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Marketing Digital B2B: dicas para a indústria do plástico

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Marketing Digital B2B (Business to Business) é o marketing realizado para fomentar a relação entre empresas e não envolve o consumidor final. Por meio dele, uma indústria do segmento do plástico consegue encontrar potenciais clientes (pessoas jurídicas) e criar uma boa relação com eles. É, também, uma forma de modernizar a comunicação com o público-alvo, seguindo a ideia da Indústria 4.0 em sua completude.

Por isso, abordamos como essa estratégia digital é importante para as indústrias, os benefícios que o Marketing Digital B2B traz para a indústria do plástico e algumas breves dicas para se dar bem com a estratégia!

Por que indústrias devem se preocupar com marketing digital?

Durante muitos anos, as indústrias se preocuparam em realizar uma publicidade convencional, offline. As vendas se baseavam bastante no cultivo de relacionamentos, o que é muito importante, mas não supre a necessidade atual do mercado. Afinal, houve grande mudança nos hábitos dos clientes, o que traz a necessidade de compreender seus comportamentos em todos os canais.

Com isso, o Marketing Digital B2B se torna de fundamental importância para encontrar os clientes que estão, em grande parte, no ambiente digital. Assim, consegue impulsionar a geração de novos negócios.

Eder Gonçalves, especialista em Marketing B2B, aponta que o marketing digital “dá agilidade e capilaridade na implementação de ações - sem a necessidade de alto investimento - para as indústrias passarem a ser presentes na rotina dos seus stakeholders. Esses stakeholders nada mais são do que pessoas que estão em outras indústrias, em entidades, em centros de inovação e, até mesmo, são consumidores finais atentos ao processo produtivo”. 

Com isso, as indústrias são capazes de encontrar oportunidades para construir e sustentar sua marca no mercado. Se o objetivo final é a venda, o caminho necessariamente passa pelo ambiente digital.

Como o Marketing Digital B2B pode ajudar a indústria do plástico?

O Marketing Digital B2B, como toda estratégia de marketing digital, deve ser estruturado de forma específica e nichada. Toda indústria tem um público-alvo, e sua comunicação deve ser centrada em criar identificação com esse público, que deseja ver temas direcionados aos seus interesses.

Por isso, cada indústria do segmento do plástico deve pensar sua estratégia conforme o serviço ou produto que oferece. Dessa forma, ao explorar o ambiente digital (site, redes sociais, blog, whatsapp), poderá ter uma “ajuda” do marketing em diversas frentes, como venda, reputação, diferenciação e relacionamento.

marketing b2b na indústria do plástico

Para Eder, “na cadeia da indústria do plástico, aspectos como inovação, relacionamento e diferenciação são importantes para os negócios. Reforçá-los periodicamente na internet é uma maneira de gerar gatilhos entre os steakholders. Sem contar que o consumidor final está cada vez mais interessado em conhecer o processo produtivo e criar reputação dentre essa fatia de público pode ser um caminho de ganhar, no longo prazo, uma batalha pela preferência dos serviços/produtos que contam com a sua empresa”.

Quais as dicas para a indústria do plástico trabalhar o Marketing Digital B2B?

Em primeiro lugar, Eder destaca que é preciso entender o objetivo do Marketing Digital B2B para não se frustrar e abandonar o projeto. Em seguida, aponta que o gestor deve “mapear qual é a capacidade de execução do time, pois o marketing digital exige regularidade de ações, teste e análise constantes. E, claro, planejar o que e como será feito, além de para quem será direcionado o esforço. Essas são etapas de base, sem elas o resultado tende a ficar comprometido”.

Além das etapas de base, temos que considerar a especificidade da indústria do plástico. O material é uma tema sensível na sociedade atual, e fazer um marketing digital sobre o assunto é uma maneira de amplificar a discussão. Por este motivo, o tempo de planejamento deve ser ainda maior para encontrar o melhor posicionamento, o tom de voz mais adequado e o tipo de conteúdo.

Uma abordagem sobre a economia circular e a reciclagem, por exemplo, é interessante para trazer a possibilidade de atender à sustentabilidade. Além disso, há dicas práticas, aplicáveis a todas as estratégias de marketing digital, inclusive Marketing Digital B2B:

  • Investir em Marketing de Conteúdo, com oferta de conteúdos relevantes ao público-alvo;
  • Manter presença em todas as redes sociais onde seu público está;
  • Investir em publicidade paga nas redes, com estratégia;
  • Investir no pós-venda e na fidelização;
  • Fazer parcerias para o link building;
  • Caprichar nas técnicas de SEO;
  • Utilizar o e-mail marketing.

