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Quais as etapas da linha de produção para reciclagem de plástico?

Você sabe quais as etapas de uma linha de produção para reciclagem de plástico? Nesse vídeo, confira a função de 7 máquinas nessa linha de produção. Descubra se você deve ou não investir nisso na sua fábrica!

Plástico biodegradável vs. fotodegradável: entenda as diferenças

Plástico fotodegradável

Nos últimos anos, o mundo tem reconhecido a necessidade de reduzir a quantidade de material plástico desperdiçados e descartados. Além disso, a reciclagem e os reusos ganhm cada vez mais força. Nesse contexto, observa-se o crescimento de produtos como o plástico biodegradável e o plástico fotodegradável.

No entanto, apesar de possuírem a similaridade da orientação sustentável, cada um apresenta suas características próprias. Saiba a seguir quais são elas e quais as melhores aplicações.

Plástico biodegradável

O plástico biodegradável tem características físicas similares ao plástico convencional. É obtido por rota petroquímica, mas a sua composição química é diferente. É o que explica a pesquisadora do laboratório de biotecnologia industrial do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Maria Filomena Rodrigues.

“Para ser biodegradável, o plástico, quando submetido a condições de umidade e temperatura adequadas, deve ser transformado pela ação de microrganismos. Ele deve acabar convertido em CO2 e H2O”, destaca.

A biodegradação é vantajosa ao meio ambiente. Isso porque elimina certos contaminantes de origem orgânica, tais como fezes, detergentes, hidrocarbonetos, entre outros.

Entretanto, o tratamento pode não ser efetivo se o contaminante apresentar outras substâncias, como metais pesados. Nesses casos, por exemplo, é necessário um tratamento prévio. O tratamento irá propiciar condições para que as bactérias realizem sua função sem serem destruídas. A velocidade desse processo também se torna aceitável com o tratamento.

Plástico fotodegradável

Por sua vez, o plástico fotodegradável (plástico degradável com luz solar) é uma mistura de polietileno, muito utilizado em embalagens e sacolas, com um polímero orgânico. Ele se decompõe pelo menos duas vezes mais rapidamente do que o plástico comum, que se desfaz entre 20 e 30 anos.

“Existe pouquíssima informação sobre esse plástico na literatura científica. Mas, pelas informações que se tem, o filme de polietileno tradicional foi tratado com um componente secreto, que confere a característica de fotodegradação quando submetido à exposição a luz solar”, destaca Rodrigues.

Diferenças entre plástico biodegradável x fotodegradável

O plástico biodegradável bacteriano, por exemplo, é constituído por poliésteres de hidroxiácidos. Entretanto, o fotodegradável possui a mesma composição química de um plástico convencional - como, por exemplo, o polietileno.

Em relação à biodegradabilidade, o plástico biodegradável, após o descarte e em condições adequadas, pode ser convertido em CO2 e em H2O. Já o plástico fotodegradável, por ter a mesma composição química dos plásticos tradicionais, não é biodegradado. Ele precisa que aditivos sejam adicionados para favorecer a sua fragmentação em pedaços menores.

Além disso, o processo de produção de ambos é extremamente diferente. Isso porque o biodegradável passa por um processo de biotecnologia e o fotodegradável por um processo químico.

E então, ficou mais claro para você o que é plástico biodegradável e plástico fotodegradável?  Você já trabalha com esses insumos em sua indústria? Deixe sua mensagem nos comentários!

Indústria pode se beneficiar da transição do setor elétrico

Setor elétrico e oportunidades para a indústria

Além da geração distribuída, existem outras tecnologias em desenvolvimento para o setor elétrico no radar da Aneel. “Temos vários temas que também estão avançando na agência na área de mobilidade elétrica”, disse o diretor da AneMundo do Plásticoel. Também estão em fase de desenvolvimento projetos para o uso de sistemas de armazenamento de energia, usinas reversíveis e usinas híbridas. O uso do hidrogênio para geração de energia, a resposta de demanda, Waste to Energy, e outras tecnologias inovadoras e disruptivas ganham espaço nesse novo cenário.

