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Criatividade: habilidade do futuro para gestores industriais

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Você sabia que a criatividade é uma das habilidades (softskills) destacadas pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório “The Future of Jobs”? Ao lado dos pensamentos crítico e analítico, e da capacidade de resolver problemas complexos, ela é uma das habilidades mais importantes para profissionais no contexto da indústria 4.0. Mas por quê? Como ela pode ser desenvolvida?

A criatividade para profissionais 4.0

Ter criatividade é ter capacidade para inventar e criar algo novo. É o fomento a ideias originais, o que é muito visado por recrutadores do mercado de trabalho. Quando falamos de profissionais da indústria 4.0, a criatividade é, sem dúvida, uma das habilidades muito visadas. E isso tem um motivo: criatividade e inovação são intimamente conectadas.

A inovação industrial vem ganhando espaço exponencialmente devido às transformações digitais. São profissionais criativos que têm maior capacidade de percorrer esses novos caminhos e liderar esse processo. São eles os responsáveis por alavancar o nome de uma indústria em seu segmento de atuação com o pioneirismo.

Isso porque profissionais 4.0 são criativos e não tem medo do fracasso. Sabem que “tentativa e erro” estão ligados e são o meio para a inovação. Estão em constante busca pelo conhecimento e o utilizam de forma a encontrar novas saídas.

Sem dúvidas, existe uma razão para a criatividade ser uma habilidade destacada pelo Fórum Econômico Mundial. Ligada a originalidade e adaptabilidade, resolução de problemas, compreensão e discernimento, ela aprimora outras habilidades do profissional.

Por si só, esse já seria um motivo para desenvolver a criatividade. Mas existem outros.

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Motivos para desenvolver a criatividade

Marta Simone, coach e consultora de criatividade, idealizadora da Coach Criativo – Criatividade nos processos de Coaching, traz 3 principais motivos para desenvolver a criatividade:

“Em primeiro lugar, porque em um mundo cada vez mais complexo, em que as mudanças ocorrem em um ritmo mais intenso e rápido, e a palavra de ordem é ‘inovação’, a demanda por ‘soluções criativas’ e inovadoras cresce assustadoramente. Indivíduos que possuem essa habilidade desenvolvida, indubitavelmente, asseguram um lugar de destaque em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo”.

Além da demanda por soluções criativas, Marta acredita que com a chegada da Indústria 4.0 e do conceito de fábricas inteligentes (automação elevada à máxima potência e robôs assumindo funções complexas e atuando em níveis operacionais e elaborados) há um novo desafio para a indústria: a exigência de um novo perfil de profissionais e gestores altamente qualificados para lidar com processos ágeis.

Ela explica que um ambiente de trabalho híbrido e inovado pede grande flexibilidade: “vários estudos demonstram que flexibilidade, adaptabilidade e grande capacidade de combinar ideias são características de Indivíduos considerados ‘criativos’. Portanto, desenvolver tais características que compõem o ‘Perfil Criativo’ será questão de sobrevivência para os gestores dentro desse novo cenário”.

Por fim, Marta ainda chama atenção que a criatividade é uma habilidade que integra o “genuinamente humano”, que nos diferencia das máquinas.

Desenvolvendo a habilidade do futuro em gestores de indústria

A valorização da criatividade como habilidade do futuro merece toda atenção dos gestores de indústria. Se há uma demanda por soluções inovadoras e criativas, é preciso atendê-la. Mas como desenvolver a criatividade para atender à indústria 4.0?

No lado dos profissionais, Marta destaca que eles “devem explorar e exercitar continuamente ações e atitudes que possam ajudar a desenvolver o pensamento criativo, como por exemplo, realizar atividades inusitadas e diferentes em seu cotidiano, buscar mais de uma solução para o mesmo problema, ou até mesmo matricular-se em um curso em uma área completamente diferente da sua área comum de atuação”.

