Gestão

Veja como driblar o problema das rachaduras de materiais no processo de moldagem por sopro

O plástico é um elemento fundamental para a vida moderna e suas aplicações estão presentes em praticamente todos os lugares. Comparado a outros materiais, ele apresenta diversas vantagens, como viabilidade econômica, versatilidade e atratividade. Além disso, tem a possibilidade de ser moldado, não é corrosivo, possui durabilidade em várias condições ambientais e apresenta resistência química e física.

Não à toa, o plástico é utilizado em uma grande quantidade de produtos do dia a dia, como embalagens, acessórios elétricos, tubos, eletrodomésticos, bens de consumo, móveis, brinquedos, entre outros.

Para atender a uma demanda cada vez maior, a indústria da transformação do plástico tem sido impulsionada a produzir massivamente produtos e, com isso, pode acabar negligenciando a qualidade de suas matérias-primas e processos, o que pode resultar em falhas em sua linha produtiva.

Um dos problemas mais comuns nesse sentido é a dificuldade de trabalhar com os materiais com tendência a rachaduras no processo de moldagem por sopro. Confira!

A moldagem por sopro

Na indústria de plástico, a moldagem por sopro é um processo de fabricação pelo qual peças ocas de plástico são formadas. Em geral, há três tipos de moldagem por sopro: moldagem por extrusão, moldagem por injeção e moldagem por estiramento.

Na moldagem de sopro por extrusão, o plástico é derretido e extrusado em um tubo oco (parison). Em seguida, o material é expandido no interior de um molde e forçado a assumir o seu formato interno. Após o resfriamento, a peça é retirada do molde, reiniciando, assim, o ciclo de moldagem.

A moldagem por injeção, por sua vez, é uma técnica que consiste, basicamente, em forçar, através de uma rosca simples (monorosca), a entrada de material fundido para o interior da cavidade de um molde.  Já a moldagem por estiramento é dividida em duas etapas: na primeira fase, o frasco de dimensões menores que o produto final é obtido pelo processo de sopro convencional e desmoldado ainda quente. Esse frasco, conhecido como pré-forma, é inserido em um molde com as dimensões finais do produto e estirado pela ação de um bico de sopro extensível.

De acordo com Luiz Henrique e Durval Lopes, instrutores especialistas do núcleo de plástico da Escola SENAI Mario Amato, comparado com outros processos de transformação, a moldagem por sopro tem suas vantagens e também desvantagens.

“Os pontos positivos são a versatilidade de produtos, máquinas e moldes. É possível fabricar peças ocas e embalagens de diversos tamanhos. O custo dos moldes também é mais barato e os produtos têm menor peso, se comparados com outros materiais, como o vidro”, diz Luiz.

“Em relação aos pontos negativos, podemos citar a demanda por muito espaço físico para a armazenagem de produto acabado. Além disso, existe um custo logístico em função de o produto ser volumoso. Comparado com a injeção, o sistema por sopro tem pouca versatilidade de matérias-primas”, afirma Durval.

O problema das rachaduras

Uma ocorrência muito comum no processo de moldagem por sopro é o problema da diminuição da resistência ao impacto e os materiais com tendência a rachaduras.

Entre os termoplásticos, normalmente utilizados no processo de sopro, como PEAD, PVC ou PP, não é possível indicar quais são os materiais com tendência a rachaduras. “Não existe uma matéria-prima mais suscetível a apresentar este tipo de ocorrência, em função do segmento de aplicação de cada uma delas. Comparar uma matéria-prima com outra sob este aspecto fica muito vago”, ressalta Luiz.

“Os produtos são bastante diferentes e este tipo de ocorrência, na maioria das vezes, está relacionada a variações dos parâmetros de processo”, assegura Durval.

Principais causas para o aparecimento de rachaduras

Entre as principais causas que provocam as rachaduras durante o processo de sopro, podemos citar:

  • Baixas espessuras em pontos localizados nas paredes dos produtos soprados;
  • Trincas provocadas por estresse do material após processado, causado por uso demasiado de materiais reprocessados, temperatura do molde excessivamente baixa, principalmente, na região do gargalo ,e linha de emenda fragilizada;
  • Ausência do programador de parison na sopradora;
  • Matéria-prima com baixo peso molecular.

Alternativas para reduzir a quantidade de materiais com tendência a rachaduras

Para diminuir as rachaduras, os especialistas do SENAI indicam algumas soluções:

  • Reduzir a quantidade de material reprocessado;
  • Elevar a temperatura de refrigeração do molde onde o problema é mais suscetível;
  • Melhorar a distribuição do material nas paredes do produto, com o programador de parison;
  • Instalar na sopradora um programador de parison para distribuir melhor o material nas paredes do produto;
  • Utilizar uma matéria-prima com maior peso molecular.

Quer continuar por dentro dos desafios das indústrias de transformação do plástico? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima!

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *