Mundo do Plastico faz parte da divisão Informa Markets da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Sitemap


Articles from 2016 In November


Plástico: como a inovação aliada à sustentabilidade criou um dos produtos mais revolucionários da sociedade contemporânea

inovacao-plastico-brasil-abiquim

Você já deve ter notado que o plástico está presente nos mais diversos produtos que usamos diariamente sem ao menos percebermos sua grande importância em nossa vida. O que muitos nem imaginam é que, ao longo das últimas décadas, o plástico foi um dos materiais que mais contribuíram para a inovação em diversos segmentos, resultando em maior qualidade de vida para as pessoas. Basta lembrarmos das embalagens que protegem o alimento e aumentam o tempo de vida útil que mudaram para sempre os nossos hábitos alimentares, nos materiais descartáveis usados em hospitais que evitam o risco de contaminação, nos materiais que revestem os automóveis tornando-os mais leves e emitindo menos gases de efeito estufa e em materiais para edificações, que contribuem para uma maior eficiência energética e menor consumo de água. Isso sem mencionar a presença do plástico em eletrônicos, móveis, entre inúmeros outros produtos do nosso dia a dia. E nada disso seria absolutamente possível sem a química.

Os primeiros materiais de plástico surgiram no final do século 19, feitos a partir da celulose ou do carvão. Mas ao longo do século 20, os avanços tecnológicos proporcionados pela química criaram os plásticos moldáveis, consagrando definitivamente a aplicação deste material. Nos anos posteriores surgiram então, a partir do processo de polimerização, os chamados plásticos de engenharia, os termorrígidos e os termoplásticos: neoprene, poliéster, EPS (Isopor®), PVC (vinil), poliuretano, náilon, PET, teflon, silicone, polipropileno e polietileno. Com essa evolução tecnológica e automação dos processos, os produtos finais fabricados a partir desses materiais ficaram mais baratos e acessíveis aos consumidores.

Você talvez não saiba, mas para que todos esses avanços ocorressem, tanto a indústria química como a indústria de plástico também precisaram inovar em seus processos, tornando-os mais seguros e sustentáveis. E boa parte dessa evolução se deu com a ajuda do Programa Atuação Responsável®, iniciativa da indústria química brasileira e mundial, destinada a demonstrar seu comprometimento voluntário na melhoria contínua de seu desempenho em saúde, segurança e meio ambiente. Criado no Canadá em 1984, o Atuação Responsável chegou ao Brasil em 1992, implementado pela Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim.

Desde então, todas as empresas químicas associadas demonstram seu compromisso com a segurança e sustentabilidade seguindo os requisitos preconizados pelo programa. O resultado da iniciativa pode ser conferido, por exemplo, nos indicadores anuais de desempenho publicados pela Abiquim, com base nas informações fornecidas por seus associados relativas aos requisitos do sistema de gestão do Atuação Responsável. Entre 2006 e 2015, por exemplo, a indústria química reduziu em 43% a geração de resíduos em seus processos, consumiu 19% menos energia elétrica por tonelada reduzida, captou 36% menos água em seus processos, além de ser responsável pela redução de 29% da emissão de CO2 na atmosfera. Os dados mais que comprovam o comprometimento do setor em se tornar mais seguro e ter menos impacto à vida que o cerca. Todas as boas práticas implementadas não apenas geraram maior segurança aos trabalhadores, às comunidades e ao meio ambiente, mas a melhoria dos processos criou e continuará criando produtos cada vez mais inovadores e sustentáveis. O plástico é grande exemplo disso.

artigo-abiquim

Entenda como o desperdício de alimentos é combatido com uso de plástico

embalagem de plastico

O combate ao desperdício de alimentos é um dos grandes focos mundiais da indústria de alimentos. E, embora ainda esteja longe de ser equacionado, o problema pode ser minimizado com iniciativas simples, como a utilização de embalagens plásticas. Segundo a Plastics Europe, a associação dos fabricantes europeus de plásticos, o uso de embalagens plásticas pode reduzir a perda de alimentos em 30%. Essa é uma estatística fundamental frente ao tamanho das perdas, que segundo a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, atinge 1,3 bilhões de toneladas anualmente, a um valor de mercado de US$ 750 bilhões.

Herman Moura, presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) antecipa que não há dados oficiais no Brasil que remetam à pesquisa da Plastics Europe. Ainda assim, ele garante: a redução de desperdício de alimentos via embalagem está na pauta da indústria nacional. “A ABIEF apoia toda a iniciativa nesse sentido e sabemos que nossos associados buscam tecnologias e materiais que tenham um impacto positivo na preservação dos alimentos e na redução do desperdício”, assegura.

