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Conheça as aplicações mais comuns das resinas plásticas na indústria brasileira

A resina plástica é um material sintético e orgânico, produzido a partir da união de moléculas em cadeias poliméricas derivadas do petróleo. Embora já existam resinas feitas a partir de fontes renováveis, elas ainda são minoria no mercado.

A quase totalidade dos plásticos do mundo moderno é criada a partir de uma reação química que se solidifica em temperatura ambiente. A denominação “resina” é adotada tanto para a forma líquida (fundida), quanto para a forma sólida do produto – chamada de pellets (pequenas bolinhas). Esses pellets são “derretidos” e transformados em produtos acabados, com formas definidas, geralmente por moldes, de acordo com a utilização desejada.

Existem vários tipos de resinas plásticas, sendo as mais comuns o polietileno (PE), PVC, polipropileno (PP) e o PET – este último é o material mais utilizado pelos setores de embalagens. A seguir, separamos as aplicações das principais resinas plásticas utilizadas pela indústria brasileira. Confira:

Termoplásticos

As resinas plásticas são facilmente moldadas a temperaturas altas e podem ser processadas mais de uma vez. Isso significa que elas podem ser aquecidas ou resfriadas, alterando o seu estado físico, mas sem que ocorra alguma modificação em sua estrutura química.

Polietileno – PE

Produzido com diferentes densidades e nas formas linear, ramificada ou reticulada, podendo ser aplicado em diversas áreas, o polietileno é muito utilizado na produção de acessórios de utilidade doméstica, como potes e vasilhas, sacos, embalagens e revestimento de latas. Além disso, está presente na composição de coletes à prova de balas, máquinas de grande porte e fibras ópticas.

Polipropileno – PP

Possui elevada resistência química, podendo ser moldado facilmente. Também é atóxico, com alta resistência à fratura por flexão e baixa absorção de umidade. Além disso, pode ser usado na fabricação de brinquedos, seringas, embalagens industriais, automóveis e eletrônicos.

Poliestireno – PS

Tem boa transparência, além de ser de fácil processamento e coloração. Possui baixa resistência ao impacto e às intempéries, por isso, é utilizado em embalagens de alimentos, brinquedos, eletrodomésticos e peças automobilísticas.

Policloreto de Vinila – PVC

De modo geral, o PVC é um material resistente a substâncias químicas, como oxidantes, ácidos, bases e óleos, e, por conta disso, costuma ser muito usado em tubulações. Além disso, possui grande resistência mecânica devido às suas variadas maneiras de ser polimerizado.

Não é possível processar o PVC em 100%, mas, ainda assim, ele é um dos plásticos mais empregados nas indústrias, usado na fabricação de brinquedos, calçados, embalagens e cartões magnéticos, assim como na construção civil.

Polietileno Tereftalato – PET

“A preferência pelo PET se dá graças às suas características de resistência, alto brilho e facilidade na moldagem das garrafas, o que permite oferecer segurança alimentar e proteção ao produto, além de um design moderno e atraente. As embalagens de PET possuem, ainda, sistemas de fechamento eficientes, capazes de dar ao consumidor a oportunidade de escolher como, quando e onde consumir determinado produto”, ressalta Hermes Contesini, executivo de relações com mercado da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet).

Etil Vinil Acetato – EVA

Possui elevada resiliência a baixas temperaturas e pode ser transparente. Além disso, tem flexibilidade e elasticidade, podendo ser usado em papéis, papelão, composições asfálticas, sacaria industrial e brinquedos.

Termofixos

Após transformados, os termofixos não podem ser reprocessados, devido ao fato de não fundirem, pois estão sujeitos a reações químicas irreversíveis.

Poliuretano – PR

É um polímero muito versátil, capaz de permitir desde a fabricação de produtos rígidos, passando pelos elastoméricos/borrachosos, até espumas/esponjas.

Pode ser utilizado em capas para smartphones, retentores, solados, mangueiras, corrente para gelo, rodízio, espuma para colchão, espuma expansiva para vedação de portas, entre outros.

Resina Epóxica

Possui grande resistência química e também a chamas e impactos. Pode ter vários aditivos em sua composição para alterar as propriedades de forma altamente específica. É geralmente usado em argamassas e como estabilizador de produtos químicos.

Resina Fenólica

Este material precisa de cargas para ser sintetizado, pois pode se tornar quebradiço. Possui uma resistência razoável ao calor antes de sofrer alteração em sua estrutura química. É muito utilizado no revestimento de móveis, cabos de panelas e frigideiras.

 

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