Como a Internet Industrial das Coisas pode transformar sua fábrica

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A Internet Industrial das Coisas pode trazer altos ganhos operacionais para a indústria do plástico, sendo fundamental para gerar diferencial competitivo.

Em 2016, o mercado brasileiro de Internet das Coisas (IoT) movimentou US$ 1,35 bilhão, com destaque para a indústria automotiva e para as indústrias verticais de manufatura. Dados da Associação Brasileira de Internet Industrial apontam que a IIoT ou Internet Industrial das Coisas é, ainda, um assunto pouco conhecido. Somente 29% das 84 empresas entrevistadas conhecem a IIoT.

No entanto, a Internet Industrial das Coisas pode transformar profundamente a indústria do plástico. Quer saber como? Confira!

O que é Internet Industrial das Coisas (IIoT)?

A Internet Industrial das Coisas integra a Indústria 4.0 ao lado da IoT, da Cloud Computing e do Big Data. Para entender seu conceito, é preciso lembrar que Internet das Coisas (IoT) é o conjunto de serviços e tecnologia que permite a interconexão de computadores, dispositivos e objetos inteligentes por meio da internet.

A IIoT é uma das aplicações da IoT que joga luz na união entre pessoas, análise computacional avançada e máquinas inteligentes, com o objetivo de aumentar a eficiência operacional, gerar empregos mais qualificados e melhorar a qualidade de vida em diversos segmentos.

Para tanto, a fábrica inteligente deve coletar e armazenar dados sobre a produção, compartilhá-los com outros equipamentos, com a gestão da empresa e com o setor de manutenção, permitindo a tomada de decisões ágil e eficiente. 

Em outras palavras, a Internet Industrial das Coisas é o ecossistema tecnológico em ambientes industriais que entrega dados para decisões que otimizam a atividade. Sistemas Ciberfísicos (CPS), computação em nuvem, edge computing, Big Data Analytics, Inteligência Artificial e Machine Learning são algumas das aplicações da IIoT.

Flavio Maeda, Vice Presidente da Associação Brasileira da Internet das Coisas, destaca que a Internet das Coisas, aliada à inteligência artificial, é uma das principais tecnologias sustentadoras da Indústria 4.0

Ele aponta que existem ótimos sinais de que o tema está sendo visto pelas autoridades como de vital importância para a competitividade e para a sobrevivência da indústria nacional nos próximos anos e décadas. Maeda mencionou a assinatura do decreto que instituiu o Plano Nacional de IoT, em 2019, a criação da Câmara da Indústria 4.0, e o projeto de aceleração da adoção de IIOT (Internet das Coisas Industrial) por pequenas e médias empresas em São Paulo.

Como a IIOT pode transformar sua fábrica?

A transformação das fábricas com a Internet Industrial das Coisas pode ser um dos processos mais relevantes pelos quais elas passarão nos próximos anos. Para o Vice Presidente da ABINC, a IIOT é capaz de conferir altos ganhos operacionais, um modo de operação ideal e ajudar no surgimento de novos modelos de negócios.

Altos ganhos operacionais

Flavio Maeda explica que a IIOT “tem a grande missão de permitir altos ganhos operacionais, ao gerar dados, seja por meio de novos sensores ou de sistemas de automação e controle já existentes nas fábricas, que podem ser processados por algoritmos de inteligência artificial (machine learning), em computação em nuvem ou na borda (edge computing)”.

Ele aponta que, com os dados, os “gestores têm mais visibilidade do processo produtivo permitindo a melhoria contínua e com o processamento do grande volume de dados pela IA gera-se capacidade preditiva, ou seja, a possibilidade de se antecipar falhas e problemas que ocasionam grandes perdas nas áreas de manutenção (por exemplo uma parada não programada de máquina ou linha de produção) ou qualidade (por exemplo com a perda de um lote inteiro por não atender a especificação mínima necessária)”. 

Modo de operação ideal

Neste mesmo sentido, o processamento de dados permite às fábricas encontrar o modo de operação ideal de seus ativos, de modo a ter mais produtividade e eficiência energética.

Maeda dá o exemplo de um sistema que pode “sugerir a um operador, supervisor ou coordenador de produção o ajuste ideal de uma injetora plástica, dependendo do tipo de matéria-prima, da condição ambiental do dia, ou da máquina que será utilizada, de forma se obter a maior produtividade ou qualidade durante a produção de um lote ou ordem de produção”.

Novos modelos de negócios

A internet trouxe a possibilidade de termos novos modelos de negócio, como softwares como serviço. Quando falamos de Internet Industrial das Coisas, ela também permite trazer para o mundo industrial esses novos modelos, como os baseados em serviços, pay-per-use ou baseados na performance real de um ativo. 

A Internet Industrial das Coisas tem o potencial de trazer altos ganhos operacionais para a indústria do plástico, sendo uma grande oportunidade para gerar diferencial competitivo. No entanto, é preciso se preparar para adotar essas novas tecnologias de modo a conseguir se manter vivo no mercado.

O primeiro passo é fazer uma transformação organizacional. Veja algumas dicas para colocar em prática!

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