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Impostos verdes: como essa tendência pode afetar o Brasil?

Impostos verdes

O Brasil está iniciando um amplo debate sobre sistema tributário. Esta pode ser uma oportunidade para estudar as principais tendências tributárias do mundo. Um estudo detalhado publicado pelo TMF Group, fornecedor líder global de serviços de alto valor, mostra que a adoção de impostos ambientais está se tornando popular em diversas partes do mundo. Trata-se de uma forma de arrecadar dinheiro para combater as mudanças climáticas e tratar das principais questões ambientais.

O Relatório Contábil e Impostos, que compõe o Índice Global de Complexidade Corporativa, reuniu dados de 76 países. Entre outras informações, o estudo revela que o Japão, a Irlanda e outras nações estão cobrando impostos sobre produtos considerados "nocivos", como bebidas açucaradas, ou sobre produtos e materiais vistos como poluentes, como o combustível, que é tributado por seu conteúdo de carbono. 

Em 2002, a Irlanda introduziu uma taxa de € 0,15 sobre sacolas plásticas no ponto de venda, aumentando para 0,22 € em 2007. A iniciativa teve como objetivo reduzir a poluição por plásticos, principalmente no campo e ao longo da costa. Em 2001, os sacos plásticos descartados representavam 5% da poluição total do lixo. Esse valor havia caído para 0,13% em 2015. 

No Japão, os impostos sobre combustível, energia e automóveis são projetados para apoiar os objetivos ambientais. Os impostos ambientais se aplicam a todas as empresas que fazem negócios na França. As empresas que não cumprirem com isso receberão multas do Ministério do Meio Ambiente. Na UE, Noruega e Suíça, os “impostos ecológicos” são usados para financiar o descarte de lixo elétrico e eletrônico produzido por famílias e pela indústria.

Carga tributária e cenário nacional

“A adoção de impostos ambientais deve aumentar nos próximos anos. Os projetos de reforma tributária ainda não incluíram esse tipo de tributação. No entanto, as empresas brasileiras que planejam operar no exterior devem estar atentas às tendências tributárias destacadas pelo Relatório de Contabilidade e Impostos do Índice Global de Complexidade de Negócios ”, afirmou Rodrigo Zambon, Diretor Geral da TMF Brasil.

No Brasil, o cenário ainda é diferente, mas também exige atenção. “Para que a indústria brasileira do plástico se mantenha competitiva no cenário global, é necessário que as empresas exportadoras adquiram um amplo conhecimento das regras ambientais e tributárias vigentes nos mercados-alvo. Hoje, os países mais desenvolvidos adotam procedimentos bastante rígidos quanto à produção, o descarte e o reaproveitamento do plástico. A tendência é que os países emergentes implementem políticas semelhantes”, reforça Zambon.. 

 

 

80% dos líderes não está pronta para a transformação digital; Você está?

transformação digital

A tecnologia digital está transformando o mundo dos negócios. Empresários e executivos têm cada vez mais consciência da relevância desse tema. Enquanto, por um lado, ela cria oportunidades para as empresas e indústrias se reinventarem na maneira de fazer negócios, por outro, ela está causando rupturas em vários setores, representando um grande desafio.

Segundo pesquisa realizada pela Foxize, que ouviu 30 mil profissionais de 25 países, 80% dos altos executivos têm dificuldades com a economia digital. Esse fato já tem gerado restrição nas contratações e promovido substituição de profissionais.

Para o consultor de empresas Rui Rocha, sócio fundador da Partner Consulting, isso mostra que as empresas já consideram esse entendimento do mundo digital e o seu impacto nos negócios como um fator importante e uma habilidade que o executivo deve ter. “Na verdade, faz muito sentido que o executivo saiba analisar e utilizar as práticas do digital em seu negócio, até mesmo como fator de sobrevivência”, comenta.

Mundo digital: como lidar?

