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Conheça 3 maneiras de enxugar a conta de energia elétrica na cadeia do plástico

Em 2013, quando a então presidente Dilma Rousseff anunciou o corte da tarifa de energia em mais de 30%, o setor de transformação plástica pensou que poderia ter um alívio. Trata-se, afinal, de um dos ramos que mais consomem energia no país. Mas, com o aumento dos preços nos últimos dois anos, o segmento se viu novamente pressionado. Newton Zanetti, diretor da Pavan Zanetti, explica que as máquinas de transformação para plásticos são, normalmente, grandes consumidoras de energia elétrica, pois a geração de calor é necessária para fundir a resina e processá-la. A Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) acrescenta que a energia representa cerca de 15% da despesa total do setor.

Uma possibilidade prática da indústria reduzir o consumo é investir em um plano de gestão energética.

“Ainda hoje se opta pelo uso de energia elétrica por meio de resistências para produzir o calor necessário em detrimento de outras fontes como gás, que teoricamente seria uma alternativa. Porém, é muito mais seguro no ambiente industrial o uso da eletricidade, que traz menos riscos à operação”, avalia Zanetti, detalhando o motivo da opção.

Uma alternativa seria a autoprodução, ou seja, a geração de eletricidade com instalações próprias de energia elétrica, localizadas junto às unidades de consumo, que não utiliza, para o autossuprimento de eletricidade, a rede elétrica das concessionárias de transmissão/distribuição. A autoprodução constitui-se em importante elemento na análise do atendimento à demanda de eletricidade, e segundo dados da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, já representa quase 10% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e experimentou crescimento acelerado nos últimos dez anos com grande potencial de expansão na próxima década.

Outra possibilidade prática da indústria reduzir o consumo é investir em um plano de gestão energética. Com um funcionário destacado para essa função, seja externo ou da própria companhia, será possível pensar em boas medidas para reduzir o consumo – e economizar com a exorbitante energia brasileira.

Alternativa ao mercado convencional, em que o contrato com o fornecedor tem a tarifa regulada, o mercado livre de energia flexibiliza a negociação e pode reduzir em 47% a fatura no final do mês. Atualmente, mais de 60% da energia consumida pela indústria nacional é adquirida no mercado livre de energia, de acordo com a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia). Essas empresas buscam, principalmente, redução nos custos e previsibilidade na fatura de eletricidade. A associação estima que desde 2003, essa modalidade proporcionou 18% de economia em comparação com o mercado tradicional.

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