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Articles from 2018 In November


De planejamento a controle de qualidade: veja processos que precisam de uma gestão especial

Processos que demandam gestão especial na indústria do plástico; confira

Assim como ocorre em outros segmentos da indústria nacional, o setor do plástico tem o desafio de agregar cada vez mais tecnologia e inovação para seguir crescendo (conforme dados oficiais, a produção física das empresas do setor chegou à marca de 6,13 milhões de toneladas em 2017), produzindo mais e gastando menos. Para isso, contudo, os gestores precisam se atentar para processos que, se bem desenvolvidos e estruturados, podem fazer toda a diferença nos resultados futuros. Confira.

Planejamento de produção na indústria do plástico

Este é o primeiro passo para uma boa gestão e para alcançar resultados positivos. Dentro dessa organização inicial, é necessário levar em consideração recursos físicos, humanos e materiais e relacioná-los com os critérios de turnos, horas úteis e prazos negociados.

Em relação ao material a ser trabalhado dentro dessa indústria, Paulino Francischini, coordenador do MBA em Gestão da Produção pela Fundação Vanzolini,  faz um alerta importante. “Dentro do planejamento, deve-se constar a aquisição de matéria-prima de fornecedores selecionados,  que atendam às especificações requeridas. Igual cuidado é necessário para insertos metálicos e não metálicos usados em projetos injetados”, pontua.

Além disso, também é preciso prever manutenções preventivas do equipamento, de modo a evitar desgastes e problemas que possam parar por completo a produção.

Apontamentos online

Quando falamos de processos nas indústrias do plástico em um período no qual a Manufatura Avançada (Indústria 4.0) está se fazendo presente no mercado brasileiro com maior intensidade, os apontamentos online são bastante importantes, pois irão garantir um controle mais assertivo – e em tempo real – das atividades produtivas, permitindo, dessa forma, que o gestor visualize, analise e tome decisões seguras a respeito de sua planta, podendo, inclusive, prever as paradas necessárias, onde a produção está andando mais devagar ou mais rápido, etc.

Processo de execução

Após planejar e monitorar, com o uso, preferencialmente, de ferramentas online, chega o momento da execução.

“99% do tempo entre o pedido recebido e a entrega do produto para o cliente é desperdiçado em transporte, inspeção, armazenamento e espera. Somente 1% desse tempo é gasto com operações em que o cliente recebe o produto e paga por ele. Dessa forma, o gestor deve prestar atenção nos desperdícios que geram custo, mas não geram valor para o cliente”, ressalta Francischini.

Estoque

Deixado, por vezes, em segundo plano nos processos das indústrias do plástico, o controle de estoque é fundamental para garantir uma boa operação e gestão eficiente. Quando estão altos, eles consomem o capital de giro da empresa. Afinal, a matéria-prima e a amortização do investimento já foram pagos e, nesse caso, não geram receita. Além disso, ocupam espaço na fábrica, atrapalham a movimentação, ficam obsoletos e se deterioram com o tempo, o que gera grandes prejuízos.

Controle de qualidade

Os defeitos também devem ser olhados com atenção nos processos produtivos da indústria do plástico. “Mesmo que se reaproveite o material de um produto não conforme, a mão de obra e o gasto com equipamento e energia não podem ser reaproveitados. Portanto, deve haver controle adequado dos processos para permitir a redução de defeitos”, conclui o coordenador do MBA em Gestão da Produção pela Fundação Vanzolini.

Os processos citados acima têm recebido a devida atenção na sua empresa? Compartilhe a sua experiência conosco. Deixei sua Deixe sua mensagem no campo de comentários abaixo.

Fontes alternativas de energia para a indústria; confira

Fontes de energia alternativas para a indústria; confira

Como já dissemos outras vezes por aqui, a energia elétrica é um insumo fundamental para o funcionamento das indústrias. Contudo, o custo para tê-la tem ficado “salgado”, principalmente para as pequenas e médias empresas, o que impacta não somente no desempenho da indústria nacional, mas também nos investimentos no setor e na competitividade do Brasil em relação aos demais países.

Por isso, olhar com mais atenção para as fontes alternativas de energia é cada vez mais necessário. Confira, a seguir, um pouco mais sobre as três opções mais comuns atualmente.

Energia fotovoltaica (produzida a partir de luz solar)

O processo de conversão da energia solar em energia elétrica utiliza células fotovoltaicas, normalmente, feitas de silício ou outro material semicondutor.

Quando a luz solar incide sobre uma célula fotovoltaica, os elétrons do material semicondutor são postos em movimento, gerando, assim, a eletricidade.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) atua em duas vertentes para difundir a energia solar no Brasil: uma é a geração distribuída e a outra são os leilões para comprar energia solar de forma centralizada.

Energia eólica (produzida a partir do vento)

Em uma usina de energia eólica, aerogeradores permitem o aproveitamento dos ventos para gerar eletricidade por meio de pás, que se movimentam e propulsionam um rotor, conectado a um eixo, que move um gerador elétrico.

Uma engrenagem multiplica a velocidade o suficiente para garantir energia para a geração da eletricidade, que desce da torre por cabos que vão até a rede de transmissão.

Biomassa

Consiste em materiais de origem orgânica que são, geralmente, desperdiçados em processos industriais.

Existem projetos que utilizam o bagaço da cana-de-açúcar como combustível e outros que produzem energia a partir da queima da casca do arroz e dos resíduos da indústria do papel.

O biogás e o biometano, obtidos por meio da decomposição de matéria orgânica, são outros exemplos de biomassa que podem ser utilizadas na produção de energia.

Economia como fonte de energia

Apesar dos altos custos com energia elétrica, a maioria das empresas do setor industrial brasileiro continua a utilizar equipamentos antigos que demandam maior consumo de energia, além de desperdiçar o recurso durante os processos de produção.

Diante disso, entender a importância da eficiência energética é fundamental para o futuro da indústria de qualquer setor. “O grande desafio das empresas no momento é buscar, também, uma maneira mais econômica e eficiente de usar o recurso. Afinal, quando não se tem dinheiro, você precisa aprender a usar melhor o que já tem”, André De Dominicis, especialista em eficiência energética na indústria.

Feiras de negócios: potencialize os resultados da sua empresa

Feiras de negócios: como potencializar os resultados da sua empresa?

As feiras de negócios B2B (business to business ou, em tradução livre, empresa para empresa) conseguem levar as empresas do setor do plástico a um novo patamar. E, independentemente do momento econômico ou político do país, elas dão suporte à promoção de uma marca (assim como de seus produtos/serviços), além de ampliarem o conhecimento sobre as tendências do mercado e facilitarem a geração de novos contratos.

Mas para que as empresas explorem ao máximo o potencial desses eventos, planejar cada detalhe com a antecedência necessária e saber como mensurar os resultados proporcionados pela sua participação na feira é fundamental.

Pensando nisso, preparamos dois materiais especiais com dicas importantes sobre isso. Vale a pena conferir. Boa leitura!

Como mensurar os resultados da sua empresa em uma feira de  negócios?

Check-list para participação em feiras de negócios

Sistemas robotizados na aplicação de rótulos no interior do molde: confira as vantagens

Sistemas robotizados na aplicação de rótulos no interior do molde: confira as vantagens

Um estudo da IFR (Federação Internacional de Robótica) prevê que, até 2019, 3.500 novas unidades de robôs sejam adquiridas pela indústria brasileira – e isso levando em consideração o número de 1,8 mil robôs que existiam no mercado até 2016. A ideia é que eles sejam utilizados em diversas frentes e mudem pra valer a forma de produzir. Um exemplo são os sistemas robotizados na aplicação de rótulos no interior do molde, que ocorre por injeção.

Vale lembrar que esse processo é conhecido como multilabel e consiste na colocação de rótulos plásticos em polipropileno dentro do molde. A partir disso, o plástico solda o rótulo, que fica fundido, tornando-o, assim, parte integrante do produto.

O procedimento já existe há vários anos, entretanto, nas últimas duas décadas, houve uma ampliação do seu uso, conforme explica Luiz Galvão Gomes, diretor comercial da Dal Maschio Brasil.

“A primeira impressão que fiz com multilabel foi na década de 1990. Depois, nos anos 2000, essa tecnologia migrou para o setor de baldes, embalagens, etc. Hoje, o principal mercado é o setor de embalagens. O processo vem amadurecendo aqui no Brasil, tanto que  temos várias gráficas que imprimem rótulos de boa qualidade, o que há 15 anos não existia”, comenta.

Funcionamento do processo de aplicação de rótulos com sistemas robotizados

O processo de aplicação de rótulos no interior do molde com sistemas robotizados funciona com o uso de eletrostática. O robô busca, com uma garra especial, em uma pilha de rótulos, aquele que deve ser aplicado no interior do molde e o conduz até o local de aplicação. Ao encostar o rótulo na parede do molde, ocorre um processo de descarga elétrica, que varia de 10 a 25 mil volts. Como o molde é aterrado, ele fica polarizado, e o robô liga o vácuo, grudando por atração o rótulo à parede do molde.

“Essa é a tecnologia mais usada, e a vantagem é que não precisa fazer modificações no molde para poder decorar a montagem do rótulo na cavidade, ela fica aderida pela carga eletrostática no molde. Sem a carga, no entanto, o robô consegue extrair a peça do molde sem dificuldades”, destaca o diretor comercial da Dal Maschio Brasil.

Cabe ressaltar que, para cada automação, há sistemas robotizados diferentes, podendo ser cartesianos ou de entradas laterais. “Se você colocar o rótulo em uma peça, ou em um molde que decora toda a volta do produto, você deve utilizar uma tecnologia de garra. Mas se você for fazer uma peça plana, deve usar outro tipo de garra, completamente diferente em função de onde o rótulo será colocado no produto, do tempo de ciclo, etc.”, explica.

Vantagens dos sistemas robotizados na aplicação de rótulos com sistemas robotizados

A principal vantagem dos sistemas robotizados nesse processo é que o produto sai pronto da injetora – não é preciso esperar que a peça fique pronta para o operador rotulá-la. Além disso, há menos mão de obra envolvida, pois o sistema de produção da peça e de colocação do rótulo no interior no molde é o mesmo e demanda menos tempo de fabricação, o que gera, consequentemente, maior produtividade.

Além disso, devemos ressaltar a qualidade do produto, visualmente mais interessante, uma vez que o rótulo fica fixo, sem o risco de se descolar do produto.

“Com os sistemas robotizados, você coloca a sua marca na peça e consegue ter uma flexibilização de produção, sem demanda de mão de obra”, conclui Luiz Gomes da Dal Maschio Brasil.

Você já conhecia os sistemas robotizados na aplicação de rótulos no interior do molde? O que achou das suas vantagens? Deixe sua mensagem nos comentários.

Como fazer um bom atendimento ao cliente?

Não é novidade dizer que o bom atendimento ao cliente é fundamental para o sucesso de qualquer empresa, principalmente em feiras de negócios como a Plástico Brasil. Nós separamos algumas dicas especiais para você deixar sua equipe muito bem preparada para isso. Assista agora e confira!

Por que a construção de uma marca é tão importante?

Como você gostaria que a sua marca fosse vista no mercado?  Pensar em uma estratégia que defina o posicionamento e os valores da sua empresa é fundamental para estreitar ainda mais a relação que você tem com os seus clientes. Quer saber como a Plástico Brasil pode te ajudar com isso? Assista ao vídeo e confira!

Diferentes tipos de moinhos para reciclagem de plásticos; confira

Diferentes tipos de moinhos para reciclagem de plásticos; confira

Os moinhos para reciclagem de plásticos estão entre os equipamentos mais utilizados pelas empresas do ramo e não é pra menos: suas lâminas conseguem cortar e triturar muito bem os materiais, deixando-os prontos para serem reciclados.

Além disso, o maquinário garante a otimização do processo, assim como um ambiente laboral mais seguro para o trabalhador, visto que, de modo geral, os modelos mais modernos de moinhos operam de modo mais silencioso e alguns deles contam com um sistema que elimina o pó gerado pela atividade.

Moinhos para reciclagem de plásticos: o que levar em consideração?

Atualmente, diversas empresas fabricantes priorizam alguns itens técnicos na hora de escolher esse tipo de maquinário, como a facilidade de limpeza, a redução do nível de ruídos e os mancais externos à câmara de moagem, como uma forma de eliminar por completo os riscos de entrada de materiais indesejáveis nos rolamentos e permitir a moagem com água e a adequação às normas de segurança.

“Em empresas como a nossa, os equipamentos são fabricados e fornecidos integralmente em conformidade com todas as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, principalmente no que se refere à Norma  NR.12 e NBR.15107, de segurança em relação aos moinhos. Eles também seguem sempre com 'análise de risco' e 'Art', elaborados por engenheiros externos homologados, e com anuência e recolhimento junto ao CREA”, garante Moacir Junqueira, consultor comercial da Rone Moinhos.

Entre os tipos de equipamentos para reciclagem de plásticos fabricados pela empresa estão: moinhos de lâminas de “baixa e alta rotação”, de “bocais alongados”, “moinhos com cabines” para diminuição do nível de ruídos, “moinhos de refiles”, além de uma variedade de projetos especiais para atendimento de necessidades exclusivas do processo do cliente.

“O sistema patenteado de três lâminas rotativas e uma fixa permite, com grande facilidade, a substituição de peneiras sem a necessidade de se retirar um único parafuso, pois elas são encaixadas por pressão, simplificando muito o trabalho, a manutenção e a limpeza. Essa facilidade de operação é ideal nos casos em que o cliente precisa processar diferentes tipos de materiais e/ou diferentes cores, pois o tempo de limpeza é bastante inferior”, explica o consultor.

Tipos de moinhos para reciclagem de plásticos

Entre os tipos de moinho mais comuns, destacam-se:

Moinhos de baixa rotação

São aqueles que apresentam um sistema de rotor de baixa velocidade. Pode ser alimentado manualmente, por esteira ou via robô. Esse tipo de moinho é recomendado para atividades de recuperação de sobras e não deve ser utilizado para triturar materiais de grande porte.

Moinhos de média rotação

São os moinhos com sistema de rotor de média velocidade. Utilizados para o reaproveitamento de restos, aparas e sobras de plástico em geral.

Moinhos de alta rotação

São os moinhos para reciclagem de plásticos que, normalmente, são indicados para o processamento de grandes volumes e diversos tipos de materiais plásticos. Por isso, geralmente, são as opções recomendadas para empresas de reciclagem e centrais de moagem com utilização de várias máquinas injetoras, extrusoras, sopradoras, etc.

Moinhos para projetos especiais

Além dos “moinhos padrão”, há também os para projetos especiais, como os específicos para moagem de tubos de grandes dimensões, para moagem de grandes volumes de bombonas, para moagem de chapas termoformadas em linha, no ritmo que são liberadas pela termoformadora, entre outros.

Você utiliza algum desses tipos de moinhos para fazer a reciclagem de plástico? Deixe sua mensagem nos comentários e até a próxima.

 

Veja tendências de tecnologias em masterbatches para o mercado

Veja tendências de tecnologias em masterbatches aplicadas no mercado

Utilizados para dar cor às peças produzidas na indústria do plástico, os masterbatches – concentrado de cores resultante da mistura de pigmentos e aditivos – estão em alta no mercado devido, principalmente, à crescente demanda por plásticos coloridos utilizados em produtos de uso final, como embalagens e bens de consumo, o que abre espaço para o lançamento de novas tecnologias.