Iniciativas no mercado externo, assim, são atentamente acompanhadas pela entidade. É o caso da Save Food, um projeto da FAO, entre outras entidades, para desenvolver e promover soluções em embalagens que evitem o desperdício de alimentos em toda a cadeia produtiva. “Ele parte do princípio que há diversas formas e tecnologias a serem trabalhadas para alcançar este objetivo, seja em termos logísticos, de transporte, refrigeração, condições de armazenagem e manuseio do produto. A embalagem está presente em todas estas etapas e tem um papel estratégico.”

A diversidade, aliás, pode ser uma aliada nessa luta. Moura explica que, com a evolução dos materiais e processos para embalagens plásticas flexíveis, hoje existe nacionalmente “uma ampla gama de filmes específicos para alimentos. Dependendo do produto, há um filme ideal que garanta as propriedades do alimento, processado ou in natura.”

A principal resina utilizada pela indústria de embalagens flexíveis continua sendo o PEBDL (polietileno linear de baixa densidade), com um market share de 45%, seguida por PEBD (polietileno de baixa densidade), com 27% de participação, PP, com 16%, e PEAD (polietileno de alta densidade), com 11%. “Em maior ou menor grau, elas são usadas para embalar alimentos”, complementa o especialista.

Plastico_Infografico_industria de plastico

O plástico, desenvolvimento e sustentabilidade

plastico-brasil-coluna-miguel-bahiense-plastivida

footer23

Características como versatilidade, maleabilidade e durabilidade, além de serem 100% recicláveis, tornam os plásticos fundamentais à vida cotidiana e ao desenvolvimento social. Em suas diversas aplicações, esses produtos oferecem higiene, saúde, conforto e bem-estar, segurança, economia, praticidade, além de excelente custo-benefício.

Uma das principais funções dos plásticos é a de proteger. Os plásticos protegem o alimento que comemos, desde sua produção, passando pela estocagem, até a chegada à nossa mesa, através das embalagens. Está presente nos sistemas de abastecimento de água, assim como no saneamento básico, evitando doenças, como cólera, diarreia, esquistossomose.

E imagine a medicina sem os plásticos. O plástico é presente desde o simples curativo, passando pelos utensílios descartáveis (seringas e bolsas de sangue), até os cateteres, próteses e os modernos corações artificiais. É ele que garante higiene, proteção e o aumento da expectativa de vida da população.

Os plásticos também protegem o meio ambiente. Impedem, por exemplo, contaminações dos solos e lençóis freáticos e evitam erosões quando usados em forma de mantas e revestimentos. Presentes na arquitetura e construção, oferecem, além de melhor custo-benefício, redução de uso de energia, diminuição de desperdício entre outras vantagens.

Um exemplo disso a aplicação em janelas. O primeiro estudo brasileiro de ecoeficiência de janelas, realizado em parceria coma Fundação Espaço ECO®, mostra que a janela de PVC é mais ecoeficiente que a janela de alumínio, apresentando melhor desempenho ambiental em 10 das 11 categorias analisadas.

Também a redução do peso dos produtos e embalagens, obtida pelo plástico, fez com que a necessidade de combustível para seu transporte ficasse menor, o que gera menos emissões. Os próprios veículos tornaram-se mais leves com os plásticos e, assim, consomem menos combustíveis e reduz emissões. Um automóvel médio produzido no Brasil, por exemplo, leva cerca de 60 quilos de plásticos em sua composição.

Há outras aplicações em que os plásticos atuam a favor do meio ambiente. Nem todos sabem, por exemplo, mas as teclas do piano, que antigamente eram feitas com o marfim das presas de elefantes, hoje são de resina plástica. O material também substitui o couro de animais em diversas aplicações.

Isso sem falar na presença dos plásticos em computadores, tablets, aparelhos celulares, TVs, entre outros, democratizando o acesso às tecnologias.

Com essa atuação tão incisiva e relevante em nosso cotidiano, torna-se necessário um convívio harmonioso entre o consumo e o descarte dos plásticos em prol do meio ambiente e da sustentabilidade.

Em busca de estreitar a relação da sociedade com os plásticos, principalmente com o pós-consumo, a Plastivida e o Instituto Brasileiro do PVC têm atuado na disseminação da informação correta sobre as aplicações, as características e benefícios desses produtos, além de promover os 3Rs – Redução de desperdício, Reutilização e Reciclagem – para disseminar as boas práticas de consumo e descarte dos plásticos.

Nem todo mundo sabe, mas os plásticos são 100% recicláveis e a indústria da reciclagem no Brasil tem crescido ano a ano, gerando emprego e renda. Hoje, o País recicla cerca de 20% de sua produção de plásticos, mais do que a média da União Europeia e há perspectivas de incremento a essa atividade, a partir do aumento da coleta seletiva.