É uma oportunidade de toda a sociedade, inclusive a indústria, repensar como consome energia. Por isso, as baterias talvez sejam os aparatos que mais expressem todo o movimento de avanço tecnológico. O armazenamento de energia já é uma realidade no mundo e começa a tomar forma no Brasil. De acordo com Carlos Brandão, presidente da Associação Brasileira de Armazenamento e Qualidade da Energia (Abaque), muitos projetos de pequeno e grande porte estão em negociação neste ano e deverão ser realidade ano que vem.

Armazenamento de energia: viabilização no mercado nacional

Assim, Brandão quer que o governo crie um mercado de armazenamento de energia, porém sem qualquer tipo de incentivo. Segundo ele, esse mercado tem potencial para movimentar entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões por ano. Ou seja, a efetivação desse mercado poderia postergar os custos com transmissão e geração a diesel. "Hoje há uma solução de solar com baterias que é usada no mundo inteiro e é muito mais barata que o uso de diesel por várias horas", explica.

Além disso, a viabilização do mercado nacional de armazenamento também faria com que empresas daqui pudessem oferecer soluções que elas já vendem no exterior. O uso da bateria para consumidores não enfrentaria um desafio grande na regulação, uma vez que o uso dos equipamentos não é regulado. Dessa forma, no lugar de geradores a diesel ou gás que já entram na rede aparecem as baterias.

Rodolfo Eschenbach, líder da indústria de Resources da Accenture para América Latina, reforça esse ponto. De acordo com ele, o consumidor está cada vez mais consciente em ter uma energia limpa. Além disso, paralelamente, as empresas globais estão revendo suas estratégias para adequar seus produtos a esse novo consumidor. “O consumidor de energia começa a ter um poder de escolha que não tinha antes”, disse, afirmando que modelos tradicionais com um único provedor não vão se sustentar com o tempo. “A competição sempre é positiva, tem um foco em qualidade, custo e o consumidor sempre ganha”, afirmou Eschenbach.

Transição do setor elétrico

Repensar o comportamento do setor elétrico é uma tendência mundial. “O mundo está buscando incentivar a transição para novas tecnologias, mas dando liberdade para que as empresas possam encontrar seus próprios caminhos. Assim, as distribuidoras já entenderam que elas vão ter que se capacitar para essas novas tecnologias e estão montando empresas de operação desregulada para poder ofertar tarifas mais competitivas”, destacou Bocuzzi.

O engenheiro elétrico Leandro Pereira, CEO da startup Time Energy, percebeu após trabalhar anos no desenvolvimento de um medidor inteligente que o dinheiro pode estar no mercado não regulado. Por isso, criou o NERAS, um medidor de energia voltado para a indústria, comércio e residências, com o conceito de desagregação das cargas.

“A gente consegue não só fazer a medição de uma unidade consumidora, mas de cada componente instalado no edifício. A ideia é ter uma informação detalhada para auxiliar o consumidor a reduzir o consumo. Percebemos que para a indústria o nosso equipamento tem muitas possibilidades. Quando você consegue desagregar o consumo, conseguimos informações, por exemplo, para fazer manutenção preditiva. Uma máquina que tem um consumo estabelecido para um determinado tempo, mas o consumo mudou, pode ser um indicativo de que pode haver uma falha”, explicou Pereira.

Energy Week: oportunidades para a indústria

Nos dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo, consumidores e agentes da cadeia produtiva do setor elétrico terão a oportunidade de debater todos esses temas. É a oportunidade de discutir de que forma a indústria pode encontrar opções para a eficiência energética. O Energy Week, realizado pela primeira vez pelo Grupo CanalEnergia|Informa Markets, vem com a proposta de ser o evento 3D do setor. A ideia é conectar consumidores com o que há de mais inovador e tecnológico no setor elétrico. Inscreva-se e participe!

