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Embalagens plásticas vs. materiais alternativos: comparando os impactos ambientais

substitutos para embalagens plásticas

Baixo consumo de energia e redução nas emissões de gases são comumente reconhecidos como benefícios dos plásticos. Mas uma nova pesquisa expande ainda mais o entendimento da indústria sobre como os plásticos desempenham um papel importante em outros fatores ambientais críticos, como consumo de água, resíduos sólidos, acidificação, eutrofização e destruição da camada de ozônio.  

O estudo, “Impactos do ciclo de vida de embalagens plásticas em comparação com substitutos nos Estados Unidos e no Canadá: análise teórica de substituição” (Life Cycle Impacts of Plastic Packaging Compared to Substitutes In the United States and Canada: Theoretical Substitution Analysis), concluiu que substituir o plástico por materiais alternativos nas embalagens pode, na verdade, aumentar os impactos ambientais negativos em diversas áreas-chave.

Gasto de energia

Usando plásticos em aplicações para embalagens requer menos energia do que materiais substitutos, tanto considerando fontes renováveis quanto não-renováveis. Isso representa combustível suficiente para 18 mil veículos.

Resíduos sólidos

O ciclo de vida de embalagens plásticas, incluindo o descarte pós-consumo, resulta em menos resíduos sólidos do que substitutos possíveis para o material. A diferença na geração de resíduos significa aproximadamente o peso de 290 mil Jumbo Jets em lixo gerado.

Consumo de água

A produção de embalagens plásticas consome significantemente menos água do que as alternativas, incluindo o fluxo de resíduos. Isso economiza água suficiente para preencher 461 mil piscinas olímpicas.

Emissões de GEE

A produção e o uso de embalagens plásticas não emitem tantos gases GEE (Gases de Efeito Estufa) quanto outros materiais. É uma redução equivalente a retirar de circulação 8,5 mil veículos queimando combustível.

Acidificação

As emissões de substâncias acidificantes contribuem para a formação e depósito de chuvas ácidas que afetam diretamente o solo e a água, o que pode causar sérios danos para fauna e flora, incluindo a acidificação dos oceanos, que pode danificar recifes de corais. O uso de plástico previne a potencial acidificação tanto quanto 292 mil vagões de carvão.

uso do plástico pode gerar benefícios

A natureza única dos plásticos, com sua leveza, durabilidade, flexibilidade e propriedades de amortecimento e vedação, permitem que esse material sirva às necessidades humanas mais efetivamente, ao mesmo tempo em que ajuda a reduzir uma variedade de impactos ambientais.

Apesar desses benefícios, o setor como um todo reconhece que os resíduos plásticos erroneamente descartados no meio ambiente são inaceitáveis. As associações estão trabalhando para construir uma economia cada vez mais circular, usando os recursos plásticos de forma mais eficiente, recolhendo e ressignificando os usos e pós-usos das embalagens, avançando nas áreas de reciclagem e recuperação, desenvolvendo também um novo e transformador modelo de negócio.

Sobre o estudo

O estudo teórico utilizou a metodologia de avaliação dos ciclos de vida para analisar os impactos ambientais das embalagens plásticas produzidas e vendidas nos Estados Unidos e Canadá, relacionando-os às embalagens alternativas. Leia o estudo completo (em inglês).


*Conteúdo original de Allyson Wilson para o site Plastic Packaging Facts. Traduzido e adaptado pela equipe Mundo do Plástico.

 

Os benefícios de injetoras termoplásticas personalizadas

Stoyan Yotov / Shutterstock.com injetoras termoplásticas.png

A indústria do plástico vem apostando em injetoras termoplásticas personalizadas. Estratégias tailor made - ou "sob medida" tem ganhado espaço, impactando diretamente os resultados de negócio. Um dos últimos lançamentos da marca LOG no Brasil, a injetora termoplástica LOG S9, por exemplo, segue essa estratégia e foi um dos mais vendidos por sua representante exclusiva, a SIMCO.

