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Transformação organizacional: dicas para colocar em prática

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A transformação organizacional é uma necessidade de todas as indústrias. Em tempos de transformação digital tão acelerada, é preciso mudar também o mindset e o modelo de gestão, e não só os aspectos tecnológicos. Afinal, a coerência entre a cultura organizacional e as inovações que a sociedade trouxe é uma característica essencial para o sucesso da implantação.

A indústria do plástico ainda está muito presa a modelos antigos de gestão, motivo pelo qual pode apresentar dificuldades para realizar a Transformação Organizacional. No entanto, existem boas práticas para que ela se dê de forma natural, vencendo os desafios e tirando o melhor da tecnologia e das equipes.

Neste e-book, explicamos o conceito de Transformação Organizacional, seus benefícios e sua importância para que a indústria se mantenha relevante. Por fim, mencionamos as etapas dessa transformação e algumas dicas para colocá-la em prática.

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7 máquinas essenciais para começar uma linha de reciclagem do plástico

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Começar uma linha de reciclagem de plástico no Brasil é não só necessário, como uma excelente oportunidade de negócio. Mesmo diante de grandes desafios, como a coleta de resíduos, que é um gargalo para o avanço da reciclagem, há boas possibilidades. Para que o negócio seja bem estruturado, é preciso pensar nas máquinas essenciais da linha de reciclagem de plástico.

Veja no post um pouco mais sobre elas!

A necessidade de uma linha de reciclagem de plástico

Já há alguns anos, a linha de reciclagem de plástico ganhou grande protagonismo. Não só o plástico, mas a reciclagem de maneira geral, que é considerada um importante setor da economia global. Pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgadas em 2012 apontavam que o PET era o segundo material mais reciclado no Brasil, ficando atrás apenas das latas de alumínio. Dados da Plastivida da mesma época apontaram que o faturamento total com reciclagem em nosso País foi de R$ 2.394 bilhões, 22,9% a mais em relação a 2010.

Em recente estudo encomendado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (o PICPlast), realizado pela MaxiQuim, de 2019, os dados apontaram para o avanço da reciclagem pós-consumo no mercado brasileiro. O volume total de resíduos plásticos pós-consumo reciclados de forma mecânica foi de 757 mil toneladas em 2018, um aumento de 37% na quantidade de plástico reciclado se comparado com 2016.

Esse cruzamento de dados positivos aponta para a oportunidade de criar uma empresa com linha de reciclagem de plástico, que tem em sua estrutura principal uma linha de produção com necessidades específicas dessa indústria.

Máquinas essenciais para começar uma linha de reciclagem de plástico

As máquinas necessárias para colocar em funcionamento uma linha de reciclagem de plástico dependem muito do tipo de plástico a ser reciclado. No entanto, o conjunto básico deve contar com moinho, lavadora, tanque separador, secadora, aglutinador, extrusora e granulador, conforme elenca Fernando Tenório, analista da Unidade de Indústria do SEBRAE/AL.

Numa perspectiva de evolução de processos, equipamentos complementares podem ser acrescentados. “Esteiras com imãs, por exemplo, para retirar materiais metálicos do resíduo”, sugere.

Mas quanto custa começar uma linha de reciclagem de plástico? Diogo Reis, Analista Técnico do SEBRAE/MG, aponta que o investimento para começar uma linha de reciclagem de plástico “vai depender do dimensionamento da capacidade em Kg/hora. Os valores dos equipamentos variam em função da capacidade (variam desde de 60 kg/hora até mais 6000 kg/hora), nível de automação, consumo de energético. Como base estima-se investimento a partir de R$ 300.000,00, incluindo capital de giro”.

De forma resumida, o profissional explica que o plástico passa por 7 etapas, considerando as 7 máquinas essenciais para começar uma linha de reciclagem:

  1. Moído – O plástico assume o formato de flocos.
  2. Lavado – Retira-se as impurezas.
  3. Separado – Utiliza-se a densidade dos polímeros para diferenciá-los.
  4. Seco - para retirar a umidade.
  5. Aglutinado – Compacta-se para retirar ainda mais a umidade e facilitar a extrusão.
  6. Extrusado – Fundido e modelado em filamentos (espaguete).
  7. Granulado – Cortado em formato de grãos.

