Gestão, Oportunidades

Como explorar novos mercados com a indústria do plástico?

Assim como outros segmentos do mercado, a indústria do plástico tem enfrentado grandes desafios por conta dos efeitos causados pela crise econômica que atingiu o país nos últimos anos e que, agora, começam a ser superados.  Diante desse cenário, uma das saídas encontradas por muitas empresas para manterem-se competitivas tem sido diversificar sua atuação, expandindo mercados e perfis de públicos atendidos.

Atualmente, a cadeia da transformação do plástico no Brasil contabiliza cerca de 12 mil empresas dos mais variados portes, destacando-se como o quarto setor que mais emprega em território nacional.  Mas, se por um lado, o crescente aumento do consumo per capita gera otimismo – hoje, o Brasil consome, aproximadamente, 35 Kg/hab de plástico (a média mundial chega a 40 Kg/hab), segundo dados de entidades do setor . Por outro, existe uma preocupação relacionada aos efeitos nocivos do crescimento do consumo de produtos plásticos sem a devida destinação de seus resíduos.

Para o administrador de empresas, Dyórdan da Rosa, além da sustentabilidade de produtos e embalagens, uma gestão profissionalizada e empenhada na melhoria dos processos e no aumento da produtividade ainda é o grande desafio para a maioria das empresas do setor.

“A profissionalização da gestão é outra questão que precisa e deve ser debatida. Só assim haverá uma efetiva reestruturação operacional para conquistar uma melhor performance e um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento e à diversificação da indústria do plástico”, garante.

Plástico personalizado é uma das tendências

Outra possibilidade de diversificar na indústria do plástico é trabalhar com produtos personalizados.

A necessidade de parte da população brasileira trouxe o surgimento de um nicho diferenciado, menor e mais voltado à personalização dos produtos. Essa tendência de trabalhar em pequena escala também afetou positivamente a indústria do plástico.

Embora ainda esteja se adaptando a essa novidade, o setor já demonstra que pode obter benefícios com o desejo de personalização do mercado, o que traz algumas vantagens ao empresário, como o acesso a uma nova parcela do público consumidor.

“O produto plástico personalizado se torna cada vez mais viável e acessível, passando a ser um novo nicho de mercado para as empresas que conseguirem se adaptar para diversificar o seu portfólio daqui para frente”, destaca da Rosa.

Construção civil é oportunidade

Já consolidado em instalações hidrossanitárias devido ao baixo custo, à alta durabilidade, ao bom isolamento térmico e à fácil instalação, o plástico vem ganhando espaço aos poucos e diversificando sua utilização em obras e construções.

Os tipos de termoplásticos existentes se diferem uns dos outros em características e composição. Sendo assim, a utilização desses insumos para a construção civil deve sempre obedecer e respeitar essas especificidades, permitindo o uso correto em cada situação.

Nesse nicho, é possível diversificar o portfólio criando opções de telhas, janelas, revestimentos, pisos e itens diferenciados de design com o plástico.

Dadas suas vantagens, o material tem sido cada vez mais consumido por essa indústria. De acordo com dados do mercado, 14,6% dos plásticos transformados já são absorvidos em canteiros de obras.

Atuação no agronegócio

O plástico também está presente no agronegócio por meio da plasticultura –  tecnologia que ajuda a tornar o agronegócio o motor da economia no Brasil.

Como destaque dessas aplicações estão as películas de polietileno para métodos de cultivo protegido de hortifrútis, caso de mulching, que traz vantagens como a preservação da qualidade do plantio e a economia no consumo de água e nos gastos de manejo de erva daninha.

Entre as recentes aplicações, constam o filme em forma de bolsa, para vestir cachos e evitar contatos de insetos com frutas, e uma película contendo aditivo que assegura o necessário aquecimento, dia e noite, do interior da área protegida do cacho. Outras frentes em progresso na plasticultura nacional são os silos bolsa e estufas.

“O plástico é um dos recursos que permitem que a agroindústria seja tão forte no país e ainda tenha campo para crescer. Há espaço para soluções que ajudem o agronegócio a aumentar sua produtividade e reduzir os custos relacionados ao manejo, gerando maior lucratividade para o produtor e deixando-o mais competitivo”, assegura Paolo Prada,  secretário do Cobala (Comitê Brasileiro de Desenvolvimento e Aplicação de Plásticos na Agricultura).

Como vimos, as vantagens do plástico asseguram às empresas da área oportunidades de diversificação de portfólio. Há mercado, ainda, em segmentos como a moda, o setor náutico, médico, entre outros. Além disso, novas tecnologias, como a impressão 3D, prometem, também, ampliar as possibilidades de diversificação desse setor.


Está pronto para diversificar a atuação da sua indústria do plástico? Compartilhe conosco a sua experiência no campo de comentários abaixo e até a próxima.

 

 

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