Inovação

Entenda como a indústria transformadora pode se destacar com o uso de tecnologias digitais

A digitalização é o primeiro passo para a indústria entrar em um novo patamar tecnológico que impacta diretamente em aumentos de produtividade e eficiência do trabalho e nas reduções de custos de manutenção de equipamentos e do consumo de energia. A Sondagem Especial – Indústria 4.0 feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com 2.225 empresas de pequeno, médio e grande portes, no primeiro semestre deste ano, aponta que 49% das empresas de produtos de material plástico utilizam pelo menos uma das dez tecnologias digitais listadas na pesquisa. Isso coloca o setor na 6ª posição de um ranking com 16 segmentos.

O plástico tem seguido os mesmos passos dos demais setores industriais, um caminho avaliado como natural pelo estudo. Otimização de processos já é feita em 36% das empresas, seguida por aplicações ao desenvolvimento com 21% e Produto e novos modelos de negócios na casa de 19%. “Considerando que a indústria brasileira precisa competir globalmente e que se encontra atrás nessa corrida, é preciso saltar etapas. O esforço de digitalização precisa ser realizado, simultaneamente, em todas as dimensões”, afirma Renato da Fonseca, gerente de Pesquisa e Competitividade da CNI.

A chamada indústria 4.0 foca na digitalização end-to-end de todos os ativos físicos e na integração de um ecossistema digital com parceiros da cadeia de valor. Isso quer dizer que a aplicação em larga escala da digitalização à produção industrial, também conhecida como manufatura avançada, engloba uma série de novas tecnologias a favor do processo produtivo. De acordo com a consultoria PwC, as empresas brasileiras apostam em um avanço acelerado em digitalização que alcance 72% delas até 2020. E a indústria transformadora de plástico tem muito a ganhar com esse progresso tecnológico, sendo esse um verdadeiro diferencial competitivo tanto no mercado doméstico, quanto internacional. A pesquisa aponta a perspectiva de que ao longo dos próximos cinco anos, os ganhos com essa frente será maior que 10% de sua receita.

Dentre as tendências mais fortes da Indústria 4.0, muitas já podem começar a serem implementadas a partir de agora. Lembre-se que empresas pioneiras em tecnologia tendem a superar as concorrentes.

Área de acesso a clientes: criar esse ambiente é uma forma prática de agilizar os pedidos e o relacionamento. No entanto, ela deve estar integrada com todo o sistema da empresa e estar sempre atualizada.

Canais de venda e marketing: ter um sistema integrado e digitalizado possibilita ampliar seu raio de vendas e trabalhar com mais qualidade a importação e exportação de produtos. As tecnologias digitais vão permitir que o processo produtivo seja acompanhado e monitorado de forma eficiente.

Modelos de negócios digitais: a indústria 4.0 vai permitir o aumento da produtividade, bem como encontrar oportunidades de novos negócios digitais, além da flexibilização e customização da produção e redução do tempo de lançamentos de novos produtos. Isso faz com que a indústria se reinvente com mais agilidade.

As dez tecnologias digitais pesquisadas pela CNI foram divididas em três grupos. Use seus conhecimentos para avaliar se sua empresa acompanharia o setor do plástico.

Processos
Automação digital sem sensores.
Automação digital com sensores para controle de processo.
Monitoramento e controle remoto da produção com sistemas do tipo MES e SCADA.
Automação digital com sensores com identificação de produtos e condições operacionais, linhas flexíveis.

Desenvolvimento/redução time to market
Sistemas integrados de engenharia para desenvolvimento de produtos e manufatura de produtos.
Manufatura aditiva, prototipagem rápida ou impressão 3D.
Simulações/análise de modelos virtuais (elementos finitos, fluidodinâmica computacional) para projeto e comissionamento.

Produto/novos modelos de negócios
Coleta, processamento e análise de grandes quantidades de dados (big data).
Utilização de serviços em nuvem associados ao produto.
Incorporação de serviços digitais nos produtos (Internet das Coisas ou Product Service Systems).

Eficiência energética na indústria do plástico

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