A seguir, Diogo explica a função das 7 máquinas essenciais para começar uma linha de reciclagem de plástico.

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Moinho

Composta por lâminas fixas e rotativas, esta máquina corta e tritura o plástico e o transforma em flocos de aproximadamente 1 cm. Os moinhos podem ser de baixa, média e alta rotação dependendo do volume que se deseja processar, sendo mais comum o de baixa rotação. Mecanismos de resfriamento podem ser necessários em moinhos de alta rotação.

Lavadora

Equipamento em formato cilíndrico composto por um cesto com orifícios cuja função é injetar água no material moído e centrifugá-lo para que eventuais impurezas e sujidades (resíduos de poeira ou material orgânico) sejam retiradas e otimizem a fase seguinte.

Tanque separador

A função deste equipamento é separar os polímeros pela densidade, ou seja, cada tipo de plástico possui uma densidade específica medida em g/cm³ e vai flutuar ou decantar em função do líquido adicionado ao tanque, que pode ser água ou outra solução (como álcool ou sal). Em formato retangular este tanque possui palhetas que movimentam o material para a fase seguinte.

Guia de densidade de polímeros 

POLÍMEROS DENSIDADE (g/cm³)
Poli(tereftalato de etileno) - PET 1,29 - 1,40
Poli(etileno) de alta densidade - PEAD 0,952 - 0,965
Poli(cloreto de vinila) - PVC (rígido) 1,30 - 1,58
Poli(cloreto de vinila) - PVC (flexível) 1,16 - 1,35
Poli(etileno) de baixa densidade - PEBD 0,917 - 0,940
Polipropileno - PP 0,900 - 0,910
Poliestireno - PS (sólido) 1,04 - 1,05
Poliestireno - PS (espuma) Menor que 1,00

 

Secadora

Equipamento em formato cilíndrico muito semelhante à lavadora, cuja função é retirar ao máximo a umidade adquirida na fase anterior. Isto só é possível devido às pás que espremem o material molhado. Alguns modelos também utilizam ventiladores e circulação de ar quente.

Aglutinador

Como o próprio nome diz, este equipamento compacta e pré-aquece o material, aglutinando-o para a fase seguinte. Isto ocorre devido à máquina dispor de lâminas giratórias em um eixo vertical central e lâminas fixas nas paredes que cisalham e aquecem o plástico pelo atrito. O resultado final são flocos com umidade e volume bastante reduzidos.

Extrusora

A função da extrusora é aquecer o material para que ocorra ao mesmo tempo a fusão e a modelagem do plástico. Isso se dá devido ao mecanismo de roscas sem fim com sulcos que transportam e também comprimem os polímeros contra o cilindro aquecido por resistência elétrica resultando em uma massa homogênea. Ao final do cilindro essa massa é forçada contra uma matriz com orifícios formando assim os filamentos (com aspecto semelhante ao espaguete), que são resfriados em líquido e enviados para a fase seguinte.

De forma mais simples, o material plástico livre de umidade é derretido e forçado à passagem por meio de um orifício na máquina. Então, é resfriado em um tanque com água e recomposto como um fio. “Como um macarrão de plástico”, compara Tenório.

Granulador

Na linguagem simples, transforma os fios de plástico da extrusora em grãos novamente (granulação de plástico). Como explica Diogo, por meio de controles muito sensíveis, este equipamento corta os filamentos plásticos visando obter uma granulometria uniforme. Os grãos serão utilizados como matéria-prima para novos produtos plásticos.

máquinas para linha de reciclagem de plástico.png

Além do maquinário para montar uma linha de reciclagem de plástico, a disposição dentro de um layout otimizado deve respeitar o processo produtivo. A primeira fase, por ter baixo nível de automação, necessita de um espaço maior que ofereça circulação aos colaboradores e facilite a separação manual dos materiais. Já na segunda fase, que é totalmente automatizada, o maquinário deve seguir a ordem de cada etapa do processo, facilitando a produção.