A educação ambiental é uma parte importante da mensagem que a indústria de plásticos vem transmitindo para toda a população. Porém, é a partir da responsabilidade compartilhada, ou seja, a ação conjunta da indústria, do consumidor e da gestão pública, que se chega ao desenvolvimento sustentável.

Especialista dá dicas de como otimizar um molde de peça plástica

molde para confecção de peça plástica

Para aumentar a eficiência do molde e melhorar a qualidade das peças de uma indústria de transformação plástica é necessário estar atento não só a problemas específicos da produção, como também a questões técnicas mais amplas que vão desde a escolha da matéria-prima, conservação  até manuseio do profissional.

Ronaldo Guedes Rosa Filho, professor do curso técnico em Plástico da ESATEC Educacional, explica que o aumento de produtividade passa por conhecimento, treinamento, técnica e contratação de profissionais habilitados, além de uma observação atenta ao tripé da produção de materiais poliméricos: o molde, a máquina e a matéria-prima.

Uma indústria plástica deve observar itens como cavidades intercambiáveis e disponibilidade de peças de reposição

Sobre o molde, o especialista recomenda atenção, além de dedicar atenção similar à da máquina, como seguir criteriosamente a manutenção conforme recomendações do fabricante, e estar atento à manutenção preditiva. “Acrescenta-se o cuidado especial com estoque e limpeza. Cabe, também, observar que, para alcançar excelente produtividade, é preciso ter cuidados desde a fase de projeto do molde.”

Assim, uma indústria transformadora de plástico deve observar itens como cavidades intercambiáveis, disponibilidade de peças de reposição e preocupações com set up, tais como posicionadores, engate rápido de mangueira e identificação de mangueira, entre outras técnicas.

Há, ainda a necessidade de preocupar-se com a matéria-prima. “Precisa ser de qualidade, de boa procedência com certificado de qualidade”, garante. “E ter muito cuidado com excesso de umidade, impurezas, parâmetros, além de dosar adequadamente máster e retorno e ter total controle de todas as fases do processo.

O professor, por fim, faz uma última e importante recomendação: “Para obter o sucesso esperado, só essa receita não basta. É imprescindível, indispensável, um corpo técnico, muito treinamento e disponibilidade de recursos. O técnico em plástico tem competência para gerenciar e atuar no processo, seguindo as recomendações, e garantir desempenho e produtividade máxima no processo”, finaliza.

Plastico_E-book-Reciclagem de Plastico

O perfil da indústria de reciclagem do plástico no Brasil

Indústria de reciclagem de plástico

Para as cerca de 11 mil empresas da indústria nacional de transformação de plástico, entre tantas e modernas possibilidades de ações sustentáveis, uma das mais antigas continua demonstrando vital importância para o setor: a reciclagem. É por meio dela que o plástico ganha duas características imprescindíveis: não se tornar nocivo ao meio ambiente e maximizar o lucro de uma empresa.

A aposta na reciclagem do plástico não se tornou apenas algo irreversível. É, também, uma garantia de boas oportunidades. “Em termos de vantagens, são várias e significativas, tanto para a indústria, quanto, e principalmente, para a sociedade”, resume Zeca Martins, diretor-executivo do Simplás (Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho).

No último balanço do setor, encomendado em 2012 pela Plastivida à MaxiQuim, verificou-se que a indústria nacional recicla mecanicamente 21% do total dos plásticos pós-consumo no país. O Brasil, assim, está à frente de países como Reino Unido (20%), França (19%), Finlândia (18%) e Grécia (17,6%).

A importância dessa estatística, no entanto, é ainda maior quando se observa os detalhes. Cada vez mais o plástico reciclado, segundo o estudo, conta com maior valor agregado. Assim, ele ganha destinação a segmentos com maior exigência técnica e de qualidade, como a indústria automotiva e de construção civil, o que resulta em uma considerável ampliação de seu valor comercial.

Em 2012, quando a Plastivida realizou o balanço, o Brasil tinha reciclado 684 mil toneladas do total de 3,26 milhões de toneladas de plástico pós-consumo gerado. O setor possuía, ainda, 762 recicladoras – boa parte estava concentrada em São Paulo (39%) e na Região Sul (36%) –, com capacidade instalada de 1,7 milhões de toneladas, e empregava diretamente 18,7 mil pessoas. Mais impressionante ainda foi o faturamento gerado por esse negócio: R$ 2,5 bilhões.

Quer saber mais sobre este assunto? Faça o download do e-book:

Oportunidades_Mini2

Plastico_infografico_Bioplastico