“Desconhecer o que está ocorrendo no mundo digital é, sem dúvida, um gap que deve ser corrigido rapidamente pelos profissionais que querem ascender em sua carreira, e obter um desempenho diferenciado nos negócios”, salienta Rui Rocha.

Ainda existem algumas ressalvas por parte das empresas e profissionais em acreditar que esta transformação digital contribua de fato para o crescimento dos negócios. “No meu ponto de vista, para que se tenha condição de analisar se isto é uma verdade, é preciso conhecer o assunto. Portanto, não há ‘escapatória’. O executivo tem que se atualizar e desenvolver esta competência o mais rápido possível”, afirma Rui Rocha.

Com o avanço da nova economia e a disrupção dos negócios, onde o conceito digital é totalmente aplicado, podemos acompanhar uma mudança rápida no consumo, assim como na forma de adquirir bens e serviços, e isto deve estar inserido nas reflexões estratégicas das empresas, geralmente promovidas pelos próprios empresários, CEOs e executivos.

“Se o time de executivos não dominar ou mesmo conhecer as tecnologias digitais que estão transformando os negócios, provavelmente terão dificuldade de elaborar estratégias competitivas e, desta forma, comprometer seriamente os negócios”, finaliza.

Como você e seu time estão se preparando para a transformação digital? Conte nos comentários!

Logística interna: dicas para melhorar a sua

Como anda a logística interna da sua indústria? Confira como otimizar isso e descubra como esse setor impacta na indústria do plástico. 

Como escolher o masterbatch para seu projeto?

Masterbatches - como escolher

Entre as opções do mercado, é natural haver dúvidas na hora de escolher o pigmento ideal para o plástico. Nesse contexto, é importante conhecer mais sobre o masterbatch, uma das opções mais versáteis para esse fim. Um masterbatch é um composto de resina plástica combinado com diferentes produtos, sendo esses pigmentos, corantes, aditivos, cargas minerais, entre outros.

Ele tem por objetivo auxiliar na aplicação final, e o processo requer desde boa dispersabilidade dos pigmentos até a boa homogeneização dos produtos. O masterbatch tem a capacidade de gerar desde peças com melhor processabilidade até aquelas mais resistentes.

Os principais tipos de masterbatch utilizados no mercado são os brancos, pretos, os de aditivos, composto de carga e os coloridos. Não é muito difícil escolher o pigmento ideal para o plástico com o uso dos masterbatches, pois eles possuem excelente poder tintorial, boa dispersão, adequada homogeneização e resistência à migração. Além disso, têm boas propriedades mecânicas e resistência ao rasgamento.

Vale salientar que, ao ser combinado com aditivos, o masterbatch oferece benefícios extras, como proteção à radiação ultravioleta, estabilidade térmica, resistência à propagação de chamas, efeito bactericida, dissipação de calor e condutividade elétrica e térmica.

Como escolher o pigmento ideal para o plástico: masterbatch e a personalização de peças

A personalização de produtos se torna possível devido ao contexto de processabilidade que o masterbatch oferece, conforme explica o gerente de marketing da Multicolor, Tiago Avrela: “sem que seja feito um processo intermediário, não é possível o uso de determinados produtos. Por outro lado, a combinação de produtos sinergéticos permite melhores resultados de desempenho do produto final”.

Ainda há o exemplo dos masterbatches líquidos, que consistem em uma mistura personalizada de aditivos e pigmentos dispersos em um veículo líquido, escolhido de modo a assegurar compatibilidade com o polímero de uso final. Eles são uma excelente opção quando o assunto são cores transparentes ou translúcidas, peças com paredes muito espessas e clientes cujas operações envolvam várias mudanças de cor por turno.

Cabe salientar que os masterbatches são a melhor opção quando é necessário escolher o pigmento ideal para o plástico que seja sensível ao calor. Os masterbatches líquidos podem ser formulados para melhorar as propriedades de fluxo do polímero, com menos tempo de enchimento e menor ciclo de injeção de molde, assim como melhor rendimento de extrusão e baixa velocidade do parafuso.