Dados sobre o trabalho de reciclagem de plástico no Brasil

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O trabalho de reciclagem de plástico no Brasil é relevante, mas ainda tem muito espaço para melhoria. Boa parte do plástico reciclado se origina do uso doméstico, mas há relevância também do pós-consumo não doméstico e do resíduo pós-industrial.

Veja a seguir os principais dados sobre o trabalho de reciclagem de plástico no Brasil.

Tamanho do mercado de reciclagem de plástico no Brasil

Um estudo encomendado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (o PICPlast), realizado pela MaxiQuim, trouxe dados referentes à reciclagem de plástico no Brasil em 2018. Ele demonstra um avanço da reciclagem pós-consumo no mercado brasileiro.

As principais informações trazidas pelo estudo são muito interessantes:

  • Foram geradas 3,4 milhões de toneladas de resíduo plástico pós-consumo. Apenas a título comparativo, em 2016, haviam sido geradas 2,1 milhões de toneladas de plástico pós- consumo. Ou seja, é um crescimento de 61% em apenas dois anos.
  • Destes 3,4 milhões, com 991 mil toneladas destinadas à coleta seletiva, às cooperativas, aos centros de triagem e/ou aos sucateiros. Deste volume, 234 mil toneladas se perderam no processo de reciclagem e acabaram nos aterros.
  • O volume total de resíduos plásticos pós-consumo reciclados de forma mecânica foi de 757 mil toneladas em 2018. Comparado ao último estudo (2016), em que o volume atingiu 550 mil toneladas, houve um aumento de 37% na quantidade de plástico reciclado.
  • Das 757 mil toneladas recicladas, 328 mil toneladas (43,3%) foram transformadas em PET, 18% transformadas em PEAD, 17% em PEBD/PELBD, e 15% em PP.
  • O uso do plástico reciclado é bem diverso, sendo 18% utilizado pela indústria de Higiene Pessoal e Limpeza Doméstica, 13% na Construção Civil, 10% no segmento de Bebidas (somente o PET tem regulação válida da ANVISA para contato com alimentos e bebidas), 9% no segmento de vestuário e têxtil e 9% em utilidades domésticas.
  • O volume total de resíduos plásticos consumidos chegou a 1,3 milhão de toneladas (34% gerado por PET, 21% por PEBD/PEBDL e 18% de PP). A maior parte dos resíduos (52%) vem do Sudeste, especialmente do Estado de São Paulo (30%).

Diante desses dados, podemos concluir que o número de reciclagem de plástico no Brasil pode ser muito melhor. Em 2017, o consumo aparente de plástico foi de 6,5 milhões de toneladas, um aumento de 3,8% na comparação com 2016. Mas o salto em dois anos foi de 37%, o que demonstra o potencial de crescimento desse mercado.

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Novos entrantes no mercado

Um dos maiores problemas da reciclagem na atualidade é a descontaminação do material a ser reciclado. “O processo de limpeza chega a ter o custo igual ou maior que a matéria-prima virgem e, dessa forma, inviabiliza qualquer processo de aproveitamento dos resíduos”, explica Vitório Donato, pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Logística e autor do livro Logística Verde - uma abordagem socioambiental.

Do universo pesquisado, 64% das empresas recicladoras são pequenas e médias empresas, 19% de microempresas e 17% são de grandes empresas. Perceba que há muita margem para novos entrantes no mercado.

O estudo mapeou indústrias de reciclagem mecânica de plásticos, com a presença de 716 empresas em operação, sendo que 88,54% da recicladores se encontram no sul e no sudeste.

Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim, destaca que houve um aumento relevante na geração de plástico pós-consumo e na reciclagem de mais de 750 mil toneladas de resíduos plásticos foram recicladas, ainda que a coleta seletiva e a reciclagem dos materiais estejam restritas aos grandes centros.

Para ela, “se compararmos com outros países da União Europeia ou dos Estados Unidos, sabemos que fazemos um excelente trabalho de reciclagem mecânica. Contudo, precisamos evoluir também na reciclagem energética, já que os plásticos são fundamentais no processo e já servem como combustível para que o processo ocorra com eficiência, bem como na reciclagem química".