Com o Marketing Digital B2B, as indústrias conseguem criar autoridade e relevância no ambiente digital, aumentando as chances de prospecção de novos clientes. Com um bom planejamento da comunicação, é possível ter ótimos resultados.

Como está o marketing da sua indústria?

É hora de inovar: conheça os cinco pilares da transformação digital

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A transformação digital é um assunto presente no mundo corporativo há quase 20 anos, mas apenas recentemente se tornou prioridade máxima no planejamento estratégico de uma empresa. E, ao contrário do que pode parecer, ela vai muito além da digitalização e da tecnologia, abrangendo um conjunto de conceitos.  Conheça os 5 pilares da transformação digital e veja como aplicar na sua indústria.

Os 5 pilares da transformação digital

A tecnologia é uma linguagem que todos em uma indústria devem dominar. No entanto, para transformar uma empresa, as mudanças são mais profundas e dizem respeito à cultura e à estrutura organizacional. Em outras palavras, é preciso ter mudanças na governança e no mindset.

Para Gustavo Brito, Head Global de Indústria Digital da Stefanini, "não vivemos uma revolução tecnológica, vivemos sim uma revolução de modelo de negócios. As tecnologias, emergentes ou não, são fundamentais nesse momento. Mas não devemos pensar em tecnologia por tecnologia. Os líderes digitais precisam se atentar de que a tecnologia deve ser aplicada, porém de uma forma bem estruturada para atingir os níveis operacionais tão almejados em um determinado processo produtivo".

Para tanto, é preciso abordar os 5 pilares da transformação digital: clientes, competição, dados, inovação e valor. Esses são os pilares tratados por David L. Rogers em seu livro The Digital Transformation Playbook:

Cliente

Os clientes são o primeiro pilar da estratégia de transformação digital. Na atualidade, a indústria deve pensar no engajamento com as redes do público-alvo para compreender suas relações, seus desejos, suas necessidades e seus medos. 

As novas experiências digitais dos clientes (que podem ser desenvolvidas pelo marketing) podem ser impulsionadas a partir de algumas atitudes, como personalizar as experiências, oferecer conteúdo digital interativo que atenda às suas necessidades, e outras.

Competição

A transformação digital trouxe um novo modelo de negócios: as plataformas, um negócio que cria valor e facilita as interações diretas de dois ou mais tipos de clientes. É um modelo multilateral que foi impulsionado pelas tecnologias digitais. 

Sem entrar nas ferramentas que David L. Rogers propõe para esse novo modelo de negócios, o ponto central é saber que a transformação digital modificou a concorrência tradicional, que foi substituída por uma parceria em rede. Isso porque a competição não se limita mais a empresas do mesmo setor de atividade.  

Dados

O papel dos dados com a transformação digital mudou bastante. As fontes de dados são, atualmente, ilimitadas. O grande desafio é convertê-los em informações valiosas a partir de uma interpretação estratégica. A partir da análise, a indústria deve utilizar esses dados como base na tomada de decisões, na inovação de produtos, na gestão do negócio e, claro, no relacionamento com os clientes.

Com diversas tecnologias que a transformação digital trouxe, como Big Data, é possível utilizá-los da maneira correta.

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Inovação

Inovação é uma mudança no produto, processo ou serviço que agrega valor. A indústria pode trazer melhorias ou criar algo completamente novo. Mas para que a inovação seja possível e eficaz, é preciso testar os produtos antes de colocá-los no mercado. Felizmente, a transformação digital tornou tais testes mais rápidos e baratos. 

Com eles, é possível ver o que funciona e o que não funciona.

Valor

Por fim, o último pilar da transformação digital é o valor do negócio para o cliente. A indústria do plástico deve fornecer produtos conforme as necessidades dos consumidores, certo? Mas a necessidade é algo em constante mutação, e a pandemia escancarou isso. 

Assim, deve-se ter em mente que é preciso aproveitar as novas oportunidades para oferecer valor. Cada nova tecnologia que aparece na indústria deve ser avaliada pela maneira como uma empresa criará seu próximo modelo de negócios.

Indústria 4.0 como consequência e parceira da transformação digital

Considerando os pilares da transformação digital, podemos tomar a Indústria 4.0 como consequência desse processo. No entanto, ela é também parceira da transformação, pois as tecnologias e o pensamento 4.0 incentivam a inovação e o próprio processo.