Por que melhorar a logística na indústria do plástico?

Logística na indústria do plástico

A logística na indústria do plástico é um ponto estratégico para o negócio, e, por isso, merece atenção.

A logística na indústria do plástico é altamente estratégica. Ela garante o fluxo eficaz da distribuição, transporte, verificação e armazenamento dos inúmeros materiais que circulam pelas empresas. Por isso, apesar de não ser um conceito novo, a logística ganha cada vez mais espaço no desenho dos processos e negócios.

Além disso, quanto mais integradas e bem-coordenadas forem as etapas da cadeia de suprimentos, melhores serão os resultados. Do ponto de vista econômico, a logística tende a representar 15% dos gastos que são rapidamente revertidos em muitos benefícios.

“O investimento em logística garante a competitividade, com racionalização das atividades, melhor nível de serviço e maior capacidade a empresa. Além disso, a logística impacta nas despesas e no nível de serviço, reduzindo a incidência de erros nos processos que podem comprometer a imagem da organização junto ao cliente e, ainda, o lucro da empresa”, pontua o vice-presidente de Educação da Associação Brasileira de Logística (Abralog), Edson Carrilo.

Boas práticas para melhorar a logística na indústria do plástico

A logística na indústria do plástico passa, primeiramente, por um bom planejamento. Isso porque para ser bem executada necessita diversas etapas. Quando ela não ocorre de forma adequada, todo o fluxo das atividades é afetado. Com isso, diversos problemas podem vir à tona, causando erros e prejuízos para a empresa. Lembrando que quanto maior for o domínio das informações e das atividades, mais simples será apontar fragilidades e possíveis gargalos.

Assim, o planejamento deve iniciar com o mapeamento da rede logística, a definição de objetivos e um plano de ação. Passada a fase de planejamento, um fator que auxilia diretamente a melhora da logística na indústria do plástico: a tecnologia.

Atualmente, a tecnologia já é uma realidade no ambiente corporativo. Na gestão do setor de logística, a adoção dessas ferramentas auxilia na organização do grande volume de informações e quantidade de etapas na cadeia produtiva. Dessa forma, oferece as melhores soluções para ações integradas. A integração leva otimização a diversos setores, ganhando qualidade e precisão nas tarefas. Além disso, promove a redução de custos, erros e desperdícios.

A diminuição do desperdício, por exemplo, está ligada a uma gestão inteligente do estoque. Itens em excesso podem expirar ou ficar obsoletos, e uma logística bem embasada previne isso. Ou seja, a indústria produz o que de fato vai oferecer para o mercado.

Gestão do transporte

Nesse sentido, tão importante quanto a gestão do estoque é a gestão do transporte. Um transporte bem realizado garante que os materiais sejam movimentados e entregues com segurança e agilidade, em boas condições e pelo melhor preço possível. É válido lembrar que a gestão de transporte também leva em conta operações internas.

O transporte interno se refere ao deslocamento dos produtos de um setor ao outro. Difentente do externo, que é realizado muitas vezes para outro estado, cidade ou país. Para melhorar esse processo internamente, é recomendado ter meios seguros de fazer o transporte. Externamente, é preciso um olhar atento para a manutenção dos caminhões, o consumo de combustível e a otimização de percurso.

Tudo isso impacta em custos e qualidade do serviço, possibilitando uma otimização operacional. Para indústrias que não possuem frota própria, é importante pesquisar e investir em uma transportadora adequada. Ela será responsável por realizar um trabalho de qualidade e focado nas necessidades organizacionais. Ainda, para o êxito do processo logístico, Carillo recomenda investimento estratégico.

“É importante investir em sistemas para controles e gestão, sistemas de gerenciamento de armazéns, controle de fretes e infraestrutura logística na indústria do plástico. Vale considerar que ainda há espaço para terceirizações, tanto de transporte como de armazenagem, com uso de operadores logísticos”, destaca.

