua gestão:

PROFISSIONALIZAR A GESTÃO

Oportunidades do plástico no setor de próteses 3D

Próteses de plástico 3d impressas

Uma pesquisa da consultoria norte-americana Grand View Research, intitulada Análise de polímeros para o mercado médico por produto e por segmento para 2020, prevê que a demanda pel o uso do plástico em próteses e em outros produtos para o segmento atingirá 7,15 mil toneladas no ano que vem.

O crescimento calculado apresenta uma taxa anual média de 5,6%. Isso confirma uma tendência muito forte no mercado: a contínua substituição de materiais tradicionais, como vidro e metal, por plástico.

Em função dessa tendência na área médica, esse é um material explorado na fabricação de próteses, por exemplo. Dentre essas, se destacam a fabricação por meio de injeção e moldagem a quente, além das possibilidade da impressão 3D.

“A impressão 3D possibilita a personalização por meio de softwares CAD, utilizando principalmente PLA, ABS e Filamento flexível”, pontua a mestre em Design Digital, focada em próteses de membro superior, Raissa Caselas.

Uso do plástico em próteses: benefícios

O primeiro ponto observado para o uso do plástico em próteses é sua resistência a impactos. Ela pode ser alcançada por meio da construção geométrica do preenchimento protético, por exemplo. A resistência ao calor e a atoxidade do material são outras vantagens observadas.

Porém, a produção de dispositivos voltados para a medicina requer o envolvimento de múltiplos setores, do transformador até a seleção criteriosa da resina. Por isso, esse tipo de produção gera oportunidades diversas para a indústria do plástico.

O uso do plástico em próteses depende da biocompatibilidade, do ciclo de vida do produto. Além disso, também devem ser definido métodos de esterilização, resistência aos agentes de limpeza e desinfecção, além das propriedades mecânicas.

Exigências para no uso de plástico na área médica

Os materiais que estiverem em contato direto com a pele do paciente devem cumprir com as regras da ANVISA. Ou seja, tanto no que se refere a materiais hipoalergênicos quanto no que diz respeito à resistência, é preciso levar em conta a legislação.

“As próteses podem ser consideradas o novo foco de atenção para o mercado do plástico com o crescimento do seu uso no meio médico”, enfatiza a designer.

Sua empresa pensa em buscar oportunidades no segmento médico de próteses? O que você acha desse nicho de atuação? Deixe sua mensagem nos comentários.


Controle de temperatura: por que ele é importante na indústria do plástico?

Controle de temperatura industrial

Novas possibilidades de uso estão surgindo para a indústria do plástico, na substituição de peças metálicas. Tal alteração visa reduzir o peso, tornar os processos de fabricação mais enxutos e, consequentemente, diminuir custos operacionais (como o consumo elétrico). Estes produtos são observados na indústria automobilística, linha branca e eletroeletrônica, por exemplo. Os polímeros utilizados são, em sua maioria, os plásticos de engenharia. Ou seja, tratam-se de resinas poliméricas de estrutura semicristalina, com alto percentual de cargas tipo fibra de vidro, retardante de chama e cargas minerais. Esse é um dos casos, por exemplo, onde o controle de temperatura é indispensável. Ele deve ser utilizado com o uso de um controlador que garanta que ela não ultrapasse os 20 graus célsius.

“Neste caso, o uso de um controle de temperatura sensível é imprescindível para o bom funcionamento de um sistema de câmara quente. Além de um controle fino de temperatura de bicos e manifolds, o PID dos módulos de controle deve realizar as compensações de temperatura de cisalhamento da matéria-prima durante o processo de injeção”, destaca o diretor técnico da Tecnoserv, Wilson Teixeira.

O especialista ressalta ainda que “algumas resinas também são sensíveis a temperaturas, tais como POM, EVA e PVC flexível. Neste caso, há a exigência de se desenvolver um bom controle de temperatura”.

Funcionamento do controle de temperatura

Os controladores de temperatura são indispensáveis na indústria de injeção de termoplásticos. Tanto para canhão de injetora como para sistemas de câmara quente, onde exigem alguns pré-requisitos nas suas funções. O primordial é o controle de temperatura do polímero que se situa entre a temperatura de derretimento e a de degradação. Para isso, é utilizado o PID para controle automático da temperatura.

