Gestão

Análise de eficiência energética na indústria do plástico

Não é novidade dizer que o maior consumidor de energia elétrica do Brasil é o setor industrial, tanto que a busca pela eficiência energética já é uma realidade comum, inclusive nas indústrias do plástico que utilizam a eletricidade ou qualquer outra fonte de energia para fazer rodar a sua produção. Afinal, o uso planejado desse recurso traz para o empresário do setor diversos benefícios, relacionados, principalmente, à redução de custos e ao aumento da produtividade.

Em um primeiro momento, o consumo industrial pode ser acompanhado a partir da análise da fatura mensal apresentada pelas concessionárias, embora um acompanhamento mais aprofundado seja necessário, por intermédio da leitura diária ou semanal de medidores de consumo instalados em diversos locais, como seções, galpões, circuitos e, até mesmo, nas máquinas.

“É importante, também, verificar se a demanda contratada é a ideal, por meio de uma análise do perfil de consumo da empresa nos últimos 12 meses, e se existe um consumo muito reativo (fator de potência baixo), que pode ser corrigido por meio de um banco de capacitores. Em uma segunda análise, deve-se fazer a verificação/substituição de motores e lâmpadas por opções mais eficientes, assim como a verificação de vazamentos nos compressores, no ar-condicionado e em outros equipamentos”, afirma Antônio Bento, CEO da IBS-Energy.

Os principais pontos de perda

Um bom plano de operação e manutenção das instalações elétricas pode representar uma economia significativa de energia para a indústria do plástico, mas para isso pontos importantes devem ser sempre avaliados. “Não podemos esquecer que o uso da energia eficiente passa, também, pela conscientização das pessoas, e isso deve ser implantado como uma cultura da empresa”, ressalta o especialista.

Confira, a seguir, os principais pontos de perda de energia nas indústrias do setor e veja como neutralizá-los para garantir a eficiência energética da sua empresa.

  1. Instalações elétricas

Quando falamos em instalações elétricas, as perdas mais significativas ficam por conta do efeito Joule, que nada mais é do que a passagem de corrente elétrica através de condutores, responsável por causar o aquecimento em transformadores, condutores, motores, lâmpadas etc.

Também existem as perdas por histerese, que acontecem quando ocorre a imantação remanescente do ferro em todos os circuitos magnéticos submetidos a campos alternados, assim como as perdas causadas pelas correntes parasitas induzidas, chamadas de correntes de Foucault. 

  1. Energia ativa e reativa

Embora a energia ativa seja aquela que, efetivamente, produz o trabalho, a reativa é indispensável para produzir o fluxo magnético necessário para o funcionamento de motores, transformadores e outros equipamentos.

Em cada uma dessas energias existe uma corrente, também ativa e reativa. Ambas se somam vetorialmente e formam a chamada corrente aparente, que acaba por percorrer os diversos condutores do circuito, provocando aquecimento e gerando perdas por efeito Joule.

  1. Transformadores

Nem todas as indústrias utilizam transformadores, mas naquelas que utilizam, dependendo da construção do transformador e do seu regime de funcionamento, podem ocorrer perdas significativas de energia.

Elas podem acontecer no circuito magnético por histerese, por correntes de Foucault e, até mesmo, por efeito Joule, provocando o aquecimento e o comprometimento da eficiência energética da empresa.

  1. Circuitos de distribuição

Não haverá perda se os disjuntores, as chaves seccionadoras e chaves fusíveis estiverem em boas condições operacionais, além de dimensionados adequadamente para as correntes que por eles circulam.

A atenção maior deve ficar concentrada nos cabos condutores, pois as perdas são mais significativas e, por isso, devem ser analisadas criteriosamente.

  1. Motores elétricos

A participação dos motores elétricos no consumo industrial é expressiva, principalmente os trifásicos. O principal parâmetro a ser analisado é a potência nominal do motor, que deve ser sempre adequada para o serviço ao qual se destina. Potências muito superiores ao necessário resultam em desperdícios de energia e perda de eficiência energética.

  1. Iluminação

Geralmente, a iluminação tem uma parcela pequena no consumo total de energia de uma indústria, mas também pode ser utilizada de forma mais eficiente. Para isso, é preciso considerar um melhor aproveitamento da luz natural, além de buscar níveis de iluminação adequados e determinar as áreas efetivas de utilização desse recurso.

  1. Equipamentos de aquecimento

Apesar de serem muito eficientes, fornos elétricos, estufas e sistemas de geração de calor podem apresentar perdas significativas de energia para a indústria do plástico. As características construtivas do equipamento, carregamento, aplicação, manuseio da carga, tempo e temperatura e como essas variáveis influem no resultado prático do equipamento devem ser consideradas.

  1. Equipamentos de resfriamento

É possível obter melhorias de rendimento em todos os sistemas de refrigeração ao fazer uma melhor regulagem de termostatos, verificar o bom funcionamento e a limpeza de válvulas, além de manter, para cada trocador de calor de processo, o fluxo correto de água gelada.

Quer saber mais sobre como a indústria do plástico pode economizar energia e obter maior eficiência energética? Continue acompanhando o nosso canal de conteúdo e até a próxima. 

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