Masterbatches: as aplicações

As aplicações do masterbatch são as mais diversas. As principais são extrusão, injeção e rotomoldagem, mas outras aplicações também existem no mercado. 

“No mercado de extrusão, encontramos os produtores de perfis plásticos assim como a produção de extrusão de filme, já o segmento de injeção contempla uma das maiores fatias, sendo o principal processo a produção de peças plásticas, como exemplo, a indústria automotiva”, pontua Avrela.

Vale destacar, ainda, que o processo de rotomoldagem permite a produção desde peças de implementos agrícolas a playground para crianças.Trata-se de um material com características diversificadas e muita versatilidade.

Tendências entre tecnologias e masterbatches

As tecnologias em masterbatches têm apresentado diversas soluções para atender às necessidades existentes no Brasil. O masterbatch com índice UV significa escolher o pigmento ideal para o plástico utilizado em lugares abertos, nos quais a incidência de raios UV mereça atenção - como braceletes para crianças usarem ao brincar em dias ensolarados. Dependendo da intensidade dos raios, o bracelete mudará de cor, e os pais, fazendo contato visual, saberão quão forte os raios estão para seus filhos naquele local.

Já os térmicos são separados em termocrômicos e termosensíveis. O primeiro muda de cor para indicar temperaturas negativas, e o segundo, por sua vez, tem sua tonalidade alterada para registrar temperaturas positivas.

O master termocrômico pode ser usado por termoplásticos, que serão acondicionados em frigoríficos e congeladores, como um pote de sorvete. Já o masterbatch termossensível pode ser uma boa alternativa para peças que entrarão em contato com calor - tais como o proporcionado por forno, fogão, cabos e fios elétricos. Outra tendência importante é o uso de materiais feitos a partir de fontes renováveis e biodegradáveis, focados, principalmente, na redução do impacto ambiental.

A eliminação do uso de pigmentos com metais pesados, como cádmio, cromo e chumbo, substituídos por pigmentos e corantes orgânicos de ótimo desempenho torna o masterbatch uma solução sustentável e requisitada em um mercado cada vez mais preocupado com os impactos das atividades produtivas no meio ambiente.

Você já conhecia as propriedades do masterbatch? Tem alguma dúvida sobre como escolher o pigmento ideal para o plástico? Deixe sua mensagem nos comentários e até a próxima.

Precisa conquistar mais clientes para sua indústria? Confira 4 dicas de marketing digital!

4 dicas de marketing digital para a indústria do plástico

Ter presença on-line é tarefa obrigatória para muitos tipos de negócios. Mesmo quando se trata de um segmento de nicho especializado, como a indústria do plástico, aproveitar as oportunidades do marketing digital pode ser uma forma eficiente de conquistar novos clientes. Além disso, essa também pode ser uma forma de se relacionar com os clientes atuais e fidelizá-los. Uma pesquisa recente, promovida pela Zoho, empresa indiana de softwares, e pela a Toluna Insights, entrevistou mais de mil brasileiros para descobrir os principais comportamentos desses consumidores. Com base nos resultados, reunimos algumas dicas de como conquistar mais clientes para a sua marca no ambiente digital. Confira a seguir como utilizar as informações dos clientes a seu favor: 

1. Tenha um e-mail com domínio próprio

Pode não parecer tão importante ter um e-mail para a sua marca, mas de acordo com o levantamento feito pela Zoho, 42% das pessoas não confiam em marcas sem um e-mail próprio. Isso significa que empresas sem domínio próprio de e-mails perdem oportunidades de negócios da ordem de R$ 11 bilhões por ano (considerando os dados da 40ª edição do levantamento Webshoppers). Após escolher e registrar seu domínio - que pode ser usado no endereço do site e dos e-mails -, muitas empresas hoje permitem que você crie de forma prática e rápida um endereço eletrônico empresarial, e algumas até oferecem esse serviço gratuitamente. Portanto, se você planeja uma estratégia online, registrar seu domínio e criar seu e-mail corporativo é um dos primeiros passos.