Além disso, cabe ressaltar que as funções secundárias também são importantes para o bom funcionamento do sistema. Assim, evitam-se custos desnecessários e queda de performance.

Dessa forma, a ação de controle irá depender do tipo de controlador de temperatura. Para um sistema do tipo ON/OFF, por exemplo, o setpoint definirá se a saída precisa ser ligada ou desligada. No entanto, se o setpoint for 68° e a temperatura real cair para 67°, um sinal de erro mostrará uma diferença de -1°. Ou seja, o controlador enviará um sinal para ligar a resistência e gerar o calor necessário para elevar ao ponto de ajuste.

Há, ainda, o controle PID, o qual determina o valor de saída exato e necessário para manter a temperatura desejada. Esse sistema utiliza um controlador com saída analógica. Nesse caso, o conversor de saída é proporcional ao valor de entrada.

O diretor técnico da Tecnoserv cita as tecnologias que são agregadas na área a partir da indústria 4.0. “Atualmente, são oferecidos no mercado controladores de temperatura com IH. Eles podem emitir relatórios, gravar receitas de moldes e executar várias funções automáticas que não necessitam de interferência humana. Destaco também a tela touch screen que pode ser acoplada a uma central de monitoramento”, comenta Teixeira.

Como você faz o controle de temperatura em sua empresa e como esse fator contribui em seus resultados e performance? Divida sua experiência nos comentários!

3 inovações internacionais para embalagens plásticas

Inovações internacionais em embalagens plásticas

No início de junho, o PackEx 2019 apresentou no Canadá algumas das principais inovações internacionais para embalagens plásticas. O evento é parte da feira semestral de Design Avançado e Manufatura, que aconteceu em Toronto.

Confira a seguir 3 inovações internacionais em embalagens apresentadas na feira:

Balde retangular customizado

A IPL, fornecedora de contêineres rígidos moldados por injeção especializados em rotulagem em molde (IML), apresentou um elegante balde retangular com arestas arredondadas. O produto foi personalizado para a Purina Animal Nutrition LLC ( Arden Hills, MN) como uma embalagem premium para cavalos.

O recipiente é feito de polipropileno em galões de 6,5 litros, com partes pretas e partes vermelhas. A tampa é articulada para facilitar o acesso e fica aberta para uso. “O novo recipiente plástico substitui as embalagens BIB, onde a parte corrugada não suportava o clima do ambiente do celeiro”, segundo Daniel James-Vigeant, coordenador de marketing da empresa. Oprojeto pode utilizar alças de plástico ou de metal.

Avanço em garrafas PET: tamanhos pequenos

Um dos maiores desafios nas embalagens de refrigerantes (CSD) é produzir tamanhos menores de garrafas. Isso porque quanto maior a relação superfície/volume de uma garrafa, maior a necessidade de proteção para reter a carbonatação. Evitar a entrada de oxigênio é indispensável para garantir a qualidade. Além do desafio técnico, há também um obstáculo econômico de encontrar formas de realizar esse processo com menos custos.

A Coca-Cola Canada procurou resolver o problema para passar a comercializar garrafas PET de 250ml e 300ml. As garrafas são revestidas internamente com barreira de vidro (óxido de silício, SiOx), com tecnologia fornecida pela KHS. A barreira permite uma redução de peso de 30% e mantém a transparência necessária. Ambos os tamanhos são moldados por sopro da mesma pré-forma de 14g, as garrafas são 100% recicláveis e utilizam tampa padrão.

Foco em economia circular

A Tempo Plastics Limited acrescentou uma forte alternativa sustentável ao seu portfólio de embalagens flexíveis. Trata-se de uma estrutura reciclável disponível como bolsa, de um único polímero, um polietileno de alta densidade, que pode ser reciclado.

Batizado de "embalagem sem culpa”, o HARMONYPack apresenta bons índices de custo, durabilidade e outras medidas de desempenho de embalagens. Segundo Leonardo Giglio, vp de marketing & desenvolvimento de produtos, a ideia é propor embalagens que facilitem a reciclagem.