Vale lembrar que o emprego desse recurso na indústria permite uma redução palpável dos materiais utilizados e, consequentemente, uma significativa economia de estoque e de custos operacionais. Apesar disso, existem demandas distintas em cada região. No estado de São Paulo, por exemplo, a necessidade é por tecnologias em masterbatches para aplicações em multifilamentos, enquanto no Sul, há uma grande demanda por fios “não-tecidos”, assim como uma grande procura por masterbatches especiais para empresas automotivas e de eletroeletrônicos, que também é percebida em todo o Sudeste.

Já no Nordeste e Centro-Oeste, nota-se que uma grande parcela da aplicação desses concentrados fica por conta dos filmes para embalagens.

Tendências entre as tecnologias em masterbatches

As tecnologias em masterbatches têm apresentado diversas soluções para atender às diversas necessidades existentes no Brasil. Um bom exemplo disso são os concentrados indicadores de índice UV e os térmicos.

“O masterbatch com índice UV, recomendamos para o uso em lugares abertos nos quais a incidência de raios UV mereça atenção, como, por exemplo, a aplicação em braceletes para crianças usarem ao brincarem ao sol. Dependendo da intensidade dos raios UV, o bracelete mudará de cor, e os pais, fazendo contato visual, saberão quão forte os raios estão para seus filhos naquele local”, destaca Christian Braun, diretor da Macroplast.

Já os masterbatches térmicos são separados em dois: termocrômicos e termosensíveis. O primeiro tipo muda de cor para indicar temperaturas negativas, o segundo, por sua vez, tem sua tonalidade alterada para registrar temperaturas positivas. Braun enfatiza suas indicações para escolha.

“O máster termocrômico pode ser usado por termoplásticos que serão acondicionados em frigoríficos e congeladores, como um pote de sorvete, um Tupperware, etc. Já o máster termosensível, em termoplásticos que entrarão em contato com calor, como forno e fogão, forno micro-ondas, cabos e fios elétricos, etc.”, pontua.

Dessa forma, o masterbatch apresenta uma variedade crescente de produtos que agregam efeitos especiais, como pigmentos perolados, metalizados, policromáticos e fluorescentes às peças plásticas. Outra tendência é o uso de materiais feitos a partir de fontes renováveis e biodegradáveis, focados, principalmente, na redução do impacto ambiental.

A eliminação do uso de pigmentos com metais pesados, como cádmio, cromo e chumbo, substituindo-os por pigmentos e corantes orgânicos de ótimo desempenho, tornam o masterbatch uma solução sustentável e requisitada em um mercado cada vez mais preocupado com os impactos produtivos no meio ambiente.

Qual sua opinião sobre o  mercado de masterbatches? Compartilhe conosco no campo de comentários abaixo e até a próxima!

Confira as oportunidades criadas na relação entre indústrias do plástico e startups

Confira as oportunidades criadas na relação entre indústria do plástico e startups

As startups estão modificando o setor industrial brasileiro diante da busca cada vez maior por agilidade nos processos produtivos e no desenvolvimento de novas soluções. E na indústria do plástico, isso não é diferente.

Existem, atualmente, startups focadas na criação de soluções para empresas do segmento, que têm se mostrado cada vez mais abertas a essa interação por encontrarem nesse tipo de negócio opções capazes de resolver seus gargalos e oportunidades para o lançamento de produtos diferenciados.

A seguir, conheça dois exemplos de negócios provenientes dessa relação:

1. Polen

A startup brasileira Polen oferece uma solução para as indústrias se adequarem à Lei de Logística Reversa (Lei 12.305/10). A regulamentação estabelece que a indústria responda pela reinserção em cadeias produtivas de 22% dos resíduos das embalagens colocadas no mercado. E a startup, por sua vez, além de facilitar a reinserção desse material por meio de uma ampla gama de compradores de resíduos cadastrados em sua plataforma, dá às empresas a possibilidade de adquirir créditos de logística reversa.

