Sustentabilidade

10 passos para implementar um projeto de sustentabilidade

A indústria plástica tem assumido um sério compromisso com a sustentabilidade o que tem produzido ao setor três ganhos diretos:

  • Produtivo: ao controlar o uso de matéria-prima;
  • Econômico: ao atrelar um importante conceito à marca, aumentando o valor do produto
  • Ético: ao demonstrar sua responsabilidade na preservação dos recursos naturaisO caminho à sustentabilidade, assim, é algo inevitável às cerca de 11 mil empresas da indústria nacional de transformação plástica. “Todas as empresas devem se adaptar a isso, tanto quanto, há duas décadas, tiveram de se adaptar à qualidade total. Mais do que na própria questão produtiva ou econômica, devemos pensar na questão ética: de nossa responsabilidade ambiental com o planeta que deixaremos às próximas gerações”, resume Jaime Lorandi, presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás).

A sustentabilidade representa economia, maior produtividade e compromisso com as gerações futuras, diz o presidente do Simplás

Na avaliação de Lorandi, “a indústria do plástico, como qualquer outra, está inserida neste contexto”. Mas ela precisa lutar contra três vilões especiais: reduzir o volume de matéria-prima utilizado, consumir menos energia e gerar menos desperdício. “Mais do que um caminho sem volta, a sustentabilidade representa economia e maior produtividade para a indústria e um compromisso nosso com as gerações futuras”, complementa o presidente do Simplás.

Para otimizar a implementação de um projeto de sustentabilidade, criamos um resumo com 10 passos práticos, elaborados a partir do Guia de Sustentabilidade do Plástico. Importantes entidades como a Think Plastic Brazil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Instituto Nacional do Plástico participaram de sua concepção.

1º Passo – Gestão de indicadores de ecoeficiência
É possível monitorar dados referentes ao consumo de água, energia elétrica, combustível, ar em equipamentos pneumáticos e demais resíduos. O uso mais eficiente desses recursos garante economia de matérias-primas e de insumos.

2º Passo – Análise do ciclo de vida do produto
Mensurar e avaliar o caminho ecológico daquilo que se produz, ou seja, qual o impacto no meio ambiente de um produto, permite que as estratégias sejam estruturadas e implementadas de forma integrada. Nesse sentido, a melhor solução é a Análise de Ciclo de Vida (ACV), permitindo a avaliação do impacto ambiental de um produto em todas as suas fases, da extração de matérias primas ao uso.

3º Passo – Ecodesign de produtos
A preocupação ecológica na fase de sua concepção é uma das principais tendências do setor. Há um destaque internacional para produtos que usem menos recursos naturais – ou mesmo que tenham descarte ou reuso com menores impactos ambientais.

4º Passo – Desenvolvimento de produtos amigáveis ao meio-ambiente
No caso específico de um produto amigável ao setor, o principal exemplo é o bioplástico, feito de polímeros derivados de fontes renováveis de biomassa, como o etanol de cana-de-açúcar. Alguns podem ser biodegradáveis ou recicláveis.

5º Passo – Gestão de inovação
Há, no Brasil, um caso específico de gestão, que ilustra bem a importância do tema. A empresa Cipatex desenvolveu parcerias com a Unesp e a Unicamp, entre outras, para desenvolver uma série de inovações. Criou, assim, as membranas plásticas, usadas para evitar vazamentos e em biodigestores para tratamento de efluentes animais.

6º Passo – Desenvolvimento humano
As práticas sociais das empresas, ou seja, na gestão de seus colaboradores e no seu relacionamento com a sociedade, também são fundamentais no desenvolvimento de uma ação sustentável. A preocupação com o bem-estar dos funcionários indica que uma empresa entende a importância do capital humano.

7º Passo – Gestão da fase pós-consumo
É preciso adequar o tratamento das embalagens após o uso final dos produtos. Atualmente, focar a reciclagem é um dos grandes temas do setor. Estima-se que a reciclagem de plásticos gere vantagem econômica de R$ 1.163 por tonelada produzida e economia de 50% de energia.

8º Passo – Economia circular
A economia circular se caracteriza pelo fluxo fechado de materiais e energia por meio de múltiplas fases. Utiliza o princípio dos 3R (redução, reuso e reciclagem) e suas escolhas devem ser todas sustentáveis. Não se deve considerar os aspectos de eficiência de recursos no fim de linha de um produto, mas em todo o seu ciclo de vida.

9º Passo – Adesão a compromissos voluntários
Além de investir em melhorias internas, a empresa deve aderir voluntariamente a iniciativas nacionais e internacionais que militem pela sustentabilidade. Assim, cria-se um cenário favorável à divulgação das iniciativas amigáveis e à tendência para que possam comunicar seu engajamento.

10º Passo – Parcerias com a sociedade
Não basta apenas ter boas intenções. Parcerias políticas são fundamentais para garantir o sucesso de um projeto de sustentabilidade. A gestão de resíduos urbanos, no caso específico das indústrias de plástico, é um tema bem atual. Assim, como os municípios brasileiros são responsáveis pela gestão dos resíduos, a interseção da sustentabilidade do setor com as cidades é um aspecto fundamental.

A logística reversa nas embalagens plásticas

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