Já no lado das empresas, elas deverão criar um ambiente propício ao desenvolvimento da criatividade, e isso deverá integrar a cultura e o clima organizacional. Se o profissional não tiver liberdade para criar e experimentar o novo (“licença para errar”) é impossível estimular o processo criativo. Não à toa, é possível notar indústrias criando laboratórios específicos de criatividade e inovação.

Além disso, a indústria pode investir na própria capacitação criativa de seus gestores e profissionais que já tenham um perfil mais curioso.

A criatividade é uma das soft skills mais importantes e valorizadas no mercado de trabalho atual. Na indústria 4.0, ela deve ter espaço para ser exercida e fomentada, pois pode ser a chave para a inovação que colocará a empresa em outro patamar.

Falando em inovação, você sabe por onde começar a transformação digital nas PMEs?

Home office e a segurança da informação na indústria

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O trabalho remoto na indústria não era tão adotado quanto é atualmente. A pandemia do novo coronavírus modificou as relações de trabalho e deu mais destaque ao necessário home office. Com isso, a preocupação com a segurança da informação na indústria aumentou exponencialmente. Afinal, só em 2020, o Brasil já foi vítima de mais de 3,4 bilhões de ataques cibernéticos.

Isso só nos mostra a necessidade de adotar práticas efetivas para a segurança da informação na indústria. Acompanhe.

Trabalho remoto e a segurança da informação na indústria

A adaptação à nova realidade foi necessária, mas pegou de surpresa muitas indústrias. Aquelas que não estavam no caminho da inovação digital certamente tiveram mais dificuldade para se adaptar. E esse é um grande perigo quando o assunto é segurança da informação na indústria.

Luan Prado, Head of Solutions da Populos, especialista em soluções de end-user computing, infraestrutura e cloud, destaca alguns exemplos de ameaças que expõe a segurança dos dados da indústria: VPN tradicional, computadores sem as devidas proteções e acesso a redes desconhecidas.

Para ele, existem algumas práticas para resolver a questão, como “garantir que os dispositivos e o meio de acesso sejam componentes neutros, assegurando a integridade das informações, sem esquecer, é claro, da experiência e produtividade dos funcionários”.

Dicas para segurança da informação na indústria em home office

Entendendo a necessidade geral de se adotar práticas para garantir a segurança da informação na indústria, apontamos a seguir 5 dicas que podem diminuir as chances de sua infraestrutura ser vítima de ataques cibernéticos.

Defina os dispositivos a serem utilizados

O gestor da indústria deve pensar, junto à equipe, qual computador ou outro dispositivo será utilizado no home office. Isso é importante, porque a escolha define os procedimentos de segurança que devem ser tomados. Será preciso ter cuidado com a rede de internet utilizada, por exemplo. O profissional também deverá ser alertado e treinado sobre o uso e atualização de softwares, como firewalls e antivírus.

Assim que o dispositivo voltar ao ambiente de trabalho, ele deverá ser novamente verificado.

Monitore o tráfego

A segurança da informação na indústria depende diretamente do monitoramento do tráfego dos dados. O trabalhador remoto pode acessar servidores desconhecidos ou baixar arquivos de fontes estranhas, o que aumenta a vulnerabilidade.

Por isso, utilizar e instalar programas específicos nos equipamentos dos funcionários para monitorar o tráfego é importante.

Luan Prado também faz a ressalva que a delimitação de um perímetro digital seguro não contempla somente ferramentas de acesso remoto, colaboração e proteção. Ele destaca: "devemos nos preocupar também com a análise proativa de toda a infraestrutura. Afinal, do que adianta toda a segurança, se não tivermos visibilidade do que está acontecendo? Uma boa ferramenta de análise é fundamental para garantirmos que as políticas e regras de segurança do negócio, estejam sendo exercidas, e principalmente, sendo eficazes”.