Heitor Roriz, CEO da Massimus, aponta que a transformação digital vai muito além da digitalização ou da exploração de tecnologias de software para ter cloud computing. Para ele, “passar por um processo de transformação digital envolve lidar com as consequências dessa digitalização e assim rever a abordagem da empresa em relação aos clientes, competição, dados, inovação e valor”.

Em sua visão, “o conceito de Indústria 4.0 complementa as ações de um projeto de transformação digital, porque essa Quarta Revolução Industrial tem como foco a melhoria da eficiência e produtividade dos processos nas empresas, mas principalmente geração de impacto nos clientes".


A indústria 4.0 carrega em si todos os pilares da transformação digital. Como sua indústria se comporta nesse processo?

Veja como é o processo de uma digitalização vertical e horizontal das cadeias de valor das empresas industriais!

Manufatura aditiva: as previsões para a próxima década

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A digitalização e a automação tem recebido muita atenção na indústria de manufatura aditiva no último ano. Essa popularidade se deve em parte à pandemia, já que a COVID-19 acelerou inesperadamente o progresso da digitalização, à medida que as fábricas trabalhavam para aumentar a produção de suprimentos essenciais e manter suas operações com equipes reduzidas.

Porém, 2020 foi apenas uma "espiada" no que vem por aí na implantação de tecnologia. Nos próximos 10 anos, novas e melhores tecnologias se tornarão cada vez mais comuns nas fábricas. “A forma de automação que virá nos próximos 10 anos será uma mudança de visão. Deixaremos de ver a robótica como automação para a entendermos como verdadeiros sistemas de aprendizagem colaborativa”, disse Matthew Putman, CEO e cofundador da Nanotronics, ao Design News . “Isso envolverá o aprimoramento da robótica por meio da inteligência artificial, e essa inteligência artificial será aprimorada por meio da colaboração com as pessoas”.

1. Espere ver mais robôs inteligentes, IoT, AR/VR e AI

Putman prevê que veremos o mercado de robôs produzir equipamentos cada vez mais inteligentes e conectados. “Haverá mais robótica, mas, mais importante: os robôs trabalharão de forma diferente e mais inteligente. Em vez de seguir estratégias e táticas humanas, a robótica seguirá táticas de inteligência artificial (IA)”, aponta.

Com o aumento da rede, os sistemas de segurança cibernética serão uma parte importante do sistema de automação. “Quando pensamos em IoT, geralmente pensamos no poder da Internet”, disse Putman. “No entanto, as colaborações também serão muito locais e, portanto, é importante gerenciar a segurança e a proteção de forma diferente. Portanto, quando temos pessoas trabalhando em uma instalação, mesmo que estejam longe umas das outras, elas estarão mais perto do produto do que antes”.

Além de robôs inteligentes e equipamentos conectados, também é provável que vejamos um uso extensivo de realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR). “O uso de realidade aumentada e realidade virtual se tornará muito mais importante”, disse Putman. “Vemos as desvantagens da videoconferência bidimensional, então pode ser difícil imaginar levá-la para o próximo nível de interatividade sem um aumento maior e a chance de facilitar mudanças na realidade por meio de gestos e movimentos.”

Embora já vejamos o treinamento de fábrica mudando para sistemas AR/VR, a IA também se tornará parte do processo. “Quando você está treinando IA, isso deve ser mais interativo do que é atualmente”, disse Putman. “Devemos usar interfaces de usuário mais envolventes e também ver como os robôs e a IA digital respondem ao nosso treinamento. Isso produzirá melhores resultados e também será mais agradável. Esse é um processo que vai envolver inteligência artificial e inteligência humana.”

2. A tecnologia estará disponível para indústrias menores

Nas últimas décadas, a tecnologia de automação avançada foi usada principalmente pelos maiores fabricantes. Com a redução dos custos da tecnologia, ela se tornará mais acessível aos fabricantes menores. “A tecnologia estará, de longe, mais disponível para pequenos fabricantes do que para fabricantes muito grandes”, disse Putman. “Devo dizer que as grandes empresas começarão a pensar mais como os pequenos fabricantes no que diz respeito à inovação e ao empreendedorismo.”

À medida que a tecnologia passa para as mãos de fabricantes menores, ela aumentará sua capacidade, competitividade e inovação. “Fábricas menores e mais distribuídas podem se mover rapidamente para inovar de maneiras que vimos nas empresas de software, mas raramente na manufatura”, disse Putman. “É uma oportunidade incrível para o empreendedorismo.”