2. Otimize suas redes sociais e seu website

As mídias sociais hoje são grandes aliadas das empresas. Uma indicação disso é que 51% dos entrevistados na pesquisa acreditam que os anúncios em redes sociais são a abordagem com mais impacto sobre o consumidor na hora de fazer negócios. Mantenha suas redes e website atualizados, desenvolva conteúdos interessantes e mantenha uma estratégia fluida por todos os canais de comunicação com seu cliente.

3. Aproveite as informações do seu consumidor

Em um mercado extremamente competitivo, uma das dificuldades das marcas, especialmente as novas, é conquistar o engajamento e a fidelidade do consumidor. Segundo a pesquisa, 41% dos donos de empresas entrevistados consideram caros os softwares de gerenciamento para redes sociais e 30% tem dificuldade em captar dados. Isso significa que, ao investir nessa área, sua indústria estará a frente de 30% de seus competidores. Ao acompanhar seu cliente em suas redes é possível identificar seu comportamento, suas preferências e assim, fidelizá-lo, além de captar novos consumidores.

4. Faça campanhas assertivas

31% dos entrevistados acredita que a melhor forma de manter um relacionamento com o cliente é através de promoções e descontos. As marcas precisam reconhecer claramente as nuances específicas de quais ofertas e recompensas atraem cada cliente e saber através de quais canais de comunicação eles estarão mais envolvidos. Para isso, é muito importante acompanhar as necessidades e solicitações de seus clientes nesses canais. 

"A tecnologia deve ajudar as empresas. Em vez disso, ela evoluiu para algo complexo onde os consumidores precisam organizar aplicativos de vários fornecedores e resolver o quebra-cabeça de integração entre eles, até lidar com fornecedores que obrigam os clientes a contratos caros e extensos. O setor de tecnologia está nesse caminho a tempo demais e isso precisa mudar ", diz Raju Vegesna, evangelista-chefe da Zoho. 


Quais técnicas você já está aplicando na sua indústria? Quais vão entrar no seu planejamento de 2020? Conte nos comentários! 

[Ebook] Impressão 3D: aproveitando a manufatura aditiva para crescer

Impressão 3D - Ebook

Impressão 3D - Aproveitando a manufatura aditiva para crescer.jpg

A impressão 3D está mudando a maneira de produzir, seja na indústria plástica ou em outros mercados. Afinal, ela permite avanços que vão desde o menor tempo de desenvolvimento até a personalização total de produtos e a fabricação de lotes menores.

Apesar de a tecnologia ter sido inventada em 1984, por Chuck Hull, seu crescimento foi mais expressivo nos últimos dois anos, impulsionado pela chegada da Indústria 4.0. Para se ter uma ideia, o segmento de impressão 3D já vale mais de 5,1 bilhões de dólares.

Usos da impressão 3D

De acordo com o Whollers Report 2016, a indústria da manufatura aditiva cresceu 25,9% em relação ao período anterior. Além disso, em 2015, 71% dos fabricantes dos EUA já usavam a impressão 3D de alguma maneira.

No entanto, o uso da tecnologia ainda costuma ser mais direcionado para prototipagem do que como produto final. Todo esse crescimento da manufatura aditiva não significa que a impressão 3D vai substituir os maquinários da indústria do plástico para fabricação em larga escala.

No entanto, a tecnologia pode oferecer excelentes ganhos de competitividade, além de abrir diversas possibilidades de aplicações.

Veja também: Impressão 3D em metal

Nesse material, você irá encontrar:

- Como funciona a impressão 3D;
- Manufatura aditiva e indústria do plástico;
- Vantagens da tecnologia; 
- Aplicações na indústria do plástico.

Quer entender um pouco mais sobre a impressão 3D na indústria plástica? 

