Gestão

Aprenda a usar ferramentas computacionais para evitar retrabalhos no molde

Cada vez mais as indústrias estão buscando aumentar a sua produtividade e eficiência por meio do uso da tecnologia. E esta realidade não é diferente na indústria do plástico. Com a crescente demanda por pedidos customizados, além de orçamentos e prazos cada vez mais apertados, as ferramentas computacionais de simulação para o desenvolvimento de projetos de moldes também vêm ganhando mais espaço, embora a sua utilização ainda seja pequena.

“De acordo com nossos estudos, os principais ‘gargalos’ para o uso dessa tecnologia é a falta de percepção dos empresários em relação às vantagens desse recurso em comparação com o processo tradicional de desenvolvimento de projetos de molde, além da percepção de que a tecnologia é altamente complexa, principalmente para as pequenas empresas devido à falta de mão de obra qualificada”, explica Marcello José Pio, especialista de desenvolvimento industrial da Unidade de Estudos e Prospectiva (UNIEPRO).

Segundo ele, esta tecnologia é mais utilizada em empresas que possuem uma estratégia de posicionamento de mercado focada na diferenciação. E conforme a prospectiva organizacional, de 11 a 30% das empresas do setor terão tal estratégia (liderança por diferenciação com inovação de produto) nos próximos 10 anos.

Benefícios e limitações das ferramentas computacionais

Um dos principais benefícios das ferramentas computacionais está na redução do tempo e de dinheiro no processo de desenvolvimento e testes de moldes, o que permite reduzir o tempo de lançamento de uma peça, assim como reduzir os custos de produção.

Esse tipo de software tem a capacidade de identificar problemas de qualidade relacionados às linhas de fluxo, cortes profundos, linhas de solda, ângulos, marcas de distorção e de dissipação. Quando estas falhas são descobertas, as mudanças de design podem ser feitas imediatamente para evitar erros dispendiosos e que interferem na produtividade da empresa.

Além disso, o sistema permite maior precisão no molde a ser desenvolvido, gerando uma peça de maior qualidade e também a possibilidade de otimizar o uso de novas matérias-primas.

Os principais problemas tradicionais no projeto de moldes (dilatação do material, canais de resfriamento, etc.) podem ser bem simulados em computador com essas ferramentas. No entanto, no caso de peças extremamente complexas, o fluxo do material no interior de molde pode ser difícil de simular, gerando falhas do preenchimento do molde, mas há avanços nessa área também.

As principais ferramentas computacionais

Entre as ferramentas específicas para a simulação de injeção e a modelagem de plásticos, vale a pena destacar o Moldflow. Ele permite a simulação do preenchimento e o recalque da peça, incluindo a análise de balanceamento de canais de deformação do produto.

Com o estudo do preenchimento, é possível melhorar a posição do ponto de injeção e as condições do processo, detectando possíveis defeitos da peça, como linhas de solda, aprisionamento de ar, degradação de matéria-prima e mau preenchimento.

Outra opção é o Solidworks Plastics, no qual é possível realizar estudos avançados do padrão de escoamento do material dentro do molde que evitam erros e retrabalhos, garantindo a máxima qualidade dos produtos, eliminando custos elevados de retrabalhos e melhorando a qualidade dos produtos injetados.

E você, já utiliza as ferramentas computacionais para o desenvolvimento de projetos de moldes? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima.

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