Gestão

Dicas facilitam financiamento para pequenas e médias indústrias; veja

Em meio à escassez de crédito dos bancos, o financiamento para as pequenas e médias indústrias não deve ser uma das tarefas mais simples para o setor do plástico em 2017. Além da própria crise financeira que ainda ecoa no mercado nacional, a burocracia para a liberação do dinheiro, as informações desencontradas e as taxas cobradas pelas instituições financeiras deixam tudo mais difícil.

É por isso que, diante desse cenário, cabe aos donos de indústrias organizarem a papelada necessária para entrar com o pedido de financiamento dos seus projetos. O processo tem de ser feito com cuidado para que não falte coerência nos dados apresentados e todas as exigências bancárias sejam atendidas. Além disso, é importante colocar em prática três dicas que ajudam a encurtar o caminho das indústrias de pequeno e médio porte do setor até o sonhado financiamento.

Planeje
A melhor ferramenta de acesso ao crédito é o orçamento financeiro da empresa, em que o empresário tem antecipadamente suas necessidades de capital mapeadas no decorrer do tempo e, a partir de uma análise profunda, decide a negociação mais viável. Outros pontos importantes são os relatórios gerenciais e contábeis, que colaboram para esse planejamento. “Todas essas informações, em conjunto com as demandas dos produtos comercializados e as necessidades de custeio da empresa, formam o plano de negócio e a sua viabilidade”, explica Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Industrias da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Junte a papelada
Há uma lista de documentos imprescindíveis para a solicitação de crédito, que pode variar de acordo com o credor, o segmento de mercado da indústria e o prazo de financiamento.

  • Cadastro da empresa atualizado;
    • Cadastro dos bens da empresa atualizado;
    • Cadastro dos sócios da empresa atualizado;
    • Balanço da empresa nos últimos três anos;
    • Declaração de imposto de renda dos sócios nos últimos três anos;
    • DRE (Demonstração de Resultados de Exercício) dos últimos três anos;
    • Certidões negativas de débitos de tributos de forma geral;
    • Certidão negativa de débitos trabalhistas,
    • Certidão negativa de débitos junto ao INSS.

Some à lista, a solicitação de crédito com projeção de faturamento para os próximos anos (pode variar de um a cinco anos, dependendo do tipo de financiamento), o plano de negócios ou o plano de viabilidade econômica financeira do negócio e do financiamento, a relação do tipo de equipamento a ser financiado, a origem e a finalidade do projeto e, por fim, as garantias disponíveis para o financiamento.

Fato relevante é a necessidade prevista em lei da comprovação de não haver inadimplência junto ao fisco para que os bancos públicos possam realizar operações de crédito. “A obtenção dessas certidões se mostra um obstáculo grande para a tomada de crédito juntos aos agentes financeiros públicos, mas os bancos privados não são obrigados a solicitarem todas as certidões. ”

Atualize dados
Alicerce do financiamento, os dados cadastrais precisam estar permanentemente atualizados junto aos agentes financeiros e também nos controles internos. Além disso, é prudente atuar antecipadamente a necessidade de recursos, tendo assim tempo hábil para escolher e viabilizar seus financiamentos.

 

 

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