 

Isso porque a personalização atende às necessidades dos clientes de forma mais ajustada, e isso justifica o aumento das vendas desses equipamentos na indústria do plástico. Conheça um pouco mais sobre as injetoras termoplásticas personalizadas e quais os benefícios que elas podem oferecer para as empresas que as adotarem!

As injetoras termoplásticas personalizadas

As injetoras termoplásticas possuem como características primordiais a força de fechamento, a capacidade de injeção, a distância entre colunas (quando houver), e o limite de altura máxima e mínima do molde. 

A ideia de ter injetoras termoplásticas personalizadas atende a objetivos específicos. Para os professores Ítalo Fernando Farias e Fernando Xavier do Nascimento, da Escola e Faculdade de Tecnologia SENAI Mario Amato, essas injetoras focam em dois pontos principais: o parafuso de plastificação e os processos especiais.

Os professores explicam: “responsável pelo processamento do material, o parafuso de plastificação deverá ter configuração geométrica, taxa de compressão e relação L/D (comprimento/diâmetro) específica ao comportamento reológico do material a ser processado”.

No que diz respeito aos processos especiais, as injetoras termoplásticas personalizadas visam “solucionar a interface com dispositivos externos quando a moldagem do produto necessitar de etapas especiais, como o próprio nome diz. Pode-se citar como exemplos, a inserção de insertos metálicos ou rótulos no molde (in mold label) ; o uso de molde com núcleo rotativo; necessidade de duplo cilindro para peças sobre-injetadas; moldes com núcleo rotativo ou stack molde, entre outras tecnologias disponíveis no mercado”. 

Benefícios das injetoras termoplásticas personalizadas

Uma injetora termoplástica é utilizada no processo de produção de peças plásticas de diversas indústrias. A vantagem de adotar esses equipamentos nas indústrias é desenvolver produtos de maneira rápida e descomplicada. No entanto, quanto maior a tecnologia empregada nas injetoras, maior a qualidade e o desempenho na produção.

Seguindo essa linha de pensamento, as injetoras termoplásticas personalizadas são capazes de proporcionar os mesmos benefícios. Mas qual seria a diferença? Com uma tecnologia de ponta personalizada para às necessidades de cada indústria, os benefícios são potencializados.

O gestor industrial pode esperar não só uma maior qualidade e desempenho na fabricação de seus produtos, mas também maior adequação ao processo produtivo. Em outras palavras, as injetoras termoplásticas personalizadas trazem eficiência operacional para a indústria.

injetoras termoplásticas personalizadas.png

Eficiência operacional

A customização das máquinas, as adequando às necessidades de cada cliente, confere eficiência operacional ao negócio. Mas para que esse benefício seja sentido, o gestor industrial deve ter um diálogo aproximado com o fornecedor de injetoras termoplásticas personalizadas. 

Isso porque é preciso analisar minuciosamente as necessidades de sua indústria, de modo a possibilitar que cada máquina seja personalizada conforme os requisitos e metas apresentados. Em seguida, com os ajustes no produto, torna-se necessário treinar todos os funcionários que farão a operação dos equipamentos.

Dessa forma, com equipamentos dimensionados para atender às demandas especificadas pelo cliente e treinamento, chega-se à eficiência operacional com segurança, otimizando a produção e economizando recursos.

Vale pontuar, por fim, que as injetoras termoplásticas personalizadas garantem maior eficiência operacional quando as manutenções são preventivas. Como abordamos em outra oportunidade, essa prática garante que a produção dessas máquinas ocorra com o mínimo de intercorrências possível, e que o equipamento tenha maior vida útil e produtividade.

As injetoras termoplásticas personalizadas apresentam grande vantagem sobre as máquinas padrões, pois conferem mais eficiência operacional. Isso porque o gestor, na hora de efetuar a compra do equipamento, deve listar suas necessidades para a customização da injetora.

