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Uso de robôs na indústria do plástico

Quais as funções dos robôs na indústria do plástico?

O uso de robôs na indústria do plástico oferece vantagens para a produtividade e a qualidade do produto final. Com a indústria, 4.0, essa é uma tendência cada vez mais forte, que impacta diretamente nos resultados da produção.

A robótica na indústria do plástico pode ser aplicada de modo abrangente. Oo seja, desde a prototipagem até os processos de transformação, além de englobar a montagem de componentes plásticos. No topo da lista, estão a aplicação de extração de peças de máquinas, o posicionamento de insertos e a rotulagem.

Funções dos robôs na indústria do plástico

De acordo com o professor da Escola Senai Mário Amato, Fabiano Caio José, no campo das embalagens, por exemplo, a robótica desempenha uma função muito importante. "Os robôs trazem maior segurança na área alimentar, tendo em vista que o trabalho realizado por um robô evita a contaminação cruzada”, enfatiza.

Além disso, a robótica também pode ser aplicada em funções como:

  • - Sistema de pintura: nesse caso, evita-se o contato com atmosferas insalubres, com solvente na forma de vapor.
  • - Processos para colocação de insertos na indústria de montagem de peças injetadas.
  • - Implantes na indústria médica: ao utilizar robôs nessa área, evita-se muitos processos de contaminação.
  • - Auxílio em processos que podem gerar problemas com a ergonomia do funcionário.
  • - Indústria farmacêutica: reduz a contaminação na produção das embalagens de fármacos.
  • - Automotiva e aeroespacial: reduz os custos e aumenta a produtividade.
  • - Componentes eletroeletrônicos que exigem elevada precisão e repetibilidade.

Tipos de robôs utilizados na indústria do plástico

Para desenvolver tais atividades, existem quatro perfis de robôs: os Sprue Pickers, os robôs laterais, os robôs cartesianos e os robôs multi-eixos.

  • Sprue picker: esse robô possui três eixos e é conhecido como manipulador. Assim, sua função é a extração do canal de injeção do molde, utilizando uma pinça (normalmente com um sensor para detectar a presença ou não do canal) ou ventosas de sucção para a retirada de peças simples.
  • Robôs laterais: são usados para produzir peças de ciclos rápidos, paredes finas e para a tecnologia de in mould labelling. Esse tipo de robô é parametrizado, com poucas alterações permitidas.
  • Robôs cartesianos: com três eixos principais de controle atuando de forma linear, eles movem-se em linha reta sendo usados, por exemplo, em aplicações automatizadas de moldagem por injeção.
  • Robôs multieixos: eles permitem articulações. Podem ter 3, 5 ou 6 eixos e diversas aplicações.

Dentre os quatro, atualmente o mais utilizado na indústria do plástico são os robôs cartesianos. Isso porque eles movimentam suas garras em três direções. Ainda, esses modelos estão entre os que exigem investimentos de menor porte, embora variem em sua precificação. O de três eixos, por exemplo, resolve atividades mais simples. Por isso, é mais acessível economicamente. O de seis, por sua vez, que é o multieixos, é mais caro. Dessa forma, é usado em aplicações que possuem maior exigência e complexidade.

Cenário da indústria do plástico atual

A principal utilização do robô na indústria do plástico hoje se encontra na retirada de peças das máquinas de injeção. Assim, existem modelos de robôs que vão desde os mais simples até os muito sofisticados, com preços bastante variados. 

Segundo o CEO da Roboris Brasil, Guilherme Thiago de Souza, no mercado do plástico, de modo geral, as empresas ainda têm um pouco de receio de apostarem na robótica e, muitas vezes, isso acontece por não terem um centro de automação.

“As pessoas não estão habituadas a desenvolver essas soluções, mas depois do uso de uma ou duas máquinas, e de observarem que é possível pegar várias subpeças e montarem o conjunto, isso vira um case de sucesso dentro do cliente. Temos exemplos de empresas que compraram a modificação de uma máquina e hoje estão na décima sétima, pois perceberam todas as atividades possíveis de se fazer e o ganho produtivo que tiveram com esse maquinário”, pontua.

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