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Portas industriais ajudam a garantir segurança com agilidade para indústrias do plástico

Portas industriais Rayflex - Divulgação

Em algumas cadeias produtivas, não pode haver contaminação por poeira, sujeira, ou resíduos de embalagens que se movimentam pelo ar. Essa é uma necessidade determinada por órgãos regulatórios como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou mesmo por padrões internos de qualidade. Indústrias do plástico que trabalham com embalagens e utensílios domésticos, por exemplo, buscam constantemente maneiras de atingir os níveis esperados de segurança. Portas industriais podem ser uma opção bastante positiva nesse ceneário. 

De acordo com o gerente industrial da Indústria Bandeirante (que atua há 75 anos no segmento de embalagens e utensílios domésticos), João Machado, a empresa encontrou nas portas rápidas a solução que buscava para garantir esse fim. "Estamos muito satisfeitos com os resultados que observamos em nossa operação. Outro ponto que vale a pena ser destacado é o atendimento assertivo da empresa parceira, inclusive no pós-vendas, somos sempre muito bem acolhidos”, finaliza. 

Necessidade e solução escolhida

A necessidade da empresa era a de encontrar uma porta com durabilidade, capaz de abrir e fechar infinitas vezes para atender ao grande fluxo de pessoas, empilhadeiras e paleteiras que circulam na área de produção. “A empresa optou pela instalação do modelo AL 01, uma porta confeccionada em lona resistente, cuja às extremidades ficam totalmente dentro das guias laterais através das Guias Lisas, Sistema patenteado da Rayflex que impede a passagem de ar e a entrada de contaminantes, garantindo vedação total e isolamento da área”, explica Giordania R. Tavares, diretora comercial da Rayflex, especializada em portas rápidas e parceira escolhida pela indústria. 

Com sistema de reparação automática, as guias lisas não possuem dentes e não se quebram quando recebem impactos gerados através da colisão de veículos contra a lona das portas. Isso ajuda a garantir o pleno funcionamento da porta mesmo em condições adversas, reduzindo significativamente as paradas com manutenção. “Nesse caso, a porta foi produzida sob medida e tem aproximadamente 5 metros de altura para garantir a passagem de empilhadeiras e paleteiras com torres bem altas, com segurança”, acrescenta Giordânia.

Outras soluções para garantir a segurança da operação

Indústrias de embalagens de alimentos encontram diversos desafios e normas em sua atuação. Adequar-se às exigências do mercado é parte do trabalho dessas indústrias e ajuda a evitar problemas como contaminações e recalls. Confira mais sobre segurança de embalagens de alimentos e controle de qualidade para embalagens aqui no nosso canal. 

 

 

Como fazer gestão de demanda na indústria do plástico

Produzir o suficiente, sem excesso nem falta. Esse desafio, comum a muitas empresas, é ainda mais importante no contexto industrial. Errar na previsão da demanda pode gerar custos desnecessários, perda de material e dificuldade em atender os pedidos. Confira no vídeo de hoje algumas informações para ajudá-lo a lidar melhor com esse assunto. Saiba mais sobre gestão de demanda e deixe suas dúvidas nos comentários!

Quais máquinas são usadas para a limpeza do plástico?

Limpeza e higiene do plástico

O plástico pode ser reciclado diversas vezes, o que faz dele um material com grande potencial de reaproveitamento. No Brasil, o índice de reciclagem mecânica dos plásticos é de, aproximadamente, 20% e, na Europa, 29,7%. Sendo assim, cabe afirmar que há um grande horizonte a ser explorado, sobretudo visando um alinhamento aos princípios da sustentabilidade. Nesse sentido, cabe destacar, no entanto, que a base da reciclagem é o processo de recuperação de produtos ao término de seu ciclo de vida útil e, quando devidamente descartados, são reprocessados para gerar novos produtos. Para que isso aconteça, a higiene do plástico é fundamental. É o que explica Marcelo de Carvalho Reis, professor do curso técnico de plásticos da Unicamp. “A limpeza do plástico é importante em função do desconhecimento do uso anterior daquele material e pelo processo de descarte, o qual acaba colocando o produto em contato com outros contaminantes”, comenta.