Renato Paquet, diretor do comitê de Cleantech da ABStartups e fundador da Polen, afirma que,“apesar de a relação ser tímida, a interação entre indústria do plástico e startups já ocorre com qualidade em terras brasileiras.”

Ele explica, ainda, que as as empresas do setor repassam para a Polen os resíduos  plásticos. Com isso, cabe a ela fazer a comercialização do material, podendo ficar com 10% de tudo que é vendido.

Segundo Paquet, outro exemplo a ser citado é“a Boomera, que faz a logística reversa da Dolce Gusto (Nestlé) e da Johnson e Johnson”, comenta.

2. Braskem Labs

Luiz Gustavo Ortega, gerente de desenvolvimento sustentável e líder do Braskem Labs, afirma que “a própria Braskem tem como objetivo fortalecer internamente o desenvolvimento tecnológico com o propósito de se manter competitiva no mercado. Por isso, adota uma nova abordagem para a criação de produtos, com base em plataformas de inovação, pipelines e gestão de portfólio de projetos, visando apoiar e impulsionar empreendedores cujas propostas ajudem a melhorar vidas por meio da química e do plástico. Assim, a empresa criou, em 2015, o Braskem Labs, plataforma composta por três programas de incentivo ao ecossistema empreendedor: Ignition, focado em aceleração de startups early-stage; Scale, que acelera empresas com soluções já validadas; e Challenge, que busca por startups que resolvam desafios internos da Braskem. Como resultado, muitas das empresas participantes já receberam investimento ou estão em conversas avançadas com investidores.

Projetos que integram a indústria do plástico e startups

Conforme ressalta Ortega, “a Braskem apoia negócios e startups que causam impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Em 2018, por exemplo, o programa contou com uma categoria especial para acelerar empresas que apresentassem soluções inovadoras para a redução da perda de alimentos, desde a produção até o pós-consumo. Com isso, participaram empreendedores que atuam em áreas como agropecuária, embalagens, reciclagem, transporte, varejo e consumo.”

Paquet, por sua vez, afirma que, na Polen, eles estão abrindo uma operação 100% dedicada, que visa a reinserção de materiais de produção e de reciclagem para resíduos complexos (contaminados ou  misturados com outros resíduos). “Nosso objetivo é poder separar esses resíduos e fazer a reciclagem do máximo possível. Enquanto isso, a Boomera já conta com um laboratório de inovação, no sentido de desenvolver pesquisa para uma empresa específica”, detalha.

O gerente de desenvolvimento sustentável e líder do Braskem Labs também cita seus projetos. “Na edição deste ano do Braskem Labs Scale, há exemplos interessantes de projetos de interação entre indústria do plástico e startups. Entre eles, está o TriCiclos, que atua no ecossistema completo das cadeias de produção, consumo e descarte, oferecendo soluções personalizadas de ponta a ponta com uma visão de negócios para todos os elos”, conta.

Outras oportunidades trazidas pela relação entre indústria do plástico e startups

Há diversos tipos de oportunidades que podem ser abertas a partir dessa interação. Entre elas, estão o desenvolvimento de:

  • Soluções para o problema das embalagens e de seu descarte incorreto no ambiente;
  • Alternativas para o reaproveitamento do material pós-consumo por meio da reciclagem de resíduos complexos;
  • Plataformas online de compra e venda de resíduos;
  • Sistemas de rastreabilidade que aproximam as organizações que precisam fazer a logística reversa de suas embalagens com cooperativas e recicladores;
  • Alternativas para agregar resíduos pós-consumo na fabricação de produtos plásticos.

O  que você achou dos exemplos e das oportunidades apresentadas sobre a interação entre a indústria do plástico e as startups? Deixe sua mensagem nos comentários e até a próxima!