Como você percebe a questão da logística na indústria do plástico? Como ela é abordada em sua empresa? Compartilhe sua experiência nos comentários.

Geração distribuída de energia: opção para o futuro da indústria do plástico

Geração distribuída - gerar sua própria energia

Diante das mudanças no setor elétrico, a indústria do plástico está diante de uma questão: é hora de gerar sua própria energia? Saiba mais sobre geração distribuída!

A transformação digital, que já transforma a indústria do plástico, chegou ao setor elétrico. É hora de desenhar novos modelos de negócio, emuma produção que aponta para um futuro descarbonizado, descentralizado e digitalizado. Abrindo espaço para debates, temas como a geração distribuída de energia ganham cada vez mais espaço.

“O consumidor de energia começa também, da mesma forma como temos acesso a plataformas opcionais de transporte, a buscar serviços alternativos de energia. Essa é uma tendência que vai se proliferar”, comenta Cyro Vicente Bocuzzi, CEO da ECOEE, que foi vice-presidente da Eletropaulo, a maior distribuidora de energia do Brasil, hoje Enel São Paulo.

Geração distribuída no cenário nacional

O Sistema Elétrico Brasileiro ainda tem muito o que avançar. Porém, algumas iniciativas estão em andamento. Entre elas, está a geração distribuída, em que consumidor produz sua própria energia com fontes como solar, biogás e eólica. É uma oportunidade para a indústria, um dos principais consumidores do setor.

“A agência reguladora está entusiasmada com as novas tecnologias. Um exemplo disso é a Resolução Normativa 482/12. Enfrentar o tema da geração distribuída é reconhecer que essa é uma tecnologia inexorável. Ou a agência regula, ou ela será atropelada pela tecnologia”, disse o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Efrain Pereira da Cruz, em entrevista concedida em Curitiba (PR).

A micro e mini geração distribuída permitem que a energia tenha um fluxo diferente, saindo do tradicional usina-transmissão-distribuição. A massificação das baterias também pode ser uma aliada importante para a independência do consumidor industrial.

Muito além da energia solar

O diretor de Tecnologia e Regulação da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Leonardo Caio, lembra que a geração distribuída é um conceito que transcende a Resolução 482. Além do sol, duas opções importantes para a geração distribuída são o gás natural e o biogás. O uso da cogeração a gás é um acerto. Isso porque indústria e comércio nem sempre podem implantar uma mini usina eólica ou solar. "A eficiência do gás natural já está em 75%, entro com gás e saio com energia elétrica, água quente e gelada", frisou.

O gás natural vai trazer a segurança para a variabilidade característica das fontes renováveis.  Nos períodos em que os ventos não forem intensos ou à noite, as térmicas movidas a gás de grande porte entram para dar segurança ao sistema elétrico. "Esse gás na base serve para firmar a nossa carga e o que vem de solar e eólica entram para ajudar a preservar os reservatórios", destacou Caio, ressaltando que o desempenho da biomassa em 2018 contribuiu para poupar os reservatórios do Sudeste/ Centro-Oeste em 15%.

Energy Week: oportunidades para a indústria

Nos dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo, consumidores e agentes da cadeia produtiva do setor elétrico terão a oportunidade de debater todos esses temas. É a oportunidade de discutir de que forma a indústria – um dos grandes players consumidores nesse cenário – encontrar opções que levem a uma eficiência energética cada vez maior. O Energy Week, realizado pela primeira vez pelo Grupo CanalEnergia|Informa Markets, vem com a proposta de ser o evento 3D do setor, conectando em um só lugar consumidores com o que mais inovador e tecnológico está se discutindo no setor de energia no Brasil. Inscreva-se e participe!

Energia 3D: oportunidades e efeitos na indústria do plástico

Consumo de energia na indústria do lástico

O setor brasileiro de energia passará por uma transição para uma produção cada vez mais descarbonizada, descentralizada e digitalizada. Como isso afeta a indústria do plástico?