Utilize VPN

A VPN (Rede Privada Virtual) integra dispositivos remotos às redes corporativas de forma segura. É uma ferramenta imprescindível para garantir a segurança da informação na indústria. Ela permite o tráfego de dados de forma segura, de modo que o funcionário possa, remotamente, acessar a rede interna da empresa, com a segurança da criptografia em alguns casos.

Adote o armazenamento em nuvem

Salvar arquivos na nuvem é uma forma eficiente e segura de troca de arquivos digitais. O cloud computing, além de garantir a segurança da informação na indústria, prevenindo perda de dados, pode ser utilizada para restringir o acesso dos profissionais a certos arquivos. A tecnologia também é interessante para backups automáticos, o que também aumenta a segurança.

Conscientize funcionários, em especial quanto ao uso de dispositivos móveis

O fator humano é um dos principais motivos dos vazamentos de dados. A segurança da informação na indústria depende, assim, da conscientização de funcionários, especialmente em home office. Longe das dependências das empresas, eles podem “relaxar” em relação à boas práticas.

Isso é especialmente importante para dispositivos móveis, que demandam cuidados especiais. Para o caso de roubo ou extravio, é interessante adotar o backup de todo o dispositivo em nuvem, e o controle por MDM (Mobile Device Management).

Essas dicas para a segurança da informação na indústria podem diminuir a vulnerabilidade da empresa quanto a ataques cibernéticos. No entanto, os trabalhadores de home office e os presenciais devem estar cientes das boas práticas fundamentais para a cibersegurança.

Você já adota alguma dessas práticas em sua indústria? Conte para a gente sua experiência!

Empresas contribuintes do INSS e a recuperação de indébitos tributários

empresas contribuintes do INSS

É notório que o sistema tributário brasileiro é caracterizado pelo elevado grau de complexidade e burocracia para as empresas. Entre as principais características, temos a extrema desigualdade entre os setores econômicos, a regressividade e, ainda o forte estímulo à guerra fiscal entre os estados.

Lembramos que alguns temas, como a redução de encargos sobre a folha de pagamentos,  sempre foi eleita por empresários, executivos e pelos dirigentes sindicais como a principal prioridade a ser tomada pelo poder público para aumentar a competitividade, no caso específico, a competitividade do setor plástico, considerando que em um sistema econômico que detém uma taxa tão alta de desemprego, o salário não deveria ter tantos tributos, o que resulta no total desestímulo à contratação.

Em junho de 2018, foi publicada a Lei nº 13.670/2018, que trouxe diversas alterações na legislação tributária, principalmente em relação à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) – desoneração da folha – reonerando alguns setores e também impedindo que determinados setores aderissem à sistemática da CPRB, dentre as quais destacamos os seguintes setores: (i) diversos de origem animal, inclusive pescados; (ii) alimentares dos capítulos 16 e 19 da TIPI; (iii) de origem mineral e vidros; (iv) da indústria química e farmacêutica; (v) produtos plásticos, de borracha, derivados da celulose e cerâmicos; (vi) alguns produtos de metal, inclusive algumas máquinas; e (vii) instrumentos médicos e ortopédicos.

Devido às restrições trazidas pela legislação, diversos setores da economia que tiveram a folha de salários reonerada e retomaram as contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS sobre a folha de pagamento com alíquota de 20%.

Para amenizar os impactos trazidos aos setores destacados acima, obrigatoriamente cabe-nos trazer, para discussão e entendimento, algumas possibilidades de redução referente à carga tributária incidente sobre a folha de salários, considerando as contribuições fiscais e parafiscais incidentes.

SISTEMA S

Contribuição Parafiscal ao INSS Terceiros, onde há possibilidade de recuperar os valores pagos indevidamente em relação a contribuição parafiscal ao INSS Terceiros (Sistema ‘S’), em decorrência da utilização de uma base de cálculo indevida, ou seja, considerar de forma incorreta o total da folha de salários do contribuinte como base para esta contribuição parafiscal.