3. Código aberto e baixo código simplificarão a implantação

Na computação, provavelmente veremos um uso maior de software de código aberto. “Eu imagino que uma plataforma para inteligência artificial e manufatura será de código aberto”, disse Putman. “Certamente há espaço para a existência de IP de empresa específica dentro dessa plataforma. É algo que uma comunidade estará construindo, mas empresas individuais e até mesmo indivíduos terão oportunidades que não tinham antes. ”

É provável que isso inclua uma proliferação de equipamentos que requerem baixo código em vez de programação original, de forma que os fabricantes não tenham que depender tanto de integradores e programadores. “Acho que veremos uma proliferação de baixo código. É assim que tudo acontece quando começa a ter aceitação em massa ”, disse Putman. “Estaremos interagindo muito mais com interfaces que atraem quem tem ideias, não apenas quem tem ideias e a capacidade de codificar. Isso não é apenas para democratização, o que eu acho muito emocionante, mas também para construir robustez."

4. Rompendo barreiras rumo ao 6G

Embora a conectividade em nuvem tenha se tornado comum com a tecnologia emergente, a natureza da fabricação requer uma resposta mais rápida do que é possível com sistemas baseados em nuvem. Daqui para frente, a computação de vanguarda provavelmente será mais prevalente em sistemas de manufatura. “Tenho uma tendência particular de querer levar o poder até o limite, tanto por motivos de desempenho quanto porque há uma preocupação crescente com os dados na nuvem e como eles estão sendo usados”, disse Putman.

Com todo o alarde sobre o 5G, os fabricantes estão realmente mais animados com o 6G que está por vir. A ideia é que o 6G provavelmente fará uma diferença maior para a automação do que o 5G. “Certamente, 6G faria uma enorme diferença na comunicação”, disse Putman. “No entanto, sinto que tornar até o 4G mais confiável é algo em que precisamos nos concentrar antes de nos concentrarmos na próxima tecnologia.”


Publicado originalmente em Plastics Today. Traduzido e adaptado por Mundo do Plástico. 

Resina virgem x resina reciclada: como escolher?

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No dia a dia da indústria do plástico, ainda é comum encontrarmos empresas que utilizam equivocadamente a resina virgem ou a resina reciclada em suas produções. Enquanto algumas deveriam trabalhar com resinas virgens e acabam optando pela versão reciclada, outras poderiam usar resinas recicladas, mas recorrem às novas sem necessidade.

A seguir, preparamos algumas dicas para ajudá-lo a entender melhor quando vale a pena usar cada uma das duas opções. Confira:

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As características da resina reciclada e da resina virgem

A resina reciclada é um polímero artificial que apresenta boa viscosidade e possibilidade de moldagem quando exposta à determinada temperatura. Há diferentes processos envolvendo essas resinas que as tornam novos produtos, ou que permitem seu uso para complementar outros produtos.

Uma boa característica da resina reciclada é sua ampla possibilidade de usos. É um material bastante demandado pela indústria, e seria mais se tivéssemos uma estrutura de reciclagem mais sólida no país.

Investir em resina reciclada traz muitos benefícios ambientais, como redução nas emissões de gases, redução do desperdício de produtos e embalagens, e promoção da economia circular do plástico.

Já a resina virgem é produzida com fontes vegetais renováveis ou a partir de petróleo. A maior discussão em torno de sua fabricação é o uso de matérias-primas não renováveis, o que provoca escassez de insumos. Além disso, o impacto dos produtos de plástico virgem no meio ambiente é alto, pois aumentará a quantidade desses resíduos no meio ambiente.

Resina virgem ou reciclada: como escolher a melhor opção para cada projeto?

Se você acredita que tanto faz utilizar resina reciclada ou virgem, saiba que nem sempre é possível utilizar a versão reciclada para produzir um material que seria fabricado com resina virgem e vice-versa.

Embalagens flexíveis, por exemplo, podem ser produzidas com ambas as resinas.

José Neto, chefe do Departamento de Química da Universidade Federal do Piauí, destaca que “os resíduos são separados manualmente, sendo analisados na separação dos diferentes tipos de plásticos o seu aspecto visual e o som emitido quando são comprimidos na mão (cristalinidade). Depois disso, o plástico selecionado é lavado, seco, moído e extrusado (ou extrudado). No setor de produção de embalagens, as resinas recicladas são, novamente, extrusadas, transformadas em filmes flexíveis e, posteriormente, em sacolas”.