Desde o surgimento da internet, a sociedade segue em uma transformação de grande extensão. A transformação digital alterou hábitos, costumes, valores e como produzimos e consumimos. A computação em nuvem com sistemas de alta capacidade de processamento e armazenamento, produzido de forma escalável e com baixo custo permitem acesso a tecnologias cada vez mais avançadas. Fazer mais com menos recursos sempre foi uma prioridade para a indústria. Reaproveitar materiais e reduzir perdas estão entre as bases da indústria moderna do plástico. Na era digital, esse conceito nunca foi tão presente.

As tendências para o futuro do setor de energia mundial também apontam para soluções sustentáveis. Elas envolvem produção e consumo de energia renovável e digitalização de redes elétricas de média e baixa tensão, por exemplo. A automação e gerenciamento do consumo de indústrias, comércios e residências também estã no radar. Além disso, também se destacam mobilidade elétrica, novas tecnologias de armazenamento e geração de energia descentralizadas. Toda essa transformação energética foi sintetizada em 3Ds: Descarbonização, Digitalização e Descentralização.

3Ds e efeitos para a indústria

“A digitalização é basicamente isso. Parte de um movimento maior da sociedade, no caminho de um conhecimento compartilhado e uma economia colaborativa, alavancada por outras plataformas que estão surgindo na parte de sensoriamento”, disse Cyro Vicente Bocuzzi, CEO da ECOEE, consultoria focada em gerenciamento, tecnologia, sustentabilidade e uso eficiente da energia.

Cada vez mais a geração distribuída, em que o próprio consumidor produz sua própria energia, dá impulso para a descentralização. A micro e mini geração podem permitir que a energia tenha um fluxo diferente, saindo do tradicional usina-transmissão-distribuição. A massificação das baterias também pode acabar sendo uma aliada importante para o grito de independência do consumidor industrial da rede da distribuidora.

Descentralização e Descarbonização da energia

O avanço das renováveis no Brasil, que consolidou a fonte eólica e deve fazer com que a solar tenha o mesmo destino, confere para esta última o maior potencial de descentralização. "A tendência é a eólica centralizada e a solar distribuída, por causa das tecnologias e dos recursos energéticos", disse Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

Reginaldo Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia, sugere 'desacorrentar' o consumidor das distribuidoras, para que ele possa de fato ter acesso à descentralização, digitalização e descarbonização. "Se ele sair das correntes da distribuidora, como é no mundo todo, a digitalização se dá numa velocidade muito maior, porque ele passa a gerir sua vida energética", comentou. Isso permitirá que grandes consumidores, como a indústria do plástico, encontrem formas alternativas de gerar sua energia.

Energy Week: oportunidades para a indústria

Nos dias 28, 29 e 30 de maio, em São Paulo, consumidores e agentes da cadeia produtiva do setor elétrico terão a oportunidade de debater todos esses temas. É a oportunidade de discutir de que forma a indústria do plástico – um dos grandes players consumidores nesse cenário – encontrar opções que levem a uma eficiência energética cada vez maior. O Energy Week, realizado pela primeira vez pelo Grupo CanalEnergia|Informa Markets, vem com a proposta de ser o evento 3D do setor, conectando em um só lugar consumidores com o que mais inovador e tecnológico está se discutindo no setor de energia no Brasil. Inscreva-se e participe!

Oportunidades do plástico na indústria automotiva

O plástico está em tudo, inclusive na indústria automotiva: itens em diversas etapas produtivas levam o material na composição. Confira 8 tipos de plástico usados na produção de carros, motos e caminhões. Avalie suas oportunidades!

Como reduzir o custo da produção na indústria do plástico?

Reduzir o custo da produção na indústria do plástico

Descubra como reduzir o custo da produção na indústria do plástico, mantendo a eficiência e os resultados.

Nos últimos anos, os produtos manufaturados pela indústria do plástico se tornaram ainda mais complexos e personalizáveis. Isso significa que, em muitos casos, eles também se tornam mais caros para produzir. Assim, é preciso encontrar formas de reduzir o custo da produção para manter as margens de lucro da empresa.