As considerações acima estão baseadas nos entendimentos dispostos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julgou e pacificou em abril de 2020, especificando que a base de cálculo correta das contribuições ao Sistema "S" deve ser limitada ao teto de 20 (vinte) salários mínimos, conforme os termos do art. 4º da Lei nº 6.950/81.

CP PATRONAL

Contribuição Previdenciária Patronal ao INSS, onde há possibilidade de recuperar os valores pagos indevidamente em relação a Contribuição Previdenciária Patronal ao INSS, ), em decorrência da utilização de uma base de cálculo indevida, ou seja, desconsiderando a redução desta  base de cálculo a devida exclusão do valor pago pelos empregados à Previdência (INSS Retido Empregados).

Uma a recente decisão do TRF3/SP concedeu uma sentença favorável ao contribuinte, relacionada a redução da base de cálculo da Contribuição Previdenciária Patronal, devido ao desconto do valor pago pelos empregados à Previdência (INSS Retido Empregados).

Esta sentença trouxe em suas considerações o que o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia decidido em 15 de março de 2017, seguindo a linha do leading case do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS – Recurso Extraordinário nº 574.706 574.706/PR, que definiu ser inconstitucional a incidência de um tributo sobre outro tributo, analisado em repercussão geral.

VERBAS INDENIZATÓRIAS

Contribuição Previdenciária Patronal ao INSS, onde há possibilidade de recuperar os valores pagos indevidamente, pois muito se discute acerca do recolhimento indevido desta contribuição incidente sobre algumas verbas trabalhistas que possuem caráter indenizatório, comumente denominadas verbas indenizatórias.

Dentre as questões suscitadas relacionadas as denominadas verbas, há algumas que já possuem entendimento pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça, de que não devem compor a base de cálculo da contribuição previdenciária patronal.

Todo o fundamento relacionado a questão, baseia-se na Lei da Seguridade Social nº 8.212/91, que prevê que a Contribuição Previdenciária Patronal ao INSS deverá incidir sobre remunerações dos empregados destinadas a retribuir o trabalho e que representem ganhos habituais, características que não são encontradas nas mencionadas verbas.

Face aos temas apresentados e considerando os impedimentos trazidos pela Lei nº 13.670/2018, cabe aos empresários do setor, observarem e avaliarem as possibilidades relacionadas à recuperação dos valores pagos indevidamente nos últimos 05 (cinco) anos, também passarem a realizar o correto cálculo relacionados aos períodos futuros, o que certamente representaria reduções significativas sobre os dispêndios de caixa necessários para o pagamento das referidas contribuições previdenciárias (fiscais e parafiscais).


*Rogério Lara é Sócio-Diretor da TAG Brazil. Formado em Direito, atuando nas áreas de consultoria tributária, financeira, incluindo reestruturação societárias, revisões fiscais, levantamentos de créditos fiscais, especializando-se na área de impostos indiretos.

Líder 4.0: o novo gestor para o setor do plástico

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Qual o papel e a importância do líder 4.0 no setor do plástico?

Em 2011, na Alemanha, apareceu o conceito de Indústria descrevendo o foco na customização da produção. Os documentos publicados pela ACATECH (Academia Alemã de Ciência e Engenharia) orientaram a caminhada para a Manufatura Avançada.

A ideia é simples: automação, robótica e tecnologias avançadas se unem para uma grande mudança da esfera da produção industrial. Essa modernização, que envolve transformação digital e de conceitos, está cada vez mais acessível para as indústrias brasileiras.

Essas mudanças devem ser orientadas por uma liderança adequada, que é indispensável para a implantação e o sucesso das tecnologias e das equipes. Por isso, apontamos, neste e-book, um breve panorama da era 4.0, seu impacto no setor do plástico, bem como a atuação do líder 4.0. nesses novos tempos.

Faça o download gratuito do e-book "Líder 4.0 - O novo líder para o setor do plástico"!