“Mais do que nunca, o esforço para eliminar o desperdício está na vanguarda da mídia tradicional e da mente do consumidor”, explicou ele. “Grandes empresas estão assumindo compromissos de reduzir seus resíduos de embalagens para aterros sanitários. Vemos isso como uma oportunidade para ajudar nossos clientes a atingir essas metas”.

Fonte.

Sistemas de injeção valvulados: quais as diferenças?

Sistemas de injeção valvulados

Nos sistemas de injeção valvulados, há o acréscimo de um conjunto (de cilindro ou agulha) sobre o sistema de câmara quente tradicional. Quais as vantagens? Conheça!O objetivo é possibilitar a abertura e o fechamento da passagem de material plástico. Dessa forma, o volume que vai para dentro da cavidade em cada momento pode ser controlado. O aspecto visual do ponto de injeção também é controlado pelo sistema.

Essa pode ser uma solução interessante para indústrias que precisam desse tipo controle. Além disso, pode representar uma otimização dos processos, seja no tempo ou no uso dos materiais.

De acordo com a coordenadora de atividades técnicas do Senai Mario Amato, Edilene Nunes, o sistema se alterna na abertura e fechamento. “Na lateral do molde, é adicionada uma válvula solenoide. Seu papel é alternar entre acionar a agulha para liberar a passagem e fechá-la. Cabe ressaltar que esse acionamento pode ser de duas formas: pneumático ou hidráulico”, pontua.

Aplicações dos sistemas de injeção valvulados

Os sistemas de injeção valvulados hoje correspondem a uma infinidade de aplicações. Alguns setores merecem destaque:

Automotivo

Nessa área, são usados em para-choques, laterais de porta e locais onde haja a necessidade de um controle em peças de grande porte e de injetar em máquinas de menor porte pelo sequenciamento da injeção.

Indústria alimentícia

Aplicados para injeção de embalagens e tampas. Os sistemas atuam há necessidade de processos limpos. Outra aplicação é aumentando a qualidade do ponto sem fiapos. Ou seja, um item importante para evitar o "efeito cabelo".

Indústria de cosméticos

Usados para injeção de frascos, tampas e embalagens. Os sistemas nesse segmento atuam onde há a necessidade estética do produto, com destaque no ponto de injeção.

Indústria de medicamentos

Nessa área, os sistemas de injeção valvulados atuam principalmente em salas limpas.

Indústria de eletrodomésticos e eletrônicos

O critério aqui é o mesmo da indústria automotiva. Isso porque o aspecto visual em peças complexas faz-se necessário, juntamente com o sequenciamento da injeção.

Moldes com peças de diferentes volumes

Os sistemas de injeção valvulados são fundamentais quando existe o objetivo de compensar o desbalanceamento volumétrico entre peças.

Principais vantagens

O sistema de injeção valvulado proporciona diversos benefícios. Entre eles, destaca-se o controle de vazão em peças de grande porte e o das linhas de emendas frias. É o que esclarece a professora Edilene Nunes. “Com as peças grandes, ele permite que o sistema atue de modo sequencial fazendo com que possa se utilizar uma máquina menor. Isso porque, projetando em pequenas áreas, requer menor pressão de preenchimento da cavidade. No caso das linhas, trabalhando de forma sequencial, podemos ter um controle das linhas de junção do fluxo. Ou seja, jogando-as para a extremidade da peça e em locais onde não sejam visíveis”, resume.

Outras vantagens

Além disso, outras duas vantagens do sistema são o trabalho com resinas onde a janela do processo é restrita e em moldes com peças de diferentes volumes.

No primeiro caso, como há o recuo da agulha no sistema valvulado e não há um diretor de fluxo fixo, essa resina, ao passar pelo gate de saída do material, não encontra resistência. Isso porque o recuo da agulha proporciona melhor vazão para a cavidade, com menor cisalhamento do material. O resultado? Melhores condições de injeção.

No segundo caso, os sistemas de injeção valvulados são quase obrigatórios. Trabalhando com tamanhos diferentes, a peça de menor volume, quando injetada sem o sistema, corre o risco de sofrer uma compactação do material injetado. Isso pode proporcionar rebarbas nessa peça em relação à de maior volume.