Mesmo que o produto tenha alta demanda, se a sua produção for ineficiente, é provável que você esteja desperdiçando recursos. Nesse caso, ao invés de aumentar o preço para compensar as despesas, uma política de redução de custos e desperdícios pode ser uma opção. Assim, será possível garantir produtos de qualidade e com preços mais competitivos.

Dicas para reduzir o custo da produção na indústria do plástico

1. Melhorar a eficiência energética

A indústria de plástico utiliza uma grande quantidade de energia para alimentar uma gama diversificada de processos de fabricação. Muitos dos processos envolvem o controle constante temperatura, seja baixa ou alta. Isso abre margem para várias oportunidades de melhorias na eficiência energética.

Por exemplo, diminuir a quantidade de calor de um processo ou recuperar o calor residual para uso posterior permitem economizar grandes quantidades de energia. Além disso, como a indústria utiliza muitos tipos de equipamentos acionados por motor, é fundamental investir em manutenção preventiva e em maquinário de alta eficiência.

"Nós, que fazemos muita perícia, encontramos diversos problemas de processo que levam ao desperdício. Por exemplo, dois motores sendo acionados ao mesmo tempo. Nesses casos, uma análise de processo teria indicado que não há essa necessidade", explica o professor do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI, Reinaldo Lopes.

Essencialmente, a indústria do plástico pode reduzir a sobrecarga e aumentar as margens de lucro apenas implementando medidas de eficiência. Com isso, o impacto não chega apenas para o lucro. Os produtos também acabam melhorando a qualidade, o que leva a uma melhor competitividade no mercado.

2. Identificar processos que não agregam valor

A inovação é a palavra-chave para a indústria do plástico. Portanto, é necessário que seja feita periodicamente uma revisão de todos os processos operacionais. Ou seja, é preciso identificar atividades redundantes ou deficientes que estão apenas gerando custos para a empresa.

Para reduzir o custo da produção e o desperdício, a indústria precisa verificar, por exemplo, se está produzindo mais itens que o necessário. Estoque excessivo de materiais ou maquinários parados por muito tempo durante o processo produtivo também são pontos de atenção. Ainda, é importante ter um controle de qualidade apurado. Esse controle evita perdas, desperdícios e custos extras, segundo o coordenador do MBA em Gestão da Produção pela Fundação Vanzolini, Paulino Francischini.

“Mesmo que se reaproveite o material de um produto não conforme, a mão de obra e o gasto com maquinário e energia, por exemplo, não podem ser reaproveitados. Produção de plásticos deve ter controle de processos adequados para permitir a redução de defeitos e de custos operacionais”.

Dessa forma, é importante analisar o valor agregado ao longo do ciclo de fabricação. Com isso, é possível determinar se cada tarefa e produção é realmente necessária no cenário atual e futuro. Esse trabalho não apenas ajuda a reduzir o custo da produção, mas também a manter mínimo o custo da manufatura.

3. Manter a equipe treinada

Reduzir salários ou postos de trabalho pensando em diminuir custos é um erro comum. Essa prática só costuma elevar o nível de insatisfação dos colaboradores, afastar potenciais talentos para contratação e aumentar a taxa de rotatividade da empresa.

Se a indústria do plástico busca melhorar a eficiência da mão de obra, é preciso contratar bons profissionais, sensibilizá-los e treiná-los com técnicas adequadas de produtividade e, principalmente, redução de custos no chão de fábrica.

Com um treinamento especializado e motivador, é possível otimizar a produção de um produto ao minimizar o desperdício de tempo e de matéria-prima. Isso faz com que os funcionários trabalhem em um ritmo mais rápido e com maior qualidade.

Portanto, é crucial que as empresas tenham uma consciência geral de todos os gargalos e das oportunidades de melhorias possíveis, tanto administrativas quanto tecnológicas,cur que possam ser buscadas e alcançadas de modo a reduzir o custo da produção. Com isso, consegue-se um custo-produção mais otimizado e um diferencial competitivo para o negócio.