O resultado é simples: maior desempenho no processo produtivo!

Extrusão de PEBD: características, usos e cuidados

extrusão de PEBD.png

O PEBD (Polietileno de Baixa Densidade) é um polímero termoplástico muito utilizado em embalagens de alimentos, eletrodomésticos e outros produtos. Sua versatilidade faz com que ele seja amplamente utilizado no mundo, especialmente em formato de filme. No entanto, no processo de extrusão de PEBD, é preciso adotar alguns cuidados.

Quer saber mais sobre o processo desse polímero? Confira!

O que é o PEBD?

O PEBD (Polietileno de Baixa Densidade) é o material plástico mais utilizado no mundo em formato de filme. Os filmes de PEBD podem ser empregados em diversos segmentos, como alimentos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, vestuários, entre outros.

O polímero é obtido por meio de um processo de polimerização em alta ou baixa pressão. 

Características

O PEBD possui características básicas de outros tipos de polietileno, por ser um polímero termoplástico (moldado pelo simples aquecimento). Em altas temperaturas (entre 110 e 115°C), ele passa ao estado líquido e assume a forma necessária ou desejada no processo industrial. 

Algumas características simples do PEBD são:

  • É resistente a impactos e apresenta considerável resistência à tração, mas pode sofrer deformação antes do rompimento;
  • Apresenta baixa densidade (entre 0,91 e 0,94 g/cm³), o que auxilia na hora de produzir uma grande película plástica;
  • Apresenta excelente resistência a produtos químicos, sem se decompor ou deformar;
  • Possui capacidade de formar películas finas.

Como funciona a extrusão de PEBD?

O PEBD pode ser processado a partir de injeção, sopro e extrusão. O processo de extrusão nada mais é do que derreter os grânulos da resina termoplástica para processar o material, que será utilizado na confecção de produtos contínuos (tubos, filmes plásticosfins, perfis etc.). O processo ocorre por meio de fusão da matéria prima injetada na máquina extrusora.

No caso do Polietileno de Baixa Densidade, utiliza-se um equipamento circular na saída da extrusora para criar um tubo que se expande para outro ainda maior. Acontece a formação de um cilindro plástico completamente maleável, e ao final do processo de extrusão de PEBD, produz-se uma película de polietileno, que sai pronta em forma de uma bobina.

É possível, ainda, fabricar chapas planas de polietileno com outro tipo de extrusora, tubos flexíveis e rígidos de polietileno.

Quais os principais cuidados na extrusão de PEBD?

Quando falamos de extrusão de PEBD, o primeiro cuidado é com as características deste material plástico. De acordo com os professores Ítalo Fernando Farias e Fernando Xavier do Nascimento, da Escola e Faculdade de Tecnologia SENAI Mario Amato, os filmes de PEBD provêm de processos de extrusão de filmes tubular ou extrusão de filmes planos.

Eles explicam que esse “é um material de fácil processamento, não requer secagem prévia quando puro e não necessita de equipamentos especiais para o processo. Sua densidade média é de 0,92 g/cm³ e sua temperatura de fusão está na faixa de 105°C a 115°C”.

Os professores ainda fazem o alerta de que, devido às características do material, há cuidados adicionais para que ele se mantenha como um polímero sustentável: “Leve devido à baixa densidade, inodoro, insípido e atóxico, o filme em PEBD é um material 100% reciclável, sendo um polímero ecologicamente correto desde que, após o uso, a embalagem seja coletada, limpa e reciclada corretamente”.

A extrusão de PEBD deve ser feita com cuidado, respeitando as propriedades físico-químicas do material. Após seu uso, há outro cuidado para que ele seja reciclado corretamente. Quando todo esse ciclo é feito de forma correta, é possível usufruir dos benefícios que essa resina traz para a indústria, representados, principalmente, pela sua versatilidade para ser utilizado em diversos segmentos.