Soldagem plástica - Técnicas e aplicações

3 formas de atualizar a gestão da sua PME

Atualizar a gestão na PMI

Atualizar a gestão da indústria é um dos caminhos mais seguros para aumentar os lucros e a produtividade. Isso é especialmente valioso para pequenas e médias indústrias, que lidam com uma concorrência forte e diversificada. Ao aperfeiçoar o plano de gerenciamento, será possível economizar tempo, otimizar a produção e fazer melhor uso dos recursos organizacionais.

Reunimos algumas dicas que podem ajudá-lo a atualizar a gestão da sua PME (Pequena e Média Empresa). Assim, você se prepara para os próximos desafios da quarta revolução industrial para a indústria de plástico.

Três maneiras para atualizar a gestão de sua empresa

1. Profissionalizar a gestão

Profissionalizar a gestão é um passo essencial para o sucesso e a perenidade do negócio. de acordo com o gerente da divisão de estratégias e performance do IMAM, Sidney Rago.

“A profissionalização é uma exigência imposta pelo mercado e pela sociedade. Empresas que estão em fase de crescimento e querem se manter ativas a longo prazo precisam se adaptar a ela”, destaca.

Assim, atualizar a gestão de um negócio começa com o desenvolvimento de uma equipe capacitada. Aumentar o desempenho da empresa deve ser parte fundamental dos esforços coletivos. Naturalmente, deve iniciar pela profissionalização dos líderes da empresa.

Em empresas familiares, a desorganização entre herdeiros do negócio pode afetar o ritmo de crescimento da PMI. Assim, é preciso incentivar que todos os envolvidos na gestão busquem formações em suas áreas de interesse. Atualizações dos conhecimentos técnicos e em suas habilidades comportamentais também são abordagens válidas.

É sempre importante lembrar de que os líderes são exemplos para as equipes. Portanto, eles devem ter ciência desse papel e estar preparados para motivar e inspirar os funcionários. Conhecer e aplicar as melhores práticas do mercado é parte desse processo.

2. Investir em capacitação para a equipe interna

O treinamento apresenta uma excelente oportunidade para expandir a base de conhecimento de todos os funcionários. Isso vale desde as áreas de gestão até os profissionais que lidam diretamente com as máquinas.

A capacitação do capital humano agregam valor tanto ao indivíduo quanto às organizações. Ou seja, esses benefícios transformam o custo e o tempo do treinamento em um investimento. O funcionário treinado é melhor capacitado a realizar seu trabalho, agilizando e otimizando suas tarefas.

Ainda, esse aprendizado fornecerá ao colaborador uma maior compreensão de suas responsabilidades dentro de sua função. Isso ajudará a aumentar sua confiança e, consequentemente, impacta seu desempenho e seu engajamento.

3. Criar um plano de negócios com ações de curto, médio e longo prazo para atualizar a gestão

Um dos componentes mais importantes de um plano de negócios é a definição de metas. As metas tornam sua progressão quantificável em qualquer momento - e é a partir desse acompanhamento e dessa mensuração que você poderá identificar gargalos, oportunidades e otimizar os resultados de sua PME.

Uma das maneiras mais eficientes de estabelecer seus objetivos é dividi-los em planos de metas de curto, médio e longo prazo, sempre alinhados entre si. Dessa forma, uma meta de longo prazo de 10 anos terá várias metas de dois ou três anos, com cada uma dividida em metas de um ano, por exemplo. 

No entanto, o planejamento de longo prazo só será efetivo quando o seu plano de curto prazo funcionar. Ou seja, é preciso ser capaz de construir o maior sucesso em suas realizações do dia a dia.

Às vezes, esses esforços consistem em abordagens com metodologias específicas, como a manufatura enxuta para o aprimoramento dos processos. Em alguns casos, as melhorias são uma questão de ajustes nos processos existentes. Em outros, envolvem a adição de subprocessos para melhorar os resultados. Isso também pode significar uma revisão drástica na maneira como os processos são tratados, pensando na sustentabilidade, por exemplo.

É importante lembrar de que atualizar a gestão é um esforço contínuo, não apenas uma tarefa única. Assim, depois de lançar uma nova ação, acompanhe de perto como as coisas estão funcionando. Isso ajuda a garantir que o processo siga conforme o esperado e o cenário esteja favorável para os passos seguintes.

E então, pronto para atualizar a gestão da sua PME? Tem algum exemplo ou case de como pode ocorrer essa atualização? Deixe sua mensagem nos comentários.

PROFISSIONALIZAR A GESTÃO

Conheça as principais aplicações dos plásticos de engenharia

Plásticos de engenharia

Considerados materiais de alto desempenho, os plásticos de engenharia surgiram na década de 1960. Eles surgiram desafiando itens tradicionais, como o aço, em diversos tipos de aplicações em praticamente todos os setores da indústria. Usos típicos para esse tipo de material vão desde componentes para equipamentos de produção de semicondutores até peças técnicas em equipamentos pesados para processamento de alimentos. Ou seja, trata-se de um tipo de plástico versátil e com características diversas.

Para Rafael Scandizzo Caldana, professor do SENAI Jundiaí, “os plásticos de engenharia são aplicados em peças que necessitam obter um excelente desempenho em altas temperaturas ou em situações nas quais se tenha um grande esforço mecânico, sem perda de propriedades. Em virtude disso, são amplamente utilizados nos mais diversos ramos da indústria, como a automobilística, a aeroespacial, a de eletroeletrônicos e a naval”, afirma.

Já de acordo com o Nienow, “esses materiais são utilizados em aplicações técnicas, na maioria das vezes, de responsabilidade técnica do produto final, constantemente elementos de máquinas como engrenagens, roldanas e polias, placas de deslize e desgaste, vedações em geral, buchas de deslize, cabos e empunhaduras de ferramentais cirúrgicos e ortopédicos, implantes temporários e definitivos, caixas para ferramental cirúrgico e peças para motores de veículos”, resume.

Principais plásticos de engenharia

Polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM)

O polietileno é, provavelmente, o polímero de maior utilização e o mais fácil de ser encontrado no cotidiano das pessoas. Isso porque ele está presente nas sacolas e nos sacos plásticos, nos frascos de xampu e de iogurtes e, inclusive, nos coletes à prova de balas.

Trata-se de um material muito versátil, mas com uma estrutura muito simples – talvez a mais simples de todos os polímeros comerciais. Uma molécula de polietileno, por exemplo, nada mais é do que uma cadeia longa de átomos de carbono, com dois átomos de hidrogênio unidos a cada átomo de carbono.

Assim, os métodos empregados no processo de fabricação do PEUAPM são os de compressão por termoprensagem, ou extrusão por pistão, através dos quais são obtidas chapas, blocos e tarugos semiacabados para posterior acabamento por usinagem. As aplicações do PEUAPM vão desde o revestimento de caçambas, tanques para banho de tratamento químico, partes expostas ao desgaste em correias transportadoras até peças de maquinários.

ABS

As resinas de ABS são obtidas a partir da copolimerização entre o acrilonitrila, o butadieno e o estireno. Por isso, tratam-se de materiais de alta resistência mecânica, bom aspecto superficial, fácil moldabilidade e média resistência à temperatura.

O ABS é muito utilizado na indústria automobilística e de eletrodomésticos, ou seja, peças sujeitas a grandes esforços mecânicos. Em veículos, podemos encontrá-las em consoles centrais, botões de comando de ventilação, coberturas de air bags, coberturas de rádios, tampas de porta-luvas, entre outros.

Poliamidas aromáticas

As poliamidas aromáticas vêm se destacando ao longo dos últimos anos de forma expressiva, devido às seguintes características:

  • - Altíssima resistência em relação ao peso;
  • - Grande resistência ao alongamento;
  • - Resistência à abrasão (resistência ao corte);
  • - Larga faixa de temperatura de uso;
  • - Absorção de umidade muito baixa;
  • - Resistência à corrosão.

Assim, essas características permitem que as poliamidas sejam aplicadas em diversos usos. As principais aplicações das poliamidas aromáticas no mercado são: Nomex, usado em roupas antichamas como as de bombeiros, Conex ou Teijinconex, também usados em roupas antichamas e em roupas especiais para soldadores, Technora, utilizado em mangueiras de alta pressão, linhas de suspensão de paraquedas, cordas e cabos de aço, e Kevlar, utilizado em cintos de segurança, cordas, construções aeronáuticas, velas, coletes à prova de bala, linhas de pesca e na composição de alguns pneus.