E então, pronto para reduzir o custo da produção na sua empresa? Conhece alguma boa prática para tornar os processos produtivos mais custo-eficientes? Contribua, deixe sua mensagem nos comentários.

Gargalos de produção na indústria do plástico: como identificar e corrigir

Gargalos de produção

Qualquer obstáculo que interfira nos processos produtivos de uma indústria pode ser encarado como um gargalo de produção. Eles afetam a qualidade do produto final, os serviços prestados ou até mesmo o lucro da empresa. Aprender a identificar os gargalos de produção e, principalmente, a corrigi-los, é fundamental.

O gargalo pode estar em qualquer ponto da cadeia produtiva. Ou seja, pode ser um gargalo na entrada (no tempo de recebimento de novos materiais do fornecedor, por exemplo), no meio (tempo de fabricação de uma determinada peça de um aparelho) ou no final da cadeia (velocidade de venda dos produtos fabricados). Confira a seguir algumas dicas para lidar com gargalos de produção.

Faça o mapeamento dos processos

Mapeie todas as etapas do processo produtivo da sua empresa. Faça também a avaliação do desempenho de cada uma delas. Assim, será possível perceber onde se encontra o gargalo e as possíveis oportunidades de melhoria. Construir um fluxograma pode ajudar bastante também.

Identifique problemas e possíveis causas

Crie uma lista dos problemas críticos que estão limitando sua capacidade de produção. Aqui, é interessante envolver as equipes responsáveis em cada etapa. Isso porque eles podem trazer visões diferentes, não detectáveis por quem olha o processo de fora. Assim, será possível descobrir erros que o mapeamento possa ter deixado passar. O diagrama de Ishikawa (também conhecido como espinha de peixe ou causa-efeito) pode ajudar. É um bom momento para investir em um plano de negócios.

Problema com mão de obra: como resolver?

É possível identificar a mão de obra como um dos gargalos de produção. Fabio Renato Silva Lopes, coordenador de atividades técnicas da Escola SENAI Mario Amato (SP), garante que cursos na área disponibilizados pela instituição podem ajudar. “A formação de nível técnico abrange as necessidades da indústria, pois o curso foi elaborado com metodologia específica por competências, considerando a participação de membros da indústria, academia e especialistas do SENAI, com uma grade de 1.500 horas de carga horária. Da mesma maneira, o curso de Tecnólogo em Polímeros mantém as mesmas características, em uma grade que contempla Gestão, Materiais e Processos em Materiais Plásticos.”, conta.

Ou seja, investir em capacitação é uma estratégia viável para lidar com problemas relacionados à mão de obra. “Alguns cursos de formação continuada possuem grades específicas, considerando a demanda das empresas, que, normalmente, implicam em cursos de preparação de operadores”, completa.

Preparo desde a base

Já Edmilson José Smaniotto, Coordenador da Escola Senai Conde Alexandre Siciliano, acredita que a melhor forma de preparar a mão de obra para o mercado de trabalho começa no Ensino Fundamental. “O trabalho não pode ser visto como algo à parte, um fardo. Ele tem de ser apresentado para a criança como uma oportunidade de crescimento pessoal e de autorrealização. A criança deveria ser capaz de relacionar conceitos de ciências, matemática e português com situações do seu cotidiano. A escola precisa capacitar seus docentes, realizar parcerias com a indústria, trazê-la para dentro da escola. Principalmente quando se trata de ensino profissionalizante”, comenta.

“O jovem deve vislumbrar inúmeras possibilidades dentro de sala de aula e receber a devida capacitação para disputar o seu lugar no mercado de trabalho. O SENAI São Paulo contribui significativamente na formação de mão de obra qualificada para a área do plástico, por meio de cursos técnicos de nível médio e tecnólogos de nível superior, além de contar com os cursos de Formação Inicial e Continuada, por meio dos quais, com o conhecimento adquirido, poderá ser possível eliminar diversos gargalos dessa indústria”, analisa.