Entretanto, quanto mais limpa é a resina adquirida, menor é o consumo de água utilizada na lavagem, maior é a possibilidade de obtenção de uma resina reciclada de boa qualidade no futuro - e, consequentemente, do produto final que tenha a performance desejada.

Além disso, a matéria-prima coletada (resina reciclada) demanda mais ciclos de lavagem e maior consumo de energia na secagem, além de não garantir um produto final de qualidade. Há situações em que é necessário, inclusive, reprocessar a resina reciclada.

Teoricamente, a economia instável favorece a opção pelos plásticos reciclados, cujo preço inferior ao das resinas virgens ajudaria a reduzir os custos dos produtos finais transformados. Além disso, o Brasil conta com uma lei específica para a disposição de resíduos sólidos, e as empresas estão tendo uma crescente preocupação com a sustentabilidade, o que pressupõe o reaproveitamento de materiais.

Avaliando os materiais para a opção pela resina virgem ou reciclada

Há resinas que sofrem muito com o processo de reciclagem, perdendo muitas propriedades, o que impede seu uso em certas aplicações. No entanto, há resinas que não perdem suas características e são opções consideráveis para substituir as virgens.

Materiais reciclados, como Polietileno (PE) e Poliprolino (PP) são alternativos à resina virgem quando o uso é condicionado a produtos da cor preta, pois mantêm grande parte de suas propriedades mecânicas quando reciclado. No entanto, eles têm como principal desvantagem o fato de precisarem de mais fluidez, sem margens.

Já o Poliestireno (PS) sofre com a perda de resistência quando passa pelo processo de reciclagem, o que o impede, portanto, de ser uma alternativa à resina virgem.

O Poliestireno Alto impacto (PSAI), por sua vez, tem, visualmente, o mesmo aspecto quando é produzido com resina virgem ou reciclada, mas é preciso tomar cuidado na hora da produção com a reciclada para que o plástico não fique quebradiço.

O ABS sofre impacto quando é produzido com resina reciclável, pois perde qualidade quando recebe algum tipo de choque. E o Poliacetal apresenta melhor custo-benefício quando produzido em resina reciclada, pois não oferece nenhum tipo de problema em relação às suas propriedades mecânicas.

Para finalizar, as poliamidas têm situação bastante semelhante ao ABS, pois visam resistência mecânica e não aparência.

Preço: fator importante na escolha da resina virgem ou reciclada

A queda nos preços das resinas virgens em 2017 prejudicou a aquisição de resina reciclada. Esses materiais reciclados são competitivos se custarem, no máximo, 70% dos preços das resinas novas. Acima desse patamar, há espaço somente para reciclados de altíssima qualidade ou para transformadores que utilizam volumes muito grandes.

Nos dias de hoje, esse problema dos preços permanece, porque o mercado utiliza bastante o preço da resina virgem como base. Esse preço está calcado principalmente no preço do dólar, no câmbio e na indústria petroquímica. Se o preço está em alta, procuram a resina reciclada.

Já o preço das resinas PET recicladas se orientam por uma escala menor, pois nenhum reciclado alcança a grande escala da petroquímica. Atualmente, o preço do PET reciclado equivale a cerca de 70% daquele de resina virgem, enquanto que, nas poliolefinas, esse índice varia entre 70% e 80%, dependendo da qualidade do produto submetido à reciclagem.

Embora a comparação apresentada foque o processamento dentro da indústria de transformação (portão a portão) entre a resina virgem e a resina reciclada, “não se deve esquecer que uma visão ambiental mais abrangente precisa considerar todo o ciclo de vida do produto (berço ao túmulo)”, finaliza o chefe do Departamento de Química.

Ficou mais claro entender como escolher entre a resina virgem ou reciclada? Conte nos comentários!

5 tendências globais sobre plástico para acompanhar

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A pandemia nos trouxe uma grande oportunidade de rever diversos conceitos em relação a diversos materiais e seus usos. Algumas tendências globais sobre plásticos se confirmaram, retirando o plástico da posição de vilão ambiental e colocando-o como forma de otimizar a reciclagem. Apontamos, a seguir, 5 tendências globais sobre plástico que você precisa acompanhar!