Policarbonato

Este termoplástico de engenharia tem se tornado muito conhecido por ser transparente. Dessa forma, é esteticamente parecido o vidro, mas resistente, como o aço. O policarbonato combina diversas das características desejáveis dos metais e dos vidros, aliadas ao fácil processamento dos termoplásticos e às propriedades de longo prazo (em serviço) dos termofixos.

Assim, cerca de 50% da produção atual de policarbonato está voltada para as aplicações nas indústrias eletroeletrônicas. Ou seja, pode ser encontrado em carcaças de notebook, smartphones, etc. Além disso, outra aplicação importante é na fabricação de bobinas, em terminais, junções, partes de baterias, recobrimento de fusíveis e plugues.

Plásticos de engenharia: mercados

Segundo Augusto Nienow, engenheiro e gerente de vendas da Ensinger Indústria de Plásticos Técnicos, os principais mercados para os plásticos de engenharia são “a indústria de alimentos, a indústria química, de petróleo e gás, a indústria médica; o segmento agrícola, a indústria aeroespacial e automotiva, indústria elétrica, eletrônica e de semicondutores”, resume.

Tudo o que você precisa saber   sobre plásticos de engenharia

PDK: novo tipo de plástico pode ser reciclado múltiplas vezes

PDK - Plastics Todal

Tendência mundial cada vez mais forte, a reciclagem de plásticos está cada vez mais em pauta. Abrangendo todo o ciclo de vida de cada material e produto, ganham espaço plásticos reciclados e materiais alternativos. Porém, cientistas do Berkeley Lab anunciaram uma novidade: o PDK, que pode ser reciclado infinitas vezes sem perder suas propriedades.

Desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Energia dos Estados Unidos, o novo material tem potencial para usos diversos. "Como um Lego, ele pode ser desmembrado em pequenas partes, em nível molecular. Depois disso, pode ser montado novamente em diferentes formatos, texturas e cores, várias vezes", comentam os cientistas no comunicado oficial de lançamento. De acordo com os desenvolvedores, o material pode ser reciclado sem perdas de qualidade ou de performance.

Reciclagem em nível molecular

De acordo com o autor do projeto, Peter Christensen , a maior parte dos plásticos não foi desenvolvida pensando na reciclagem. Assim, o PDK inverte essa lógica. "Nós descobrimos uma nova forma de produzir plástico que leva a reciclagem em consideração, a partir de uma perspectiva molecular.

Dessa forma, o material pode ser considerado um polímero, de fato, circular. Ou seja: pode ser aplicado, reciclado e reaplicado em outras funções, sem comprometer a qualidade da entrega.

PDK: Obstáculos e soluções

De acordo com os pesquisadores, uma das dificuldades na reciclagem de plástico é o uso de aditivos. Isso porque quando plásticos de composições químicas diferentes são picotados e derretidos, o resultado é inesperado. Considerando os diferentes aditivos e características originais, é difícil prever as propriedades do produto final reciclado. "Essa imprevisibilidade impede que o plástico se torne o Santo Graal da reciclagem: um material realmente circular", contam.

Solucionando esse problema, o PDK contém ligações reversíveis. Essas ligações permitem recuperar os monômeros dos aditivos originais. Basta mergulhar o material em uma solução altamente ácida.

Próximos passos

Após identificar que o PDK mudava sua composição com o banho de ácido, o passo seguintet foi explorar as explorações. Com testes, os cientistas provaram que era possível reciclar o PDK em novos materiais plásticos sem herdar a cor ou as propriedades dos originais.

Entre os próximos passos planejados, os pesquisadores buscam desenvolver plásticos PDK com propriedades térmicas e mecânicas para aplicações diversas. Indústria têxtil, impressão 3D e espumas estão no radar. Além dsso, eles buscam expandir as formulas, incorporando materiais à base de plantas e outras fontes sustentáveis.

A tecnologia está disponível para licenciamento e projetos colaborativos. Basta entrar em contato com o Escritório de Propriedade Intelectual da Berkeley Lab.

Via Plastics Today.