Máquinas para limpeza de plástico

A primeira etapa da higienização do plástico que vai ser reciclado é feita com água mesmo. Para deixar o material pronto, são muitos os processos pelos quais passa o plástico. As máquinas necessárias dependem do tipo de plástico a ser reciclado, mas, basicamente, nesse processo, o material passa pelo moinho, pela lavadora, por tanque separados, secadora, aglutinador, extrusora e granulador.

  • Moagem: essa é a primeira etapa após a separação do plástico. Nesse momento, ele é moído e fragmentado em pequenas partes.
  • Lavagem: após a trituração, o plástico passa pela lavagem com água para a retirada dos contaminantes. É necessário que a água da lavagem receba um tratamento para a sua reutilização ou emissão como efluente. Os furos na carcaça permitem que a água em excesso e parte das impurezas sejam expelidas do sistema.
  • Secagem: o plástico passa, ainda, pela secadora, que é utilizada para a retirada da umidade após o processo de moagem e lavagem.
  • Aglutinação: ela, além de completar a secagem, auxilia a compactar o material, de modo a reduzi-lo para o processo seguinte. O atrito dos fragmentos contra a parede do equipamento rotativo provoca elevação da temperatura, levando à formação de uma massa plástica. Cabe ressaltar que o aglutinador é, ainda, utilizado para incorporação de aditivos, como cargas, pigmentos e lubrificantes.
  • Extrusão: a extrusora funde e torna a massa plástica homogênea. Na saída dela, encontra-se o cabeçote, do qual sai um “espaguete” contínuo, que é resfriado com água. Em seguida, ele é picotado em um granulador e transformado em grãos plásticos.

O professor da Unicamp esclarece como o processo que envolve cada uma dessas máquinas se desenvolve. “A primeira etapa da limpeza do plástico se faz com água na moagem e, depois, coloca-se o plástico em tanque de decantação para separar a sujeira ou, eventualmente, separar diferentes tipos de plástico. Em alguns casos, se usa o processo de centrifugação para tirar a sujeira mais grossa e, a partir daí, inicia um novo processo de lavagem. Há alguns produtos que, inclusive, ajudarão ao longo da higiene do plástico a retirar a gordura e alguns contaminantes do material plástico”.

Outro aspecto que merece destaque é que as centrífugas podem ser diferentes de acordo com o produto a passar pela lavagem. Há casos em que elas têm uma maior velocidade e, outros, menor, mas todas permitem que se eliminem resíduos.

O diretor da Wortex, Paolo de Fillippis, contudo, faz uma ressalva interessante. "As coletas seletivas fazem a separação do lixo, e cabe à empresa que vai fazer a lavagem realizar uma melhor seleção para evitar a contaminação do material que se quer. Ou seja, uma separação de polietileno de alta, polietileno de baixa, polipropileno, a remoção de rótulos, materiais que são altamente impressos, menos impressos e não impressos. Isso tudo vai para a moagem, lembrando que cada empresa tem uma maneira de fazer essa higienização, mas com o mesmo objetivo de remover toda aquela sujeira”, pontua.

Um procedimento que vem ao encontro com a evolução de processos e que pode ser positivo, pois é algo complementar, são esteiras com imãs - uma inovação tecnológica de maquinário que tem como objetivo retirar materiais metálicos do resíduo, entretanto, não são fundamentais, são um complemento ao processo que o torna mais assertivo.

Você conhece os tipos de soldagem plástica?

O que você sabe sobre soldagem plástica? Sabia que existe mais de um tipo? Saiba mais sobre isso no vídeo e hoje e conte nos comentários o que mais você quer ver aqui no nosso canal!