Bioplásticos

Uma das tendências globais sobre plástico que já está presente em nosso cotidiano são os biopolímeros e bioplásticos. Essa caminhada para um futuro mais sustentável ainda é devagar, mas está acontecendo. Espera-se que haja um crescimento desse mercado, pois muitas embalagens estão ganhando matérias-primas como plástico verde de mandioca e cana-de-açúcar.

Como explicou Luiz Jardini Munhoz, pesquisador do Biofabris (Instituto Nacional de Biofabricação /Unicamp), em nosso artigo “Por que investir na produção de bioplásticos?”, “Bioplásticos são resinas biodegradáveis, cujos componentes são derivados de matérias-primas de fontes renováveis, que pode ser de um resíduo agropecuário, como a cana-de-açúcar, a soja, o milho, o amido de arroz, entre outros produtos vegetais e animais que estão disponíveis em grande quantidade na natureza”.

A grande vantagem do bioplástico não é ser somente um plástico biodegradável, mas também não utilizar o petróleo como matéria-prima. É isso que torna seu processo produtivo menos agressivo ao meio ambiente e o que o credencia a se afirmar como uma das tendências globais sobre plástico muito importante.

Tampas fixadas às garrafas plásticas

Você sabia que uma parte considerável do lixo plástico encontrado nas praias europeias é composto por tampas de garrafas plásticas? Pensando em resolver essa questão, a União Europeia publicou a Diretiva 2019/904, que trata sobre a redução do impacto de certos produtos plásticos no meio ambiente. 

Entre outras coisas, a norma prega uma abordagem circular para lidar com embalagens de bebidas de uso único feitas de plástico e as suas tampas. Na prática, isso significa que as tampas das garrafas e embalagens com capacidade de até três litros devem permanecer amarradas aos recipientes enquanto forem utilizadas. 

A mudança deve ser implementada até julho de 2024.

Essa é uma das tendências globais sobre plástico que devemos ficar de olho para o Brasil, pois há chances de isso se tornar uma prática no país. Os fabricantes deverão repensar sua produção de tampas com esta característica, considerando os diversos tipos existentes de boca de garrafa. Parece uma pequena adaptação de design, mas que evitará mais lixo plástico no meio ambiente.

Economia circular e reciclagem

A economia circular do plástico é uma ideia baseada no prolongamento da vida útil do plástico e na reincorporação de resíduos no ciclo produtivo por meio da reciclagem. É uma metodologia que ajuda a indústria a alcançar eficiência energética e a reinventar o uso do plástico na sociedade. Muito além de seu conceito, os dados sobre o trabalho de reciclagem de plástico no Brasil são animadores. 

O mais recente estudo da consultoria MaxiQuim e do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), realizado com dados de 2019, apontou que atingimos o maior índice já registrado de volume gerado de resíduo pós-consumo: 24%. É um novo patamar da indústria de reciclagem, que experimentou um crescimento de 8,5% em relação a 2019, mesmo com a crise pandêmica. O volume reciclado do plástico pós-consumo cresceu 10% em 2019, de 757 mil toneladas para 838 mil toneladas.

Isso demonstra que uma das tendências globais sobre plástico é o crescimento da reciclagem de plástico e da economia circular.

Embalagens flexíveis se destacam dentre as tendências globais sobre plástico

Aumento no delivery de produtos é sinônimo de aumento na demanda por embalagens individuais e produtos descartáveis. A mudança no padrão de consumo com a pandemia tornou a presença do plástico ainda mais forte no cotidiano. No entanto, a preocupação com a sustentabilidade faz com que a busca por soluções “verdes” também cresça.

Neste contexto, uma das tendências globais sobre plástico pode ser vista no bom desempenho da indústria de embalagens flexíveis no primeiro semestre de 2020. O setor já vinha implementando soluções inovadoras para vencer os desafios e atender a este novo perfil de consumidor, que preza pela sustentabilidade.

Mas a pandemia do novo coronavírus trouxe a necessidade de melhorar o desempenho em diversos pontos, equilibrando sustentabilidade com higiene, limpeza e segurança alimentar. De acordo com especialistas da consultoria McKinsey & Company, as empresas devem repensar seu foco e sua abordagem no mercado.

As 5 tendências globais sobre plástico estão sendo confirmadas, mas permanecerão como ponto de atenção para os próximos anos. A pandemia trouxe uma nova perspectivas e oportunidades, resta à indústria se atentar às demandas do mercado e adequar a produção.

Aproveite para comparar os impactos ambientais das embalagens plásticas com os materiais alternativos!