Aparece aí mais uma possibilidade de novos players no mercado de reciclagem de plástico no Brasil.

Possibilidades e oportunidades

A reciclagem de plástico no Brasil, além de ser altamente necessária para nós enquanto sociedade, também pode ser uma boa oportunidade de negócio para a indústria. Apesar disso, a coleta de resíduos ainda é um gargalo para o avanço da reciclagem, como apontamos.

Considerando o potencial do trabalho de reciclagem de plástico no Brasil, devemos buscar modos de tornar a coleta e a reciclagem do plástico bons negócios para as empresas. Isso passa, necessariamente, pela valorização dos resíduos plásticos, que ainda são tidos como de menor valor agregado, seja para quem coleta e recicla, seja para quem fabrica produtos a partir do material reciclado. A tecnologia na reciclagem também pode ser fundamental.

“Se todos os envolvidos nesse setor tratarem os resíduos como resíduo e não como lixo, estaremos dando início a um processo de reciclagem rentável”, defende Vitório Donato.

Outro ponto de atenção para aprimorar o trabalho de reciclagem de plástico no Brasil são as perdas no processo de reciclagem. A pesquisa aponta que o principal motivo permanece sendo a contaminação da sucata plástica com materiais indesejados, em decorrência da triagem desqualificada. Além disso, “materiais com adesivos, sujeira orgânica e, dependendo do material, cores indesejadas, contribuem para o descarte da sucata adquirida”, destaca Solange.

O potencial do mercado de reciclagem de plástico no Brasil é enorme. Novos entrantes no mercado podem alavancar esse trabalho e colocar o país como referência no mundo quando o assunto é reciclagem.

5 erros comuns sobre o uso de plásticos descartáveis

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Olhando para um corredor de refrigerantes do supermercado, cheio de garrafas de plástico e latas de metal, é fácil concluir que o principal problema ambiental é a quantidade de plásticos descartáveis: se reciclarmos mais, minimizamos drasticamente os impactos. Certo? Errado. Na realidade, a maioria dos impactos ambientais de muitos produtos, incluindo refrigerantes, está ligada aos produtos em si, não à embalagem.

E, quando se trata de plásticos de uso único, a produção e descarte de embalagens geralmente representam apenas uma pequena porcentagem dos impactos ambientais ao longo da vida de um produto, de acordo com a engenheira ambiental Shelie Miller, autora de um artigo de outubro de 2020 para a revista Environmental Science & Technology.

“Os consumidores tendem a se concentrar no impacto da embalagem, e não no impacto do produto como um todo”, afirma Miller, que também é professora associada da School for Environment and Sustainability e diretora do U-M Program in the Environment. “O consumo consciente, que reduz a necessidade de produtos e elimina o desperdício, é muito mais eficaz na redução do impacto ambiental geral do que a reciclagem”, afirma.  “No entanto, é fundamentalmente mais fácil para os consumidores reciclar a embalagem de um produto do que reduzir voluntariamente sua demanda por aquele produto, o que provavelmente é uma das razões pelas quais os esforços de reciclagem são tão populares.”

5 erros comuns sobre o uso de plásticos descartáveis

A crença equivocada sobre o papel central da embalagem de plástico no problema ambiental é um dos cinco mitos que Miller tenta desmascarar em seu artigo. Os cinco erros mais comuns, segundo o estudo, são:

1.	A embalagem de plástico é o maior contribuinte para o impacto ambiental de um produto. Na verdade, o produto dentro da embalagem costuma ter um impacto ambiental muito maior. 2.	Os impactos ambientais do plástico são maiores do que qualquer outro material de embalagem. Pelo contrário, o plástico geralmente tem impactos ambientais gerais mais baixos do que o vidro ou metal de uso único na maioria das categorias de impacto. 3.	Produtos reutilizáveis são sempre melhores do que plásticos descartáveis. A verdade é que produtos reutilizáveis têm impactos ambientais menores somente quando são reutilizados o suficiente para compensar os materiais e a energia usados para fabricá-los.  4.	A reciclagem e a compostagem devem ser a prioridade. Verdade seja dita, os benefícios ambientais associados à reciclagem e compostagem tendem a ser pequenos quando comparados com os esforços para reduzir o consumo geral. 5.	Os esforços de “desperdício zero” que eliminam plásticos descartáveis minimizam os impactos ambientais. Na realidade, os benefícios são pequenos. A redução de resíduos e o consumo consciente, incluindo uma consideração cuidadosa dos tipos e quantidades de produtos consumidos, são fatores muito maiores que determinam o impacto ambiental.  *Baseado no estudo de Shelie Miller para a Environmental Science & Technology. Divulgado pela Universidade de Michigan. Traduzido e adaptado por Mundo do Plástico.

 

O artigo da especialista incentiva que outros cientistas ambientais e engenheiros participem da conversa, em suas próprias pesquisas e nas discussões que moldam as políticas públicas. “Os esforços para reduzir o uso de plásticos descartáveis ​​e aumentar a reciclagem podem desviar a atenção dos impactos ambientais menos visíveis e muitas vezes mais prejudiciais associados ao uso de energia, manufatura e extração de recursos”, disse ela. “Precisamos ter uma visão muito mais holística, que considere questões ambientais maiores”, defende.

Miller enfatiza que não está tentando minimizar as preocupações ambientais associadas aos plásticos e resíduos plásticos. Mas, para colocar o problema do lixo plástico no contexto adequado, é fundamental examinar os impactos ambientais que ocorrem em cada estágio da vida de um produto - desde a extração de recursos naturais e a energia necessária para fazer o item até seu descarte ou reutilização final.

Avaliação do ciclo de vida e os impactos de toda a cadeia

A avaliação do ciclo de vida, ou LCA, é uma ferramenta que pesquisadores como Miller usam para quantificar os impactos ambientais ao longo da vida em várias categorias, incluindo mudanças climáticas e uso de energia, esgotamento de recursos hídricos, perda de biodiversidade, geração de resíduos sólidos e toxicidade humana e ecológica.

A conclusão da pesquisadora é de que é fácil para os consumidores se concentrarem nos resíduos de embalagens porque eles vêem caixas, garrafas e latas todos os dias, enquanto uma ampla gama de outros impactos ambientais são amplamente invisíveis para eles. Mas as análises da LCA avaliam sistematicamente toda a cadeia de abastecimento, medindo os impactos que de outra forma poderiam ser esquecidos.

Os produtos alimentícios embalados, por exemplo, incorporam impactos amplamente invisíveis que podem incluir produção agrícola intensiva, geração de energia e refrigeração e transporte ao longo da cadeia de abastecimento, juntamente com o processamento e fabricação associados aos alimentos e suas embalagens.

Reduzir e reutilizar: os Rs invisíveis

Miller aponta que o popular ditado “reduza, reutilize, recicle”, comumente conhecido como 3Rs, foi criado para fornecer uma hierarquia fácil de lembrar das formas preferíveis de diminuir o impacto ambiental. No entanto, a maioria das mensagens ambientais não enfatiza a hierarquia desses 3Rs: o fato de que a redução e a reutilização são listadas antes da reciclagem. Como resultado, os consumidores frequentemente enfatizam demais a importância de reciclar embalagens em vez de reduzir o consumo do produto na medida do possível e reutilizar os itens para estender sua vida útil.

“Embora o uso de plásticos descartáveis ​​tenha sim criado uma série de problemas ambientais que precisam ser resolvidos, também existem inúmeras outras consequências de sermos uma sociedade orientada para o consumo, e essas consequências não serão eliminadas, mesmo que o desperdício de plástico seja drasticamente reduzido”, ela disse.

“As fases de extração, fabricação e uso de recursos geralmente dominam os impactos ambientais da maioria dos produtos. Portanto, a redução no consumo de materiais é sempre preferível à reciclagem, uma vez que a necessidade de produção adicional é eliminada”, finaliza.

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*Conteúdo original de Jim Erickson para o site Michigan News, da Universidade de Michigan. Traduzido e adaptado pela equipe Mundo do Plástico.