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Perda de clientes na indústria do plástico: como reverter

Perda de clientes na indústria do plástico como resolver

A indústria do plástico é comumente vista como uma indústria meio, que depende exclusivamente de outros setores. Mas embora seja mais difícil para este segmento recuperar-se em momentos de baixa, buscar alternativas é mais do que preciso. Quando se trata de perda de clientes, não é diferente. Por isso, muitas vezes é preciso se reinventar e buscar novas formas de se apresentar e de se portar.

Uma dessas opções diz respeito à organização interna. “É de suma importância verificar onde estão os principais gargalos da planta e o que pode ser otimizado, tanto nos processos quanto na produção”, indica Diego Mariano de Oliveira, sócio da BirminD Automação, empresa de otimização industrial. Diante da perda de clientes, esse é o cuidado número 1 da indústria plástica, pois ao reduzir o desperdício, pode-se melhorar a qualidade do produto, ter uma entrega mais rápida e, consequentemente, o aumento do lucro.

Além disso, o especialista ainda lembra que “atrair clientes implica em ter um produto de alta qualidade a um preço acessível e que chegue no prazo. Para que isso seja possível, contudo, é preciso investir em melhorias na fábrica”, destaca. Falar em qualificação de espaços agora pode parecer uma estratégia duvidosa, mas o tema é, na verdade, o segundo passo para quem busca recuperar-se no mercado e minimizar a perda de clientes.

Amplie seu foco

Outro ponto importante a ser abordado diz respeito ao foco das indústrias. Por isso, é fundamental que as empresas que desejem se recuperar ampliem o foco, indo além da prestação de serviço. “Buscar a oportunidade de ter um produto ou uma linha de produtos para mudar de patamar nos tempos em que estamos vivendo é muito importante para quem quiser se manter vivo. Entendo que a empresa que tem na mão um produto próprio tem uma vantagem em relação àquela que só presta serviço”, explica Oliveira.

Por isso, uma das grandes lições deixadas pela crise para a indústria do plástico é o incentivo à busca por novos caminhos. O momento é de abandonar a zona de conforto, procurando novos mercados e a diversificação de portfólio. “Temos vários exemplos de empresas plásticas que se reinventaram e hoje são organizações de ponta, como a Tupperware, que hoje parametriza o segmento criando materiais revolucionários no mercado do plástico com padrão de qualidade acima da média”, comenta Rodrigo Dal Berto, sócio proprietário da Adapta Consultoria e Sistemas.

Além disso, é importante também diversificar as estratégias de captação de clientes. Criar uma presença no meio digital, que é utilizado pelos clientes em potencial para a pesquisa de fornecedores, é essencial. Além disso, buscar feiras segmentadas para os mercados de interesse também é uma estratégia que gera resultados.

A tecnologia a favor da indústria

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 75% das empresas brasileiras são de baixa tecnologia. Entretanto, o que efetivamente está agregando valor ao mercado são as novas tecnologias que a Manufatura Avançada, também chamada de Indústria 4.0, está trazendo. Elas são grandes aliadas por permitirem que sejam disponibilizados aos clientes produtos mais personalizados e bem-acabados.

“Quando analisamos a indústria que fabrica embalagens, por exemplo, podemos dizer que os produtos são praticamente iguais, então, é preciso buscar um diferencial, como fez o fabricante da embalagem da maionese Hellmann's. Ele criou algo que ninguém tinha feito e se destacou ao tornar a embalagem prática para o consumidor final”, comenta Dal Berto.

Hoje, os grandes propulsores do mercado são o preço e a qualidade. Portanto, quem apostar nesses dois fatores, investindo em inovação e tendo um olhar atento às oportunidades de mercado, estará dando um grande passo rumo à ascensão, podendo reter e, ainda, conquistar novos clientes em um fluxo contínuo.

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